31.1.16

Ex Machina


24 filmes para 2016Tema: Independente

Ex Machina
Ex Machina: Instinto Artificial
Dirigido por:
Alex Garland 
Elenco: Domhnall Gleeson, Alicia Vikander, Oscar Isaac
Duração: 1h48
Gênero: Ficção científica

Caleb (Domhnall Gleeson), um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava (Alicia Vikander), uma robô com inteligência artificial. Mas essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma que ninguém poderia prever, complicando a situação ao ponto que Caleb não sabe mais em quem confiar. [FILMOW]

Imagine que você está preso em uma casa cuja única via de acesso é por helicóptero, sem nenhuma forma de contato com o mundo exterior, na companhia de um cara barbudo muito suspeito e de suas criações – robôs com inteligência artificial.  Eu ia sair correndo para as colinas, mas o Caleb é mais corajoso e se sujeita a essa situação.

Com toda essa combinação aí, Ex Machina me prendeu de uma forma que eu sequer vi o tempo passar. E me deixou com aquela aflição constante de “Alguma coisa vai dar errado…”.

Gostei bastante do filme. Sendo sobre inteligência artificial, não é uma daquelas histórias que “ah, tem um robô aqui, ok” que a gente só aceita, o filme nos faz refletir. Ava é uma máquina, consciente de sua própria existência. Mas como devemos reagir? Devemos tratá-la como pessoa ou máquina? É que nem a pergunta que a própria personagem faz “O que acontecerá comigo se eu falhar no seu teste?”. É para sentir pena pelo o que será feito com ela – algo com consciência, capaz de entender o que está acontecendo – ou indiferença, afinal, ela é um robô? Eu senti que esses questionamentos eram apresentados pelo Caleb e pelo Nathan – esse último, por ser o criador de Ava, não se compadecia tanto por ela. Mas claro que é Ava que rouba toda a cena – e me fez ficar mais perdida e aflita que o próprio protagonista, porque não sabia de que lado ficar.

Esse foi um daqueles casos que eu fiquei surpreendida com o final, mesmo que depois, tendo parado para avaliar, era até certo ponto previsível. Como eu falei ali em cima, desde o começo eu já tinha a sensação de como ia acabar, mas não realmente sabia o que os personagens fariam e foram essas ações que me surpreenderam. Pra falar a verdade, fui muito ingênua nas minhas previsões de final, haha.  Mas ainda assim não me decepcionei, senti que tudo se encaixou e fez sentido, até em justificar o título do filme.

Para concluir em um comentário que pode conter um leve spoiler – se me pedissem para fazer uma sinopse de Ex Machina, no maior estilo daquelas sinopses que há pouco tempo eram moda no Twitter, seria algo assim: “Homem ignora Leis da Robótica de Asimov e se dá mal.”

28.1.16

As Crônicas Lunares


Só tenho falado de livros aqui ultimamente, mas vão ter que me perdoar, porque acabei de ler o último dessa série, que é uma das minhas favoritas e ela precisa de mais amor – e eu de mais gente com quem comentar, então esse post é sobre As Crônicas Lunares, da Marissa Meyer.
  


Antes de falar de cada um dos livros, acho que devo explicar um pouco a trama geral da quadrilogia:
A Terra apresentada nos livros é bem diferente da que estamos acostumados. Os países talvez sejam familiares, mas por exemplo, a Ásia, que é um grande destaque na série, agora é a Comunidade Oriental, comandada por um imperador que reside na capital Nova Pequim. A tecnologia também está bastante avançada, com androides, ciborgues e chips de identidade fazendo parte do cotidiano.
E talvez as coisas fossem estar mais tranquilas para o Imperador se a Terra não tivesse dois grandes problemas…O primeiro é a Letumose, doença contagiosa e sem cura que se espalhou pelo mundo, matando milhares. E o segundo é Luna, o reino na lua, que possui uma população com uma habilidade peculiar – a de manipular outras pessoas, como se elas não passassem de fantoches. Além disso, a rainha lunar, Levana, é bastante cruel – rumores dizem que ela matou a própria sobrinha para poder chegar ao trono – e vem ameaçando a Terra com a possibilidade de uma guerra constantemente. Muitos mantêm a esperança de que a Princesa Selene possa ter sobrevivido e que irá acabar com o reinado de Levana… Mas será que isso é realmente possível?

