31.7.16

Blogagem Coletiva - Sinais de que você está envelhecendo


Último dia do mês e eu correndo aqui com o post, tema da Blogagem Coletiva dê Julho da Liga Nerd Girls. É um tema que me atraiu bastante, porque vejo esses sinais de envelhecimento constantemente, hahaha. Então aí vai uma listinha.

É mais complicado se relacionar com os personagens dos livros YA

Eu comecei a gostar muito de livros young adult quando eu tinha uns doze anos. E 99% dos personagens tem 16 anos nesses livros, então, com 12, eu achava que 16 seria a ~idade mágica~, o melhor ano da minha vida, etc. Na verdade foi bem sem graça. E aí já não bastasse essa grande decepção (haha), eu fui ficando mais velha do que os personagens. E de alguma forma isso foi mudando minha relação com os livros YA. O ensino médio já me parece tão distante… Então, ao longo dos anos eu fui me tornando bem mais crítica, acho mais difícil me envolver com a história, gostar dos personagens, não achar que eu teria gostado muito mais do livro caso eu fosse mais nova. Mas não acontece com todos os livros, felizmente!, muitos ainda conseguem invocar a Beatriz-público-alvo-dos-YA e eu aproveito bastante a leitura.

Pessoas mais novas que você…

Em todo lugar! Confesso que ainda acho um pouco estranho quando vejo que os novos ídolos são mais novos que eu, haha. Aqueles atores, cantores… O pior é quando falo com os outros fãs e percebo que o pessoal também é mais novo! Meio aquela sensação: “como assim você nasceu em 2000 e tem 16 anos?!”

Coisas da sua infância retornando

Tem uma onda de nostalgia muito forte ultimamente, onde tudo que a gente já gostou um dia está voltando de alguma forma. E isso é maravilhoso, exceto quando você para pra fazer as contas… Como por exemplo, eu com Procurando Dory. “Nossa, vi Procurando Nemo há 13 anos atrás! Gente, essas crianças aqui da sessão não eram nem nascidas!”

Responsabilidades

Lembra daquele meme “adolescente que gosta de __________, adulto gosta mesmo é de __________”?  Percebi que tava ficando velha quando comecei a me identificar com a segunda parte sobre contas, trabalho, planejamento, coisa de casa hahaha.

Não se acostumar nunca com a sua idade

Isso definitivamente não era um problema quando eu era mais nova! Acho muito esquisito isso de “Espera, sou adulta agora…?” Daqui pra frente, a tendência é que eu vá cada vez mais me identificando com uma música da Sandy que diz: “Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem.” É aquela sensação de que tá tudo passando muito rápido e eu não fiquei sabendo, não aproveitei o suficiente. Já falei um pouco disso aqui antes. A cada ano vou me acostumando mais com a minha idade, mas ainda acho que tenho um longo caminho pela frente…

 

E vocês? Quais sinais de que estão envelhecendo vocês encontram por aí? Me contem!

24.7.16

Caça-Fantasmas


24 filmes para 2016Tema: Reboot

 
Caça-Fantasmas
Dirigido por:
  Paul Feig 
Elenco: Kristen Wiig, Leslie Jones, Kate McKinnon, Melissa McCarthy 
Duração: 1h56
Gênero: Comédia, Ficção Científica 
Atualmente uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wiig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo. [FILMOW]

Vi o Caça-Fantasmas original lá em 2014, motivada pela curiosidade de entender o Stay Puft Marshmallow Man que eu sempre achei fofo, haha. Gostei do filme, mas não o suficiente para assistir a sequência e também estava desinteressada no reboot. Esse desinteresse durou até ver a reação que o trailer provocou nos homens – foi o que teve mais dislikes no Youtube. Grande parte dos comentários diz que não se opõe ao elenco feminino, e sim ao reboot em si. Mas eu não coloco muita fé nisso, visto que o cinema vive cheio de reboots que não são recebidos tão negativamente.  Então, porque acho importante apoiar produções com protagonistas femininas, estava decidido: eu veria o filme!

E eu já fui com expectativas, li resenhas antes de ir ao cinema e estavam elogiando, e elas não estavam erradas! O filme é divertido. Assisti a versão dublada (meio a força, já que as sessões legendadas aqui eram somente a noite) e achei que estava bom, as piadas foram adaptadas e eu ri bastante.

