30.10.16

Musical - My Fair Lady


A louca dos musicais ataca novamente.

Na semana passada, fui assistir ao musical My Fair Lady, que conta a história do professor de fonética Henry Higgins, que faz uma aposta com seu amigo: a de que ele conseguiria transformar Eliza Doolittle, uma pobre vendedora de flores – e assassina da língua inglesa – em uma dama da sociedade.

Esse musical é baseado na peça de teatro Pigmalião, e em 1964 ganhou uma adaptação para os cinemas, com a Audrey Hepburn. Se a sinopse lhe soar familiar, é porque a novela Totalmente Demais foi inspirada na peça.

Eu adorei os figurinos, os cenários (tem um do salão do baile, que tem um lustre, quadros na parede e tudo, que foi o meu preferido) e principalmente a performance dos atores. Achei que todos estavam impecáveis, com destaque para o ator que fez o Henry Higgins – na minha sessão, o excelente Fred Silveira.

A Eliza é a personagem mais engraçada, o jeito dela falar e as aulas com o professor são o que mais me arrancaram risadas. Gostei também que a determinação dela para aceitar as aulas era mudar sua vida, ela queria falar corretamente para poder abrir uma floricultura.

O meu único problema foi com o Higgins, o personagem é super machista e é quase sempre rude com a Eliza. Não sabia o que sentir quando ele cantava, porque se por um lado eu adorava a voz do ator, estava difícil engolir a letra. Enquanto a Eliza evolui, se torna independente, o Higgins continua do mesmo jeito que começou.

Não consegui gostar do final, porque senti que houve um retrocesso com a personagem da Eliza, como se tivessem jogado fora a evolução da personagem até duas músicas atrás. :( Parece que esse final nem era o que o autor da peça original queria…

Ainda assim acho que valeu a pena conferir o musical pelo o espetáculo que é. A coreografia, o cenário, os atores, está tudo excelente!


18.10.16

Tag: Netflix


Vi essa tag há muuuito tempo em um blog, e aí como boa fã de séries e da Netflix, fiquei guardando ela até agora decidi pegar a tag e respondê-la também. :D

Quais são seus seriados favoritos para assistir no Netflix?
Algumas muitas séries originais, Orphan Black e Black Mirror!


Qual foi o último filme ou seriado assistido no Netflix? O que achou?
De filme eu vi “Hush – A Morte Ouve”, e eu esperava mais. É um suspense(terror?) que parecia ser promissor (é a história de uma escritora surda que mora sozinha, e um assassino quer invadir a casa dela) mas não foi bem desenvolvido, é meio repetitivo. :(


Se você pudesse escolher qualquer série, antiga ou nova para estar no Netflix, qual seria?



Chuck!  É uma das minhas séries favoritas, que já foi finalizada. E pelo tanto que eu chorei assistindo, nem parece que é uma série de comédia. Venho querendo o box das temporadas há um tempo, então se estivesse no Netflix já ia poder começar a  reassistir!


Qual a sua maior reclamação sobre o Netflix?
A demora para colocarem novas temporadas/séries.


Quais são seus itens essenciais para uma maratona no Netflix?
Pipoca, haha.


Você já assistiu alguma série original Netflix? Gostou?


Assisto 7: Black Mirror (Agora conta, né, gente? Esperando a 3ª temporada!), Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Marco Polo, Sense8 e Stranger Things. Bom, Demolidor e Sense8 já são meus amores totais, e eu dou uma surtada toda vez que alguém fala delas, e se chegar muito perto capaz de eu já começar com uns “Assiste Sense8”, haha. Quando fui ver Jessica Jones, fui toda cheia de expectativas (depois de Demolidor, já estou sempre esperando grandes coisas da parceria Marvel/Netflix) e elas foram correspondidas! Comecei Luke Cage recentemente, e estou esperando ele mostrar a que veio. Nem tenho o que falar de Stranger Things, só que já tô sentindo falta daquelas crianças que viraram o xodó de todo mundo. E também assisto Marco Polo e acho meio triste que não tem tanta gente assistindo e eu não tenho com quem comentar. :(


Qual foi o último filme que você adicionou ao 'minha lista'?
Todos do Indiana Jones!