Mas quando comecei a ler não foi essa sinopse que eu encontrei. O que me atraiu foi a combinação releitura de contos de fadas + sci-fi. Eu não precisava saber de mais nada, já que adoro releituras, mais do que os próprios contos de fada em si – e a Cinderela é ciborgue, gente, precisa de mais motivo?! Enfim, cada livro, como fica meio óbvio pela capa, é baseado em um conto de fada: Cinder – Cinderela, Scarlet – Chapeuzinho Vermelho, Cress – Rapunzel e Winter – Branca de Neve.

E acho que deve parece bem complicado agora, mas eu juro que tudo faz sentido! A cada livro a Marissa Meyer vai acrescentando os personagens e, apesar de cada um ter a sua linha narrativa de acordo com o conto de fada, todos eles estão ligados entre si por meio da história principal.

Também não posso deixar de negar que a história é um pouco prevísivel. É fácil de encaixar as peças, mas pra mim isso não deixou as coisas desinteressantes, já que eu ficava aguardando ansiosamente pelo momento em que os personagens fariam as mesmas descobertas que eu. Além disso, tem os elementos dos contos de fada, que já são conhecidos e contribuem pra essa previsibilidade, mas eu achei que a autora conseguiu trabalhar com eles muito bem dentro desse universo que ela criou. :)


E os personagens! Fica até difícil falar de qual que eu gosto mais… A Cinder se preocupa muito com os outros, mas eu adoro que ela é toda sarcástica e tem noção de que certas coisas não são culpa dela – como ser ciborgue. A Scarlet é teimosa e impulsiva, o tipo de mocinha que é toda “eu não só posso, como vou resolver as coisas”. A Cress é uma fofa – tendo passado anos isolada, ela é sonhadora, mas acaba descobrindo que a realidade pode ser bem diferente, haha. E a Winter é gentil, tão gentil que se recusa a usar seu poder. Isso que não falei dos “príncipes”, que também são ótimos! E esses personagens vão amadurecendo ao longo dos livros, o que me faz gostar ainda mais deles. Ah, e uma coisa que me deixa feliz é que tem diversidade, não é todo mundo branco!

Não é péssimo quando você já tem toda a situação e diálogo prontos
e a pessoa simplesmente não colabora?

E para ir encerrando esse post enorme… A série ainda tem mais dois livros, Fairest e Stars Above. Fairest é a história da Rainha Levana, e já falei um pouco dele aqui. Stars Above é uma coletânea de contos, alguns que já foram lançados durante a publicação da quadrilogia – como The Little Android, que é baseado n’A Pequena Sereia – outros que são exclusivos desse livro, além do epilógo de Winter.

Eu li todos em inglês, porque sou muito ansiosa e esperar as datas de publicação originais já era muito difícil, haha. Mas dei umas olhadas na ~versão brasileira~ (principalmente pra esse post), e parece estar tudo ok. No Brasil, a série é publicada pela Editora Rocco e até o momento, o último livro a ser lançado foi Cress. :) 

23.1.16

Star Wars - Before The Awakening


Título Alternativo: Post sobre Livro de Star Wars #1

Before The Awakening
Queria poder dizer que esse post é todo fruto da emoção pós O Despertar da Força, mas antes do filme eu já tinha uma lista de leitura envolvendo Star Wars – depois ela só aumentou.

Bastante influenciada pelo último filme e pelo pessoal do Tumblr que não parava de comentar, eu comecei com Before the Awakening, do Greg Rucka, com algumas ilustrações do Phil Noto (que eu já conhecia pelo ótimo trabalho na HQ da Viúva Negra, e que também ficará a cargo de desenhar a nova HQ do Poe Dameron, o que me deixa muito feliz, haha).