E o que dizer desse elenco que mal conheço mas já considero pakas? Eu adorei todas as personagens e achei que elas formaram uma ótima equipe, a interação entre elas foi ótima – é aquilo de amizade feminina, uma ajudando a outra, achei lindo! Minha preocupação era com a Patty, já que ela é a única negra e também a única a não ser cientista – mas mesmo assim gostei do tratamento que deram para a personagem  e ela se mostra muito importante para a equipe. E ainda tem o Kevin, papel do Chris Hemsworth, que é o secretário das meninas; ele também é ótimo, uma crítica ao tratamento das mulheres nos outros filmes.

É um reboot mesmo, então não é necessário ter visto o filme de 1984, mas o filme é cheio de referências e participações que remetem ao original. Achei legal quando reconhecia essas coisas. :)

A única coisa que não gostei foi o vilão, que achei muito descartável, daqueles que tava lá porque tinha que ter um vilão mas não foi bem desenvolvido. Achei que deu pra relevar, porque eu estava mais interessada nas meninas, mas foi um vilão muito fraco. :/ E gostei dos fantasminhas – de novo, tem umas aparições que quem já viu o outro filme reconhecerá – e até ri que um menininho na minha sessão ficou com medo deles, haha.

Gostei muito do filme. Era o que eu esperava, um filme leve, divertido e com girl power! Acho que todo o ódio foi injustificado e agora torço para que o faturamento seja tão positivo quanto as resenhas. Recomendo que vocês assistam! Ah, e não saiam tão cedo, porque tem cena pós-créditos! :)


20.7.16

Tag: 20 músicas


A Barbara do Refração Cultural me indicou para essa tag, e sendo música, claro que eu ia responder. A proposta é escolher 20 músicas, cada uma para uma proposta diferente, e eu sinceramente não pensei que fosse dar tanto trabalho, haha. Mas vamos as minhas escolhas…

  1. Uma música favorita 
    Ex’s & Oh’s – Elle King 


    Eu achei a resposta da Barbara ótima, porque me identifiquei muito. Assim como ela, não tenho uma música favorita, tenho a música do momento, haha. E também sou sempre atrasada para “descobrir” os lançamentos, muitas vezes quando vicio na música ela já não é novidade. Talvez seja o caso de Ex’s & Oh’s, que eu não faço a menor ideia de quando foi lançada, mas que tenho ouvido bastante ultimamente, o que torna ela uma das minhas favoritas de agora.

  2. Uma música que você mais odeia
    Blurred Lines – Robin Thicke


    Eu não entendo porque essa música fez tanto sucesso na época – as pessoas dizem que é pelo ritmo, mas pra mim nem isso se salva. Não gosto da letra, nem da melodia, e me parece interminável (acho que porque eu não gosto ela se arrasta, né?).

  3. Uma música que te deixa triste
    Dreaming with a Broken Heart – John Mayer


    Acho que já devo ter usado essa música em alguma outra tag, mas não tem jeito, ela me deixa triste. Lembro que na primeira vez que ouvi quase chorei. Deve ser a combinação da letra triste com o piano…

  4. Uma música que te lembra alguém
    Wonderwall – Oasis


    Essa música me lembra vários amigos, em diferentes momentos da vida. ♥ 

  5. Uma música que te deixa feliz
    Cake by the Ocean – DNCE


    Essa também vai bem na onda do “música do momento”, e é uma das que eu não consigo parar de ouvir e imediatamente melhora o meu humor. 

  6. Uma música que te lembra um momento em especial
    New York, New York – Frank Sinatra


    Acho que não tem como ser mais clichê, mas essa música me lembra do dia em que passei em Nova York, o que foi até hoje um dos melhores dias da minha vida. E naquele dia eu não conseguia parar de cantar New York, New York (e Empire State of Mind também, haha). If I can make it there I’ll make it anywhere… ♪

  7. Uma música que você conhece a letra inteira
    Mr. Brightside – The Killers 


    Achei isso aqui complicado, porque a maioria das músicas eu sei a letra inteira, mas só flui se eu estiver ouvindo, se for pra cantar assim do nada eu acabo me perdendo. Não é o caso com Mr. Brightside. Acho que o fato de que a letra repete depois me ajuda, haha. 