Qual sua indicação de filme ou série?
Assiste Sense8! Todas as séries originais que eu assisto, claro. Mas, recomendo fortemente Jessica Jones. A série realmente é boa, tem uma ótima protagonista, ótimas personagens femininas, além de um vilão que me deixou morrendo de medo! Posso falar de Sense8 de novo? Stranger Things também é ótima, me passou uma nostalgia que eu nem sabia que era possível sentir, já que não sou dos anos 80, e além disso é curtinha, dá pra maratonar numa boa. De filme, eu indico o super fofo Questão de Tempo!
 
 
E vocês, gente, quais são as suas indicações para assistir na Netflix?

8.10.16

Sequências literárias que me decepcionaram


Tem aqueles livros que você lê e falta só implorar por uma continuação. Tem outros que a continuação vem, mas você só queria poder viajar no tempo e ter os recursos necessários para impedir o autor de publicá-la. Esse post é para falar dos livros dessa última categoria.


P.S.: Ainda Amo Você – Jenny Han
Continuação de Para Todos Os Garotos Que Já Amei

Começando por aquele que me motivou a escrever esse post! Eu tinha gostado tanto do primeiro que fui correndo ler o segundo e quebrei a cara. A leitura se arrastou pelo mês todo! Eu, que achava a personalidade da Lara Jean uma das melhores coisas, só me decepcionei ao ver que ela virou um poço de insegurança - só sabia se comparar a Genevieve, a ex-namorada de Peter. Pra completar, a autora decide jogar pra escanteio um dos personagens que fazia parte do triângulo amoroso original, só para trazer outro personagem e criar outro triângulo amoroso! Genial. Esse livro se reduziu a drama totalmente desnecessário, a Jenny Han podia muito bem ter deixado o final do primeiro fechadinho e não ter escrito a continuação. Para a minha alegria, parece que ela ainda vai lançar um terceiro.

Quase Pronta – Meg Cabot
Continuação de A Garota Americana

Porque desde cedo a gente tem que aprender a lidar com as decepções da vida. A Garota Americana foi o primeiro livro que li da Meg Cabot, e na época era um dos meus favoritos, já o reli outras duas vezes. Lógico que eu tinha que ler a continuação! Então no alto dos meus 12 anos, fui ler Quase Pronta esperando mais das trapalhadas da Samantha (que ficou famosa por salvar o presidente dos EUA de um cara doido), quando me deparo com um livro onde a história toda gira em torno de sexo. É, o quase pronta do título é isso, ela decidindo se ia ou não transar com o namorado. Até me pergunto se lendo hoje eu não mudaria a minha opinião do livro (vai que era a minha cabeça de 12 anos), mas nunca surgiu o desejo de dar outra chance.

Crescendo – Becca Fitzpatrick
Continuação de Sussurro

Sussurro foi um livro que eu devorei em um dia e depois tive que aguardar ansiosamente pela continuação. Quando esta chegou, eu quis largar no segundo capítulo. Até hoje não entendo o que aconteceu com a Nora em Crescendo, ela fica tão infantil (“vou fazer algo perigoso para o Patch vir atrás de mim, mas quando ele chegar vou mandar ele ir embora”) e é tanta crise de ciúme que eu sinceramente quis entrar na história para auxiliar o vilão. Me obriguei a terminar o livro, e até me surpreendo com o fato de que eu li a série toda, pois essa pra mim é uma que devia ter tido só o primeiro livro (ainda que o 3º e 4º livro tenham sido mais suportáveis do que esse).

Palace of Treason – Jason Matthews
Continuação de Roleta Russa

Eu não esperava nada de Roleta Russa, mas foi um livro que me surpreendeu positivamente. Adorei todo o misto de suspense, espionagem (EUA vs Rússia) e romance. O suficiente para ler a continuação, mesmo em inglês. E aí veio a decepção. O livro não é tão ágil quanto o primeiro, tem muito mais enrolação, e eu acho que dei uma dormida em umas partes. Sei que tive que ler o final duas vezes, porque terminada a leitura eu não lembrava mais o que tinha acontecido (sintam como eu fiquei presa na história).

Menções honrosas

Depois de Você – Jojo Moyes
Continuação de Como Eu Era Antes de Você

Eu já falei desse aqui, mas é mais um pro time dos desnecessários. Eu esperava ver a Lou tocando a vida depois de Como Eu Era Antes de Você, e o que temos é drama e um pouco de enrolação.