Como o título sugere, o livro fala do novo de trio de personagens antes d’O Despertar da Força. São três contos, um de cada personagem, que os deixa praticamente no mesmo ponto em que começaram o filme.

O do Finn mostra como é o treinamento, o cotidiano e a relação dos stormtroopers, além de falar o quanto ele estava em conflito com tudo isso. Também mostra um pouco da Capitã Phasma, que é a responsável pelos stormtroopers, e ei, alguns deles agora também são identificados!


quase! pra saber quem é o TR-8R (traitor)… Certamente é algum dos três colegas de Finn…!

O da Rey foca na sua vida em Jakku procurando por peças para vender – e a parte dela no livro foi a que eu achei que serviu mais só pra mostrar a personagem (o quanto ela é determinada, como ela se vira sozinha, etc.) porque a história mesmo eu achei que começou e terminou na mesma, o que é totalmente compreensível, já que a Rey é um mistério que só poderá ser revelado nos filmes, haha.

A parte do Poe foi a que eu mais gostei e nem é porque eu amo mesmo o personagem. Ele pode ter sido o que menos apareceu no filme, mas é o que já está mais estabelecido – tem nome e sobrenome, pais com uma história (que aliás, aparecem na HQ Shattered Empire escrita pelo mesmo autor), local de nascimento, e também tem o BB-8! Com isso tudo senti que o autor pôde desenvolver mais, então a história de como o Poe se juntou à Resistência é bem interessante. Tem aparições dos outros pilotos – e aí dá pra ver o quanto o Poe, mesmo sendo o comandante, é engraçado – de outros membros da Resistência, além de falar um pouco do passado e dos pais dele. Gostei mesmo.

Num geral, achei que valeu a pena ter lido Before the Awakening, é curtinho e dá pra descobrir um pouquinho mais dos personagens novos. :) Espero que a Editora Seguinte – que já publicou outros livros de Star Wars, inclusive desse mesmo autor – lance esse livro aqui no Brasil também!

18.1.16

Tag: Doze Meses na Estante


Eu vi essa tag em vários blogs e fiquei com vontade de fazer! Só tinham alguns detalhes, como que a) eu leio bastante e-book, será que os livros físicos que eu tenho se encaixariam na tag? e b) eu acabei de me mudar, os livros estão todos encaixotados, a estante não está nem montada! Mas fui lá, baguncei ainda mais a casa toda e achei, haha. Peço perdão pelas fotos porque eu não sei fotografar mesmo, foi o melhor que consegui fazer. :/ Mas vamos a tag!

JANEIRO - O MÊS QUE INICIA UM NOVO ANO: Um livro com uma citação que você goste
A Menina Que Roubava Livros – Markus Zusak
É até complicado escolher uma citação só, esse livro é maravilhoso! ♥ Mas a que eu mais gosto – e nem sei explicar direito o por que – é essa daqui:

Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que condiz comigo.

FEVEREIRO – O MÊS DO CARNAVAL: O livro com a capa mais colorida da sua estante
Will Grayson, Will Grayson – John Green e David Levithan
Não é que a capa seja extremamente colorida, mas ela brilha onde tem esses pontos coloridos. :D Sei que a edição brasileira tem outra capa (além de um título reduzido), mas eu gosto bastante dessa.

MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER: Um livro que tenha uma mulher como capa e como autora  
Sorte ou Azar? – Meg Cabot
Não é uns dos meus livros favoritos da Meg, mas até que é legal. :) Gosto da protagonista e do enredo que envolve bruxas, haha.

ABRIL – EM ABRIL, ÁGUAS MIL: Encontre na sua estante o último livro que te fez chorar 
Capitães da Areia – Jorge Amado
Foi um dos últimos livros que eu li para o Reading Challenge, e gente, achei muito triste. :/

MAIO – MÊS DAS MÃES: Um livro com enredo sobre família 
Os Meninos e o Trem de Ferro – E. Nesbit
Da série “Livros perdidos que você acha na mudança”. Eu comprei esse livro acho que faz uns dez anos, numa das primeiras bienais que eu fui. Tava baratinho, né? :D Mas eu nunca o li! Pela sinopse, vi que é bem família mesmo, com a mãe e os filhos morando num campo e um pai ausente. Agora que achei, vou ver se leio, haha!

