14.1.16

Vinte


Eu me pergunto quando que meu aniversário passou de “yay, o dia mais legal do ano!” para “hm, vou fazer XX anos, não quero”.

Tinha uma certa expectativa para os 16. Era a idade mágica, segundo 99% dos livros young-adult, alguns filmes e o desenho Seis Dezesseis. E, claro, não aconteceu nada de significante nos meus 16 anos. O que não foi muito um problema, porque no ano seguinte eu era a dancing queen, young and sweet, only seventeeeeeen. E agora, toda vez que eu dramaticamente dublar Light My Candle do musical Rent, o verso “I’m nineteen, but I’m old for my age” não terá o mesmo efeito! Oh!

Deixado as brincadeiras de lado, ultimamente, toda vez que ia chegando o meu aniversário eu ia ficando com um sentimento de “o que que eu tenho feito da vida?”.

Mas senti que isso mudou esse ano – e faz anos que eu nunca me senti tão confortável com o meu aniversário, com o ponto em que minha vida está. Me fiz a mesma pergunta ali em cima, e revi todas as minhas conquistas até agora. Fiquei satisfeita com elas, e com o pensamento de que eu tenho muito tempo para conseguir o que eu ainda não tenho, o que ainda não tive oportunidade de fazer.

Acho que estou até mais confortável com os meus amigos – saí com eles para comemorar, e além daqueles que vejo quase diariamente, sempre me surpreendo com o fato de conseguir manter amizades de anos, do tipo que não precisamos andar grudados o tempo todo para nos enterdermos e de que quando estamos juntos é como se não tivesse passado tempo algum.

E com isso de não estar grudada aos amigos o tempo todo, aprendi a me sentir bem com a minha própria companhia. Citando um exemplo bobo, recentemente descobri que não vejo problema e na verdade até gosto de ir ao cinema sozinha. Não é uma tentativa de me isolar, é só a noção de que eu não deixaria de fazer certas coisas por falta de companhia (como ir ver aquele filme de gosto duvidoso que ninguém além de mim quer ver, hahaha).

Acho que agora só preciso achar alguma música que trate sobre os 20 anos, hahaha.

Ás vezes eu me preocupo com a minha vida. Me preocupo que eu não tenha feito ou visto o
bastante. Me preocupo que eu não tenha colecionado memórias o suficiente. E ás vezes, eu acho
que tenho exatamente a quantidade certa.

6 comentários:

  1. Sabe, eu já tive meus altos e baixos com crise de aniversário. Esse ano estou meio que grilada, irei fazer 24 e aquela velha pergunta voltou a ecoar na minha cabeça "O que é que estou fazendo da vida?".

    Até onde eu tinha 20 anos, que pra mim, foi a melhor idade! O tempo passa rápido e parece espremer nossas escolhas e decisões, mas enfim....

    Beijos

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    1. Olha, também espero que os 20 seja a melhor idade, haha. E fica grilada não, é sempre a mesma pergunta mas depois fica tudo bem.

      Beijos!

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  2. Depois dos 20 também começar a fazer os 2X anos de idade hahaha
    é uma pequena crise, mas nada que atrapalhe

    http://gotasdecaffe.blogspot.com.br/

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    1. Sim, a crise que vem na semana do meu aniversário, mas depois a gente só aceita, haha.

      Beijos!

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  3. Ai... Eu tenho 19 e estou nessa crise desde os 17. De uns tempos pra cá fazer aniversário tem sido quase que um acidente, não sei bem explicar. Ainda acho que tenho 17, ainda me acho no direito de fazer coisas infantis e sei lá, não gosto de aceitar a realidade que cada dia mais estou um pouco adulta. É um tanto quanto sinistro pensar nisso. Mas enfim, o tempo tá passando pra isso né. E, agora, eu estou me perguntando "o que que eu faço/fiz da minha vida" desesperadamente. rs. Mas, parabéns e felicidades pra você!

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    1. Eu sei bem como é! É uma constante de achar que eu ainda sou nova, que quando me dou conta da idade que tenho é aquela coisa de "não, pera". É como se eu tivesse 20, mas ainda me sentisse eternamente adolescente, porque, o que eu andei fazendo da vida, né? haha

      Beijos!

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