  8. Uma música que te faz dançar na hora que toca
    Perto – Fabio Góes


    O Spotify que me recomendou essa música e eu adorei, acho o ritmo contagiante e pra mim é impossível ficar parada, tenho que ao menos balançar a cabeça junto, haha. (Preciso ouvir outras músicas desse cantor…)

  9. Uma música que te ajuda a dormir
    Cataflor – Tiago Iorc


    Eu acho essa música tão linda, e ela é tão calminha que eu consigo ouvir por horas, dormir ao som da voz do Tiago Iorc…

  10. Uma música que você gosta em segredo
    O Farol – Ivete Sangalo


    O segredo aqui é que eu nunca falei pra ninguém disso, não que eu me envergonharia ou algo assim, haha. Eu ouvi a Ivete cantando O Farol uma vez, e a música grudou na minha cabeça, e agora que é abertura da novela estou ouvindo com mais frequência.

  11. Uma música que você se identifica
    Apenas Mais Uma de Amor – Lulu Santos


    ”Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder” não poderia ser mais eu.

  12. Uma música que você amava e agora odeia
    Thinking Out Loud – Ed Sheeran


    Não é que eu amava essa música, mas eu a tolerava antes. Depois, acho que tocou demais em todo lugar e eu simplesmente enjoei, não suporto a voz do Ed Sheeran nela. E minha implicância é só com Thinking Out Loud mesmo, gosto muito de outras músicas do Ed.

  13. Uma música do seu disco favorito
    1000 Times – Sara Bareilles


    Eu não tenho um álbum favorito. Na verdade são poucos os álbuns que eu gosto de todas as músicas, haha. Então fui procurar aqui por algum desses, e achei o ótimo The Blessed Unrest da Sara Bareilles. Desse álbum minha música favorita é 1000 Times, porque tem algo na voz dela lá pelo final da música que sempre me faz sentir a música, como se fosse eu sofrendo com um amor não correspondido.
     
  14. Uma música que você consegue tocar em algum instrumento
    Somewhere Over the Rainbow


    Toco teclado querendo aprender piano e consigo tocar algumas músicas, ainda que sejam bem menos do que eu gostaria, haha. Escolhi essa porque foi uma das primeiras que eu aprendi e que eu fiquei me sentindo muito feliz por ter conseguido tocá-la.
     
  15. Uma música que você cantaria em público
    Resposta – Skank


    Essa aqui é fácil, porque eu adoro um karaokê, e já cantei coisas mais vergonhosas Evidências então eu sempre tenho uma playlist de músicas para essas situações. Já cantei outras músicas do Skank, e Resposta é uma das que eu gosto e ainda não tive a oportunidade de destruir cantar.

  16. Uma música que você gosta de ouvir enquanto está dirigindo
    From Eden – Hozier


    Faz pouco tempo que tirei minha habilitação, então nunca relaxei o suficiente pra poder ouvir uma musiquinha, haha. Quando isso acontecer, From Eden vai ser uma das primeiras que vou ouvir, porque o clipe tem toda essa coisa de road trip que me fez associar a música com dirigir, haha.
     
  17. Uma música da sua infância
    Malandragem – Cássia Eller


    Conheço essa música desde que me entendo por gente e já a cantava antes mesmo de saber alguma coisa.

  18. Uma música que ninguém esperava que você gostasse
    Sorry – Justin Bieber


    Acho que eu nunca tinha ouvido nada do Justin antes, além da Baby que tocou sem parar. E aí gostei de Sorry – apesar de ninguém ter se surpreendido muito, porque todo mundo gosta de Sorry também.

  19. Uma música que quer (ou tocou) no seu casamento
    Make You Feel My Love – Adele


    Na minha listinha de músicas românticas mais lindas estão Make You Feel My Love e Your Song (do Elton John). Essa versão da Adele é uma das melhores para essa música, e, se é pra casar com o cara, acho que ele merecerá essa música, haha.
     
  20. Uma música que tocaria no seu funeral
    Seasons of Love - Rent 


    Rent é um dos musicais favoritos e Seasons of Love é simplesmente linda! Fala sobre medir o tempo na vida em amor. <3 Então acho que se é pra ser funeral, tem que passar uma mensagem bonita!