JUNHO – MÊS DOS NAMORADOS: Um livro que tenha um romance de tirar o fôlego 
A Culpa é das Estrelas – John Green
Esse é um dos meus livros favoritos, simplesmente amo os personagens e chorei horrores com a história deles.

JULHO – MÊS DO INVERNO: Um livro com capa em tons frios 
Star Wars: Provação – Troy Denning
Ainda não consegui ler esse livro, mas ele é todo lindo. Adoro as ilustrações da capa e as que tem dentro do livro.

AGOSTO – MÊS DO DESGOSTO: Um livro que você jamais leria de novo 
Crepúsculo – Stephanie Meyer
Acho que jamais é uma palavra muito forte. Até fiquei com vontade de ler Vida e Morte, que é Crepúsculo com o gênero dos personagens trocados. Agora o original mesmo não está no topo da minha lista de releituras não…

SETEMBRO – MÊS DA PRIMAVERA: Um livro cuja a capa tenha flores ou pássaros 
Sangue de Tinta – Cornelia Funke
Esse é livro faz parte de uma das minhas trilogias favoritas! :D E tem umas florzinhas e um pássaro na capa, haha.

OUTUBRO – O ÚNICO MÊS CUJO NOME INICIA E TERMINA COM A MESMA LETRA: Encontre um livro cujo título inicie e termine com a mesma letra 
As Crônicas de Nárnia – C.S. Lewis 
Tenho um carinho enorme por esse livro, porque foi o que me fez tomar gosto pela leitura. ♥

NOVEMBRO – O VERÃO ESTÁ CHEGANDO!: Um livro que tenha amarelo ou laranja em sua edição (pode ser na capa ou na lombada)
Jogos Vorazes – Suzanne Collins
Não tenho nenhum livro que seja totalmente dessas cores, então coloquei Jogos Vorazes que tem o tordo em amarelo. :)

DEZEMBRO – MÊS DO NATAL: Um livro que tenha verde ou vermelho  na sua edição (pode ser na capa ou lombada) 
Star Wars: O Império Contra-Ataca – Então Você Quer Ser Um Jedi? – Adam Giowitz
Mais um livro de Star Wars, que também tem uma edição linda, cheia de ilustrações. E que eu ainda também não li, haha. Conta a história do filme, por isso eu acho que não vai ter muitas surpresas.
E quanto a essa tag, vi variações que diziam que as cores eram verde e amarelo, verde e vermelho… Preferi o vermelho porque acho que tem mais a ver com Natal, apesar do livro que eu escolhi ter sido o verde, haha.

E aí, já leram algum dos livros? :)

15.1.16

Carol


24 filmes para 2016Tema: LGBT

Carol


Carol 
Dirigido por:
Todd Haynes 
Elenco: Cate Blanchett, Rooney Mara 
Duração: 1h58
Gênero: Drama, Romance

A jovem Therese Belivet (Rooney Mara) tem um emprego entediante na seção de brinquedos de uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece a elegante Carol Aird (Cate Blanchett), uma cliente que busca um presente de Natal para a sua filha. Carol, que está se divorciando de Harge (Kyle Chandler), também não está contente com a sua vida. As duas se aproximam cada vez mais e, quando Harge a impede de passar o Natal com a filha, Carol convida Therese a fazer uma viagem pelos Estados Unidos. [ADOROCINEMA]

Carol é um filme lento. Tudo bem que geralmente eu sempre sou a primeira a reclamar de romances super rápidos, no maior estilo “olha lá, se conhecem há dois minutos e já falam que se amam!”. Mas passado mais da metade do filme, inúmeras trocas de olhares e toda aquela tensão, eu já estava me perguntando quanto mais demoraria para as duas ficarem juntas!