Harry Potter and the Cursed Child – J.K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany
Continuação de Harry Potter

Esse é o roteiro, mas está sendo comercializado como a “8ª história”, então entra no quesito sequência. Já expressei a decepção, e digo que tem fanfics melhores por aí.

Então me contem, quais continuações que te decepcionaram?

1.10.16

A Luta por um Ideal


24 filmes para 2016Tema: Mulheres

A Luta por um Ideal
Dirigido por:
  Daniel Barnz
Elenco: Maggie Gyllenhaal. Viola Davis
Duração: 2h01
Gênero: Drama
Duas mães lutam por uma educação melhor para os seus filhos e contra a decadência da escola local. Elas vão precisar enfrentar a burocracia e corrupção para fazer a diferença no futuro de suas crianças. [TELECINE]

A filha de Jamie, Malia, tem dislexia e a escola não oferece o suporte necessário para que ela aprenda. Na escola pública, com professores desmotivados, a menina começa a sofrer bullying. É então que a mãe começa a procurar alguma forma de melhorar o ensino da filha. Quando se encontra sem opções, ela se alia a professora Nona, que também quer uma escola melhor para seu próprio filho, e juntas começam lutar para convencer os outros pais e professores de que eles podem tomar conta da escola, se desvinculando de um sindicato que não liga para os alunos.

As duas mulheres começam a luta motivadas pelos próprios filhos, mas ao longo do filme a causa se torna maior do que isso e é perceptível o desejo delas de melhorar a escola para todas as crianças. E elas encontram muitas dificuldades pelo caminho, é difícil trazer mais gente para o lado delas.

Mas não só de luta é feito o filme – tem cenas muito bonitas da relação delas com os filhos e foram essas que me emocionaram bastante. Também vemos um pouco da vida amorosa das duas: o casamento de Nona que chegou ao fim, e o início do romance de Jamie com Michael, um dos professores que fica muito em cima do muro com essa ideia dos pais terem controle sobre a escola.

Achei que tanto a Maggie Gyllenhaal quanto a Viola Davis (que é sempre incrível, gente) estavam muito boas em seus papéis. Ambas passam a força e a vulnerabilidade dessas mulheres! Nessas cenas mais sensíveis eu chorei junto com elas. Ainda tem o Oscar Isaac (o crush) no elenco, como o interesse amoroso de Jamie, mas o personagem dele tava tão indeciso que acabou me irritando um pouco.

Apesar do assunto ser sério, esse filme me passou uma vibe Sessão da Tarde. Aqueles filmes de superação, sabe? Mas foi ótimo para passar o tempo e ainda ficou uma mensagem positiva – que quando queremos uma mudança, temos que correr atrás!

26.9.16

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


24 filmes para 2016Tema: Estrangeiro

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain 
Dirigido por:
  Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz
Duração: 2h02
Gênero: Comédia, Romance
Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor. [ADOROCINEMA]

Beatriz gosta de ler, de ouvir a trilha sonora de musicais e de assistir filmes fofos que nem esse. ♥

Eu conhecia O Fabuloso Destino de Amélie Poulain de nome e de pôster (porque como evitar esse sorriso da Audrey Tautou?), e acho que foi uma escolha clichê para essa categoria, mas fiquei grata pela oportunidade do desafio, já que nunca tinha assistido esse filme antes.

O jeito que a história é contada – como por exemplo logo no começo, quando apresenta os personagens e diz os gostos e desgostos de cada um – me fisgou e já gostei do filme só por isso. É bem divertido! E eu adorei a Amélie, tanto criança quanto adulta, o jeitinho da personagem é ótimo! Minha parte favorita é quando ela começa a ajudar as pessoas, eu ri demais com os planos dela. 

A fotografia e a trilha sonora são lindas, sem falar no francês dos atores – língua que eu acho linda, apesar de não entender nada. Além de ter um narrador nos contando a história, a personagem quebra a quarta parede em alguns momentos e fala com o espectador, além de olhar para a câmera. Me deu a sensação de que eu estava lá observando tudo, haha.

Só por um momento eu achei que o filme estava se arrastando um pouquinho, mas na verdade acho que era a minha ansiedade por querer ver as coisas já resolvidas – e com isso eu quero dizer o casal junto. O Nino, interesse amoroso da Amélie, me passou tanto aquele sentimento de “a sua loucura combina com a minha” que não tive como não ficar torcendo pelos dois. Me identifiquei muito com um certo personagem nessa hora, e comemorei quando ele fez o que tinha que ser feito!

