15.1.16

Carol


24 filmes para 2016Tema: LGBT

Carol


Carol 
Dirigido por:
Todd Haynes 
Elenco: Cate Blanchett, Rooney Mara 
Duração: 1h58
Gênero: Drama, Romance

A jovem Therese Belivet (Rooney Mara) tem um emprego entediante na seção de brinquedos de uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece a elegante Carol Aird (Cate Blanchett), uma cliente que busca um presente de Natal para a sua filha. Carol, que está se divorciando de Harge (Kyle Chandler), também não está contente com a sua vida. As duas se aproximam cada vez mais e, quando Harge a impede de passar o Natal com a filha, Carol convida Therese a fazer uma viagem pelos Estados Unidos. [ADOROCINEMA]

Carol é um filme lento. Tudo bem que geralmente eu sempre sou a primeira a reclamar de romances super rápidos, no maior estilo “olha lá, se conhecem há dois minutos e já falam que se amam!”. Mas passado mais da metade do filme, inúmeras trocas de olhares e toda aquela tensão, eu já estava me perguntando quanto mais demoraria para as duas ficarem juntas!

Essa lentidão foi um dos motivos pra eu não ter gostado tanto do filme. O outro talvez tenha sido “expectativa demais”, vi tanta gente elogiando que eu acabei esperando mais. Não que eu tenha odiado, só não achei tudo isso que falavam. Mas não deixa de ser um filme bonito.

Pela época em que o filme se passa – nos anos 50 – eu achei que trataria muito mais do preconceito, ou talvez de uma não-aceitação das próprias personagens. Mas não, Carol (e por extensão sua melhor amiga, Abby) é muito bem resolvida com sua sexualidade, e Therese também não demora em aceitar os sentimentos que tem por ela. O grande obstáculo para o romance das duas se mostra na figura dos homens, como o namorado de Therese, e principalmente, o ex-marido de Carol. No entanto, me pareceu que ambos agiam mais como pessoas ciumentas que não aceitavam o fato de estarem sendo deixados – e que o fato de que estavam sendo trocados por uma mulher não agravava a situação, já que o marido de Carol parece sempre ter tido conhecimento dos relacionamentos da esposa, mas não deixava de a querer mesmo assim.

As dificuldades para uma pessoa homossexual da época são apresentadas quando Harge briga pela guarda da filha, os relacionamentos de Carol são motivo o suficiente para que a justiça fique do lado dele. Também é mencionado que acompanhamentos com terapeutas eram aconselhados para “tratar” desses casos. E, pra mim, esse é o principal conflito do filme, se Carol vai sacrificar sua felicidade para poder ficar com a filha, ou se vai encontrar outro jeito de resolver tudo e ainda ficar com a Therese.

Além disso, a história é toda sutil, baseada em trocas de olhares e pequenos gestos, acredito eu que mais uma vez pela época em que se passa, onde as demonstrações de afeto entre um casal do mesmo sexo tinha que ser assim – exceto entre quatro paredes…

Eu esperava um final completamente diferente, por isso fiquei feliz quando vi que não foi nada do que eu pensava. :) Me fez gostar ainda mais da Carol e fez o filme valer a pena.

6 comentários:

  1. Só tenho lido resenhas positivas sobre esse filme, fiquei curiosa pra assistir.
    Beijos
    Bluebell Bee

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    1. Eu achei um filme bonito, assiste! :)
      Beijos!

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  2. Esse post me lembrou que preciso começar o desafio, hahahahaha! Não vi este ainda, achei o figurino divino pelo videozinho que você postou! Vou anotar aqui pra conferir!
    Beijos

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    1. O figurino é lindo mesmo, foi até indicado ao Oscar nessa categoria! E boa sorte no desafio, haha.

      Beijos!

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  3. Tenho visto ótimos comentários sobre o filme, e outros que dizem que a atriz salva a história toda. Fiquei curiosa para assistir depois da sua resenha! Um beijo : *

    www.fleurdelune.com.br

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    1. Eu também vi esses comentários, e realmente, não consigo imaginar como teria sido sem a Cate Blanchett.

      Beijos!

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