Essa lentidão foi um dos motivos pra eu não ter gostado tanto do filme. O outro talvez tenha sido “expectativa demais”, vi tanta gente elogiando que eu acabei esperando mais. Não que eu tenha odiado, só não achei tudo isso que falavam. Mas não deixa de ser um filme bonito.

Pela época em que o filme se passa – nos anos 50 – eu achei que trataria muito mais do preconceito, ou talvez de uma não-aceitação das próprias personagens. Mas não, Carol (e por extensão sua melhor amiga, Abby) é muito bem resolvida com sua sexualidade, e Therese também não demora em aceitar os sentimentos que tem por ela. O grande obstáculo para o romance das duas se mostra na figura dos homens, como o namorado de Therese, e principalmente, o ex-marido de Carol. No entanto, me pareceu que ambos agiam mais como pessoas ciumentas que não aceitavam o fato de estarem sendo deixados – e que o fato de que estavam sendo trocados por uma mulher não agravava a situação, já que o marido de Carol parece sempre ter tido conhecimento dos relacionamentos da esposa, mas não deixava de a querer mesmo assim.

As dificuldades para uma pessoa homossexual da época são apresentadas quando Harge briga pela guarda da filha, os relacionamentos de Carol são motivo o suficiente para que a justiça fique do lado dele. Também é mencionado que acompanhamentos com terapeutas eram aconselhados para “tratar” desses casos. E, pra mim, esse é o principal conflito do filme, se Carol vai sacrificar sua felicidade para poder ficar com a filha, ou se vai encontrar outro jeito de resolver tudo e ainda ficar com a Therese.

Além disso, a história é toda sutil, baseada em trocas de olhares e pequenos gestos, acredito eu que mais uma vez pela época em que se passa, onde as demonstrações de afeto entre um casal do mesmo sexo tinha que ser assim – exceto entre quatro paredes…

Eu esperava um final completamente diferente, por isso fiquei feliz quando vi que não foi nada do que eu pensava. :) Me fez gostar ainda mais da Carol e fez o filme valer a pena.

24 filmes para 2016


O “24 Filmes” é um projeto do Blogs Que Interagem. Participei ano passado e estava muuuito em dúvida se participava de novo. Primeiro porque a intenção é postar dois filmes por mês, e aí ano passado eu acabei me enrolando toda e fugindo dessa programação. E pra não “abandonar”, pra não ficar feio quando alguém clicasse na tag e não visse os 24 filmes, eu acabei postando as resenhas mesmo assim, haha.

Aí além disso, os temas para 2016 são bem mais… Complicados. Ao menos pra mim. Em 2015 a lista abrangia muito mais do que eu estou acostumada a ver, então eu poderia apenas assistir os filmes e depois pensar em “oh, se encaixa nesse tema aqui!” e fazer meu post. Esse ano os temas fogem um pouco dessa minha zona de conforto, o que exige que eu os escolha previamente, já pensando no projeto.  E eu achei isso muito interessante. Por que não me desafiar?

Só que depois de errar a gente aprende a se organizar melhor, né. Já escolhi alguns filmes, já vi data de estreia, já assisti alguns, já comecei a escrever os posts e defini datas para postagens, haha.

Espero que esse ano dê tudo certo e… Bom, se não der, tenham paciência para a maratona de posts no fim do ano, porque nem que tenha que ser como em 2015, eu não vou largar o projeto. ¯\_(ツ)_/¯

14.1.16

Vinte


Eu me pergunto quando que meu aniversário passou de “yay, o dia mais legal do ano!” para “hm, vou fazer XX anos, não quero”.

Tinha uma certa expectativa para os 16. Era a idade mágica, segundo 99% dos livros young-adult, alguns filmes e o desenho Seis Dezesseis. E, claro, não aconteceu nada de significante nos meus 16 anos. O que não foi muito um problema, porque no ano seguinte eu era a dancing queen, young and sweet, only seventeeeeeen. E agora, toda vez que eu dramaticamente dublar Light My Candle do musical Rent, o verso “I’m nineteen, but I’m old for my age” não terá o mesmo efeito! Oh!

