21.5.16

Sessão de Autógrafos - Marina Carvalho


No  sábado passado (14), teve aqui em São Paulo uma sessão de autógrafos com a autora Marina Carvalho, devido ao lançamento de seu mais novo livro, O Amor Nos Tempos do Ouro.

Eu não conhecia a Marina mas ouvi falar de seu livro através do Facebook da editora Globo Alt. A capa foi a primeira coisa que me atraiu (porque, se não me engano, rolou até uma enquete para os leitores a escolherem), e quando o livro foi lançado, corri para baixar uma amostra do e-book.

O Amor Nos Tempos do Ouro conta a história de Cécile Lavigne, uma jovem franco-portuguesa que acabou de perder a família. Seu único parente é o tio Euzébio, que a prometeu em casamento a Euclides de Andrade, o mais rico proprietário de terras de Minas Gerais, um homem nada agradável. Para levá-la do Rio de Janeiro até Minas Gerais, o explorador Fernão é contratado. E é claro que essa viagem promete muita coisa para Cécile e Fernão. ;)  E eu adorei que a mocinha é mais uma das que são a frente de seu tempo e desafiam um pouco as normas da época.

Já fui conquistada logo na nota da autora, onde a Marina falava da pesquisa sobre a história brasileira, além de justificar a linguagem usada nos diálogos. Sei que ao escrever um romance histórico é de se esperar que o autor faça uma boa pesquisa, mas é tanto livro em que a gente percebe umas falhas graves, que só fato dela explicar um pouco desse processo – de ver o cuidado que ela teve – já me deixou interessada. Devorei a amostra (que sempre acaba no melhor momento, né, quando já estamos cativados pela história e doidos pra ler o resto) e ao ver esse lindo na livraria não deu outra, comprei!

E então teve a sessão de autógrafos! Fui na maior cara de pau, não tinha lido nenhum livro dela, mas por que não, haha? ¯\_(ツ)_/¯ Eu nunca tinha ido numa sessão de autógrafos antes e achei tudo muito bem organizado. Não sei se é padrão, mas estavam até servindo água e vinho em taças, haha. No bate-papo, mediado pela também autora Bianca Briones, a Marina falou mais do processo de escrita, da pesquisa, de futuros projetos… A Bianca também contribuiu para esses tópicos, e as duas falaram bastante de como os autores nacionais vêm ganhando espaço. Achei que foi bem legal e que as perguntas que o pessoal fez renderam boas respostas.

  

Achei a Marina muito simpática e adorei conhecê-la! O Amor Nos Tempos do Ouro é a minha leitura atual e eu espero logo mais vir aqui contar do que eu achei desse romance. :)

15.5.16

Questão de Tempo


24 filmes para 2016Tema: Viagem no Tempo


Questão de Tempo 
Dirigido por:
Richard Curtis 
Elenco: Domhnall Gleeson, Rachel McAdams, Bill Nighy 
Duração: 2h03
Gênero: Romance

Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas. [ADOROCINEMA]

Eu queria ver esse filme há muito tempo, estava na minha lista do Netflix desde o ano passado. Vi muitas resenhas positivas sobre ele, muitos gifs fora de contexto que só me deixavam com mais vontade de ver. E tem também o elenco - Rachel McAdams, que mesmo depois de diferentes papéis vou sempre lembrar como Regina George; e o Domhnall Gleeson, que recentemente se tornou um dos meus atores favoritos, e eu juro que esse não é o motivo de eu falar tanto dele aqui no blog, é que não dá pra evitar, o cara está em tudo.

Cheguei ao ponto em que eu estava querendo tanto ver o filme que eu estava adiando assisti-lo. Pela minha cabeça passavam coisas como “E se eu me decepcionar feio?” e “Depois que eu assistir esse sentimento de expectativa será perdido!” Não fez o menor sentido, e eu não consigo deixar de pensar no quanto isso foi besteira, haha. Foi quase como aquilo de “Vou guardar o melhor para o final”, sabe?

Enfim, mas eu finalmente assisti, e vamos falar do filme, que é o que interessa! E já adianto que Questão de Tempo fez jus à toda a minha expectativa!

Tim é um fofo, ainda que um pouco desajeitado, que tem a habilidade de voltar no tempo - um poder limitado apenas a sua própria vida, ele só pode voltar para onde esteve, coisas que já viveu. Ele decide usar as viagens no tempo para arranjar uma namorada - a Mary, que combina perfeitamente com ele.

E toda essa parte de conquista e o relacionamento dos dois é super engraçada, adicione a viagem no tempo para várias tentativas de melhorar (ou piorar) a situação.