Não vou indicar ninguém, porque não tenho esse costume mesmo, haha. Mas fique a vontade caso você queira fazer, vou adorar ouvir suas escolhas :D

16.7.16

Procurando Dory


24 filmes para 2016Tema: Infância

 
Procurando Dory 
Dirigido por:
  Andrew Stanton
Elenco: Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Diane Keaton
Duração: 1h37
Gênero: Animação, aventura 
Dory, agora morando no mesmo recife que os peixes-palhaço Marlin e Nemo, vive uma vida tranquila mesmo com seus esquecimentos. Quando ela acompanha Nemo em um passeio escolar para ver a migração das mantas, sente falta de saber quem de fato é. Os três, então, seguem mar afora em busca de seus pais. [FILMOW]

Procurando Nemo foi um dos primeiros filmes que eu vi no cinema, e por isso ele tem todo um lugar especial no meu coração. É muito estranho pensar que já se passaram 13 anos desde que fui apresentada a esses personagens… E claro que, depois de todo esse tempo de espera, eu não podia deixar de assistir ao novo filme, principalmente por ser focado na Dory, que é a minha favorita.

Procurando Dory já inicia com uma das cenas mais fofas: a Dory bebê. Além da fofura, essa parte da infância da peixinha serve para nos apresentar aos seus pais e em como desde cedo eles procuravam a preparar para a vida tendo perda de memória recente.  Gostei muito de como trataram essa dificuldade da personagem, mostrando que é necessário ter paciência e compreensão.

Mas o filme não foca só na infância da Dory, também mostra como ela está pós acontecimentos do primeiro filme, junto com o Marlin e o Nemo – e esse está melhor do que nunca, falando algumas verdades para o pai. Alguns dos outros personagens antigos também aparecem, e certas histórias agora possuem uma origem – como por exemplo, o baleiês da Dory, haha. Gostei de todos os personagens novos, principalmente o polvo Hank, que é quem mais ajuda a Dory, e a baleia Destiny, que achei fofíssima.

A mesma fórmula do filme de 2003 foi seguida aqui: a Dory se “perde” e Marlin e Nemo vão atrás dela. A família de novo é o importante. Os acontecimentos são rápidos (nem percebi o tempo passar) e um tanto previsíveis, mas não tira o mérito do filme em divertir e emocionar. (não, eu não chorei!)

Penso que quem gostou de Procurando Nemo com certeza deve ver Procurando Dory porque ele complementa a história, e nos deixa mais informados sobre uma das personagens mais queridas. Ah, e se você for ver no cinema, não faça que nem eu que saiu antes da cena pós-créditos, aguenta lá que aparece mais gente conhecida!


11.7.16

O Que Tenho Amado Nessas Férias #03


Cheguei com mais um post de férias onde eu falo de coisas que, bem, como diz o título, tenho gostado durante esse tempo de ócio. É capaz de eu fazer mais um depois, porque estou só no começo das férias mas já consegui falar demais, olha o tamanho desse post, haha! Enfim, vamos lá.

Make Happy – Bo Burnham

No final do semestre da faculdade, quando eu estava sofrendo com meu projeto interdisciplinar (pouco tempo, muita coisa pra fazer e tudo dando errado), eu esbarrei num vídeo de um cara falando que ia cantar sobre os problemas da vida dele. E aí, com uma voz cheia de auto-tune, ele manda um “Não consigo enfiar a mão na lata de Pringles”. Eu ri por uma meia hora. Esse vídeo é do especial de comédia Make Happy, do Bo Burnham (que é humorista, compositor, escritor, músico, etc. etc) disponível na nossa amada Netflix. Tem 1h de duração, e é um stand-up onde as principais tiradas são apresentadas em músicas.

Shows de stand-up não são a minha praia, não os assisto e não estou familiarizada com os principais comediantes, sejam os brasileiros ou os do exterior. Além do que eu fico automaticamente analisando todas as piadas, e tem gente que adora usar o humor para ofender as pessoas e tudo isso me deixa desconfortável. Mas pelo o fato de ter música, e bom, a reclamação sobre Pringles fizeram me dar uma chance para esse especial.

E eu acabei ficando desconfortável algumas vezes sim, não vou mentir, mas ainda assim que num geral o saldo foi positivo. O especial parece girar em torno do o que nos faz felizes e as críticas que o Bo faz são válidas, envolvendo a indústria do entretenimento, o modo de vida, relacionamentos. Achei até honesto, quando ele admite suas inseguranças para a audiência – na própria música sobre as latas de Pringles, que parece algo bobo, mas que Bo torna complexo. E lá pelo final, ele te questiona se você está feliz. 