Deixado as brincadeiras de lado, ultimamente, toda vez que ia chegando o meu aniversário eu ia ficando com um sentimento de “o que que eu tenho feito da vida?”.

Mas senti que isso mudou esse ano – e faz anos que eu nunca me senti tão confortável com o meu aniversário, com o ponto em que minha vida está. Me fiz a mesma pergunta ali em cima, e revi todas as minhas conquistas até agora. Fiquei satisfeita com elas, e com o pensamento de que eu tenho muito tempo para conseguir o que eu ainda não tenho, o que ainda não tive oportunidade de fazer.

Acho que estou até mais confortável com os meus amigos – saí com eles para comemorar, e além daqueles que vejo quase diariamente, sempre me surpreendo com o fato de conseguir manter amizades de anos, do tipo que não precisamos andar grudados o tempo todo para nos enterdermos e de que quando estamos juntos é como se não tivesse passado tempo algum.

E com isso de não estar grudada aos amigos o tempo todo, aprendi a me sentir bem com a minha própria companhia. Citando um exemplo bobo, recentemente descobri que não vejo problema e na verdade até gosto de ir ao cinema sozinha. Não é uma tentativa de me isolar, é só a noção de que eu não deixaria de fazer certas coisas por falta de companhia (como ir ver aquele filme de gosto duvidoso que ninguém além de mim quer ver, hahaha).

Acho que agora só preciso achar alguma música que trate sobre os 20 anos, hahaha.

Ás vezes eu me preocupo com a minha vida. Me preocupo que eu não tenha feito ou visto o
bastante. Me preocupo que eu não tenha colecionado memórias o suficiente. E ás vezes, eu acho
que tenho exatamente a quantidade certa.

7.1.16

Blogagem Coletiva – Séries que vou retomar em 2016


Esse post é um dos temas de janeiro para a Blogagem Coletiva do Blogs Que Interagem.

mrrobot
Mr. Robot

A série é sobre Elliot, um programador que trabalha numa empresa de segurança virtual, a Allsafe. Um dia ele é recrutado pelo líder de um grupo de hackers, cujo objetivo é acabar com a E Corp – chamada de Evil Corp, pelo Elliot. Acontece que a Evil Corp é a principal cliente da Allsafe…

Mr Robot é uma série que deu o que falar ano passado – inclusive, foi indicada em três categorias do Globo de Ouro. Eu comecei a assistir, e gostei bastante dessa trama dos hackers, de ir contra as corporações; pra não falar do protagonista Elliot (Rami Malek está ótimo no papel) e todos os seus problemas, além de ficar me perguntando “quem é exatamente o Mr. Robot?”. Acontece que eu vi metade da temporada, último episódio assistido em agosto!, e aí parei. Não considero Mr. Robot  “abandonada” porque nunca pensei em desistir da série, eu só não vi o resto dos episódios mesmo, haha. Mas já estão todos aqui no jeito, e eu vou terminar a primeira temporada!


Modern Family


Modern Family

Essa série de comédia é sobre três famílias que são ligadas. Jay é casado com Glória, e o filho dela, Manny, mora com eles. Muitos anos mais velho que ela, Jay tem filhos de um casamento anterior, a Claire e o Mitchell. Claire é casada com o Phil, e eles tem três filhos,  Haley, Alex e Luke. Mitchell está num relacionamento com Cameron, e eles adotaram a pequena Lily. No final, acaba sendo as confusões de uma família só.

Modern Family foi a única série de comédia que me fez rir de verdade, em inúmeras ocasiões. Sério, tem muitos momentos engraçados que eu poderia destacar. Além disso, eu gosto muito dos personagens, principalmente o Phil e a Glória. Eu assisti até a 4ª temporada, quando eu comecei a ficar sem tempo pra assistir as séries e infelizmente acabei deixando de acompanhar. Era um amor que eu achei que tinha superado, até minha amiga começar a assistir também e comentar comigo – o que me deixou com uma saudade enorme de voltar a ver. Já vi alguns episódios quando sobrou um tempinho, mas não foi com aquela força de vontade de por em dia, sabe? O que eu pretendo mudar ao longo desse ano!