 

A viagem no tempo do filme não é daquelas que dá um nó na cabeça. Não é nada difícil de entender e apesar de ficar pensando nas consequências do que toda as mudanças poderiam causar, a história te mostra o que acontece nesses casos. Certamente, se você procurar, vai achar algum furo. Mas eu diria que isso é só um elemento para o tema principal do filme, que é a família e a importância que você dá a esses relacionamentos.

Me surpreendeu que a história não foca só no relacionamento do Tim e da Mary, mas também na relação do Tim com a família - com a irmã, e principalmente com o pai. Achei que foram cenas muito bonitas e que fui enganada pelo filme, porque quase chorar com essa comédia romântica não era o que eu estava esperando, rs.

Poder voltar no tempo e mudar o que já aconteceu é muito tentador, mas a mensagem que fica é que existem coisas mais importantes no jeito em que vivemos aqueles momentos únicos, e nem dá vontade de ter essa habilidade do Tim. Mentira, dá sim, haha. Mas ainda bem que não é necessário voltar no tempo pra assistir esse filme de novo, o que eu pretendo fazer várias e várias vezes.

8.5.16

Então você quer ser um jedi?


Essa semana teve o Star Wars Day (May the 4th be with you!), e eu atrasada decidi aproveitar para falar um pouco sobre um livro que eu li recentemente, além de outras coisinhas. :)

Meu primeiro contato com Star Wars foi por volta dos 10 anos quando eu assisti aos episódios I, II e III, as prequels. Perdi o interesse em ver a trilogia original porque fiquei muito triste com o desfecho de um tal Anakin Skywalker de quem eu gostava muito, haha. Isso até a véspera de 2015, onde por falta do que fazer mesmo eu passei o 31 de dezembro assistindo todos os filmes. Aí veio O Despertar da Força e eu surtei total, haha.

E desde então, estou longe de me considerar a maior fã, mas gostei muito e tento convencer os meus amigos que são tão desinteressados quanto um dia eu fui. Se você faz parte desse grupo, lá vai a primeira dica.

De lá pra cá, adquiri alguns livros de Star Wars, um deles sendo o Então Você Quer Ser Um Jedi? do Adam Giowitz. A editora Seguinte publicou uma trilogia que é a novelização dos filmes da trilogia original. O que eu tenho equivale a segundo filme, O Império Contra-Ataca.

Logo nas primeiras páginas, eu percebi que não era o público-alvo do livro, haha. O autor explica tudo direitinho, descreve as naves, as criaturas – as partes em que ele fala do Chewbacca são as melhores! – o que, pra quem já viu o filme, é meio óbvio. Sem contar todos os acontecimentos, que eu também já sabia. Mas o autor fez algo interessante, que é narrar a história como se o leitor fosse o Luke – vira tudo “Você faz tal coisa.”  Ao final de cada capítulo ainda tem as lições para você se “tornar um jedi”. Mesmo com tudo isso, ainda achei uma boa leitura, até leve e divertida, e terminei o livro rapidinho. É um tanto infantil (de novo, estou fora do público-alvo), mas acho uma proposta válida pra quem precisa desse “empurrão” para ver os filmes. :D

Não posso falar dos outros livros da trilogia, mas creio que todos sigam a mesma proposta. Além disso, são lindos. As capas tem relevo, o livro tem ilustrações, e ainda tem um marcador recortável em uma das orelhas. ;)

 

A próxima dica também é um ~tanto infantil~ mas eu nem ligo. Toda vez que eu passava na livraria ficava folheando esses livrinhos, porque achava a arte muito fofa. E sofria um pouco porque não entendia as referências, o que acabou sendo um pontapé pra eu ver os filmes e entender tudo. Estou falando de Darth Vader e filho e A princesinha de Vader, do Jeffrey Brown!

É fofo, e como eu disse, lotado de referências! Depois que eu assisti aos filmes, reli (bateu aquele sentimento de “aaaah, é por causa daquilo!”) e adorei ainda mais. :)

 

Minha última dica é O Despertar da Força mesmo! Tem várias recomendações de por qual ordem começar a assistir Star Wars, mas nada impede que se inicie pelo último. Algumas coisas serão perdidas, mas acho que dá pra entender o filme numa boa – como deveria ser, no início dessa nova trilogia –, e aí despertado o interesse (haha) dá pra correr atrás dos outros filmes. Até agora não ouvi ninguém dizendo que se decepcionou com o filme, então agora é aproveitar que já saiu o DVD/Blu-ray. :)

 

E vocês, de qual lado da força estão? Já convenceram alguém a assistir os filmes?