Não é perfeito, mas serviu para me distrair, refletir um pouco e algumas das músicas simplesmente grudaram na minha cabeça – como a crítica as letras vazias em músicas country, a história de um término de namoro, e claro, as enormes dificuldades na vida de um homem branco hétero…

 

Hamilton

Hamilton é um musical de hip-hop que conta a história de um dos pais fundadores dos EUA,  Alexander Hamilton. Estreou ano passado na Broadway e tem feito um enorme sucesso – foi o musical com o maior número de indicações ao Tony Awards (o Oscar do teatro), famosos já foram assistir, e no momento todos os ingressos estão esgotados (aguarde 2017!).

A história acompanha Alexander Hamilton, falando de sua infância até sua morte. O número de abertura, além de resumir a história de Hamilton, apresenta os personagens e a relação de cada um com o protagonista. O curioso é que Aaron Burr – “o maldito tolo que atirou” em Hamilton – é o narrador. O musical, logicamente, também fala da Independência dos Estados Unidos, então George Washington e Thomas Jefferson estão presentes.

E aí que entra o diferencial de Hamilton: só tem um ator branco no elenco principal (e ele ainda é o Rei George III, da Inglaterra). Os pais fundadores e demais figuras históricas do EUA são interpretados, em sua maioria, por atores negros e latinos. É, Hamilton é a história dos Estados Unidos cantada por um elenco diverso em estilo hip-hop.

Juntando o fato de que muita gente ainda não conseguiu assistir o musical com o quão viciante as músicas são, o álbum de Hamilton (que ganhou um Grammy) também tem feito sucesso (meu Spotify não nega). Ele inclui tudo o que é falado/cantado no musical, então dá pra acompanhar a história mesmo sem assistir. O único lado negativo é que não dá pra acompanhar a velocidade que os atores fazem rap, haha.

Sou mais do que suspeita para falar, porque gosto de musicais e sei que não é gênero que agrada todo mundo,  mas deixo aqui a minha recomendação mesmo assim. :)

 

O elenco de Hamilton apresentando My Shot na Casa Branca, e Alexander Hamilton (a abertura) no Grammy 2016

6.7.16

Como Eu Era Antes de Você


24 filmes para 2016Tema: Portador de deficiência


Como Eu Era Antes de Você
Dirigido por:
Thea Sharrock
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin
Duração: 1h50
Gênero: Romance, drama
Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais. É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele. [FILMOW]
Faz anos que li Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes, e como gostei do livro fiquei animada com a notícia de a história de Lou e Will viraria filme. Finalmente chegou a hora de conferir a adaptação. Não lembro de todos os detalhes do livro, mas acredito que o filme se manteve bastante fiel a este.

Não sei se é porque acabei de ler a continuação onde a Lou aparece mais madura, mas achei sua versão do filme um tanto quanto ingênua e alegre demais, e além disso, senti que a Emilia Clarke (que eu gosto muito em Game of Thrones) exagerava em algumas expressões. :/ Mas ela não deixa de ser divertida, seu maravilhoso guarda-roupa e jeito atrapalhado arrancaram várias risadas de mim e do restante da sala.

Eu gostei bastante do Will. Ele era todo rabugento no começo e com a convivência com a Louisa ele vai mudando. Adoro a progressão do relacionamento dos dois, é algo que vai acontecendo naturalmente, não é de uma hora pra outra. Durante a minha sessão eu conseguia ouvir o pessoal torcendo, falando coisas como "Beija logo!", então talvez só eu não tenha ficado impaciente, haha.

Sei que o filme teve certa desaprovação de quem é deficiente físico, e dá pra entender perfeitamente o porque eles não o apreciaram. Mas ao mesmo tempo eu entendo as dificuldades e os motivos do Will. Eu fico em cima do muro até hoje com o final dessa história, sou capaz de argumentar tanto contra quanto a favor, de achar o Will egoísta e ao mesmo tempo altruísta, e mesmo assim não chego a uma decisão. Acho que o mais correto é assumir uma postura de "Não sou capaz de opinar".

Chorona do jeito que sou, fui preparada para me afogar em lágrimas, mas, surpreendentemente, resisti firme e forte até o final! O mesmo não pode ser dito do pessoal da sala, porque a partir de certo ponto no filme as risadas foram dando lugar as fungadas, então, esse é um filme para assistir com os lencinhos. Mas mesmo com tudo isso, eu acho que a mensagem que fica é positiva, para viver a vida intensamente.