 

Smash
Smash

É uma série sobre a produção de um musical baseado na vida de Marilyn Monroe, mostrando como é a criação de um espetáculo desses. Duas atrizes – uma novata e outra já experiente, ainda que ambas não tenham sido protagonista de nenhuma produção – vão disputar o papel de Marilyn.

Smash já é uma série cancelada, só teve duas temporadas. Ainda assim, acompanhei e gostei muito da primeira, escuto as músicas até hoje. Só que quando começou a segunda temporada… É, eu acabei largando. E aí, desde que vi que tinha na Netflix, estou sempre “ah, vou voltar a assistir Smash”, sem nunca ter voltado. Mas esse ano vai! Ainda mais que descobri que tem uns atores que eu gosto que fizeram parte do elenco da última temporada. Tá na hora de terminar a série! 

 

E vocês, tem alguma série que vão retomar nesse ano? :)

5.1.16

O dia em que eu quis um copo de Star Wars


Título alternativo: Vi O Despertar da Força e agora só quero falar disso.

Eu vi Star Wars – O Despertar da Força numa sessão do meio dia. Comprei o ingresso uma semana antes, achando que, mesmo sendo o fim de semana de estreia, não estaria tão cheio por causa do horário. Me enganei – todas as fileiras estavam lotadas.

Mas foi ótimo, sabe? Me arrepiei só de ver o logo e ouvir a música tema, e pude sentir que a sala toda estava no mesmo estado. E todos pegaram as referências (dava pra ouvir aquela exclamação coletiva de surpresa), se emocionaram (só ouvia as fungadas em certa parte do filme)… Achei muito legal “dividir” essa experiência com esses desconhecidos. :)

Única coisa que eu achei como um fator “meh” é que segue muito o formato de Uma Nova Esperança. Não achei que chega a ser ruim, e acho que é até meio compreensível por ser o primeiro dessa nova trilogia. Aí talvez com os personagens novos já estabelecidos as inovações venham, haha.

E por falar nos personagens novos…

O que dizer desse piloto que ficou uns 5 minutos em cena mas já considero pakas?

Acho que não deu nem uns dez minutos de filme eu já estava amando o Poe Dameron. E aí depois vem o Finn, a Rey… O Finn eu já simpatizei logo de cara, achei muito bom isso tudo dele querer escapar, fazer o que é certo (e ser o alívio cômico em certos momentos, por que não?). A Rey é badass, uma linda, quero ser ela quando crescer – a responsável por fazer eu usar o meme “nem chorei, só fiquei tremendo”. Eu gostei bastante da interação deles no filme – e como isso tudo se encaixou com os outros personagens da trilogia original, principalmente o Han Solo. O único que eu não gostei foi o vilão Kylo Ren, mas nem é que eu não gostei dele como personagem, é só que ele estava maltratando os mocinhos e eu amo os mocinhos, sabe? Na verdade fiquei muito curiosa, querendo saber o passado dele. E nossa, já escrevi um monte e nem falei do BB-8, que droide fofo!

(Dá pra falar também que eu achei lindo demais essa coisa de por um negro, uma mulher e um latino como o novo trio? Não tô bem.)

Enfim, saí do cinema super feliz. E pensando “Preciso de um produto com essa galera nova!”. (E isso não inclui action figures, porque não é lá muito minha praia.)  Apenas pra descobrir que nessa enxurrada de produtos de Star Wars recentemente lançados praticamente só tinha coisa dos personagens antigos. Acho que personagens antigos nem se enquadra muito, porque 80% das coisas são do Darth Vader e dos stormtroopers.

“Ah, mas o filme mal estreou!”  Mas eu achei coisa do Kylo Ren! Cadê dos protagonistas?! (Se alguém souber me ajuda!) Até que eu vi que a Nadir Figueiredo lançou uma linha de produtos de Star Wars. Por que não olhar? Aquilo é um copo com os personagens novos? É isso mesmo? (Oi, meu nome é Beatriz e eu gosto de comprar canecas e squeezes, porque são coisas que eu efetivamente uso. Por que não um copo?)

O que seria lindo – se eu o achasse em alguma loja. Ou se na que eu achasse o frete não estivesse mais caro que o copo. Mas não é que descubro que o copo em questão era brinde no Cinemark? E eu ainda ia reassistir o filme!

Esse é o copo  (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧
Mas é claro que a embalagem e o cartão do Cinemark seriam do Kylo Ren

E agora estou nessa fase da obsessão por algo, que consiste em algo como “quando que sai em blu-ray pra eu ver de novo? quando que vem o próximo filme? quando eu vou ver esses personagens de novo?”.  Ainda bem que Star Wars tem essa de Universo Expandido e eu já comecei a ler os livros que tratam desse novo filme. :D

Alguém mais tem dessas de ir inocentemente assistir/ler alguma coisa e acabar gostando demais?

2.1.16

Considerações sobre o Reading Challenge


Ah, já estamos em 2016! E eu, felizmente, consegui completar o Reading Challenge que comecei lá em janeiro do ano passado – e mesmo naquela época, já achava que não ia terminar, haha.

“Ninguém começa um desafio não esperando cumpri-lo, mas me conhecendo, eu fico feliz se cumprir metade, haha. A ideia é voltar aqui de tempos em tempos com o meu progresso, então, espero que isso aconteça várias vezes.  :)”

A intenção era me fazer ler mais, estava em uma tremenda ressaca literária, e essa parte do desafio me motivava. Tanto que se tornou minha missão não largar pela metade!

Essa lista já teve dias melhores...

A grande dificuldade não era ler os livros em si, mas o tempo. Deveria ter me organizado melhor, ter determinado ler um livro por semana – mas isso era complicado, já que alguns livros eram longos demais, ou se arrastavam demais, ou eu simplesmente dava uma rara pausa entre um e outro. Tudo isso culminou para eu terminar o último livro ás 20h do dia 31.

E essa correria não foi muito legal, a tal da pausa não acontecia muitas vezes, já que eu terminava um livro e logo em seguida começava outro. Era só o tempo de escrever no post (que eu ia deixando no rascunho até completar 5 livros) o que eu tinha achado. E ás vezes eu só queria mais um tempinho pra curtir o que tinha acabado de ler, hahaha.

Eu montei a lista dos livros logo no começo do ano, e inclui os que eu já queria ler há algum tempo (e por algum tempo eu quero dizer “livros que eu comprei há uns 3 anos e ainda não li”) e pesquisei outros que se encaixavam nos temas do desafio. Achei isso muito legal, porque além de me fazer ler mais, me fez ler coisas que de outro jeito eu provavelmente não leria (como por exemplo, O Leitor, Capitães da Areia e os livros de não-ficção).

O lado negativo é que não conseguia ler os livros que eu queria ler, hahaha. Acho que uns 20 livros do 52 que li esse ano faziam parte de alguma série, e embora só alguns tenham me deixado com vontade de acompanhar, a continuação teve que ficar pra depois. Ou algum lançamento, algum outro livro que me recomendavam… Eu tentava ao máximo encaixá-los nos temas, mas só consegui com um ou outro e o restante tá aqui compondo a lista de leitura de 2016.

Pra concluir: foi uma ótima experiência, além de sair da ressaca literária, consegui cumprir certas metas de leitura e conhecer novas obras, ainda que tudo isso tenha sido um pouco estressante. Por mais que a lista do Reading Challenge 2016 seja interessante (e tenha menos livros!!), eu vou ser obrigada a passar, porque o de 2015 já me deixou com livros o suficiente pra ler esse ano, hahaha.