Gostei muito de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (que nome grande!) e já ficou na minha listinha de filmes que quero rever. Além disso, fiquei sabendo que vai estrear um musical da Broadway baseado no filme, então mal posso esperar para conferir essa adaptação. Mais do que recomendo!


17.9.16

Nerve – Livro e Filme


Vee era o tipo de garota responsável, tímida, a que está sempre nos bastidores e não se destaca entre os amigos. Depois de uma decepção com a melhor amiga, ela tenta fugir desse padrão e se inscreve para participar do Nerve, um jogo de verdade e desafio – só que sem a parte da verdade.

E acabam por aí as semelhanças entre o livro de Jeanne Ryan e o filme a que ele deu origem.  Eu percebi que estou tendo êxito em separar livros de suas adaptações, porque nesse caso eu consegui gostar das duas histórias, mesmo elas sendo bem distintas.

É possível tirar uma crítica a nossa “necessidade de exposição” de ambas, mas é como se a história do livro fosse possível de acontecer atualmente, enquanto o filme parece mais um tema de um episódio de Black Mirror – talvez não impossível mas mais distante nem que seja pelo fato do celular nunca ficar sem bateria.

No livro, os desafios do Nerve são mais leves, coisas como “derrubar água em si próprio em uma cafeteria”, já no filme são bem mais perigosos, como o do trailer que é “pilotar a moto com os olhos vendados”. As pessoas se colocam nessa situação para ganhar fama  e prêmios (como dinheiro e produtos) que o jogo dá a cada desafio cumprido. Não é difícil de imaginar que as pessoas jogariam Nerve se isso existisse fora da ficção.

O desenrolar foca bastante nos Observadores, que pagam para acompanhar os desafios o tempo todo, e acabam tornando-se insensíveis ao sofrimento dos Jogadores. Se tem gente disposta a se colocar em risco, com certeza tem os que incentivam e se divertem assistindo.

Eu entendo porque o filme foi bem diferente, e até acho que as mudanças foram positivas e favoreceram esse formato. Os desafios me deixaram aflita, era uma tensão constante. E as regras do Nerve eram bem mais rígidas, o que contribuía para o clima, pois teriam consequências graves. Achei que a história de alguns personagens, como o Ian, foram mais explicadas aqui. E o final concluiu bem as coisas. Gostei da Emma Roberts (ainda que eu tenha tido dificuldade para aceitá-la no papel de menina que sofre, pra mim ela vai ser sempre a “Surprise, bitch”) e do Dave Franco, comprei o romance deles.

No Nerve do livro, fui iludida que nem a Vee, com a falsa sensação de poder parar a qualquer momento até o negócio ficar feio de repente. Aqui nem tudo é tão explicando quanto no filme, apesar de achar a história da Vee mais interessante. A leitura fluiu, e eu gostei de acompanhar os desafios, mesmo eles não me deixando tão desesperada quanto os do filme. A única coisa que me incomodou foi o final aberto. A autora não tem planos de uma continuação, e no fundo eu espero que continue assim. Melhor ficar sem respostas do que uma continuação ruim.

Recomendo Nerve, tanto filme quanto livro. É o mesmo tema contado de maneiras diferentes, ambas que cumprem seu papel de entreter (e talvez te deixar pensando em como o pessoal é doido), e não fica repetitivo, porque os desfechos são totalmente diferentes.

E vocês, já assistiram/leram? Seriam jogadores, observadores ou passariam longe?


15.9.16

A Noviça Rebelde


24 filmes para 2016Tema: Clássico



A Noviça Rebelde
Dirigido por:
  Robert Wise
Elenco: Julie Andrews, Christopher Plummer
Duração: 2h54
Gênero: Musical, Romance
No final da década de 30, na Áustria, quando o pesadelo nazista estava prestes a se instaurar no país, uma noviça (Julie Andrews) que vive em um convento, mas não consegue seguir as rígidas normas de conduta religiosa, vai trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp (Christopher Plummer), viúvo que tem sete filhos e os educa como se fizessem parte de um regimento. Sua chegada modifica drasticamente o padrão da família, trazendo alegria novamente ao lar dos Von Trapp. Ela conquista o carinho e o respeito das crianças, mas termina se apaixonando pelo capitão, que está comprometido com uma rica baronesa. [FILMOW]

A Noviça Rebelde é um filme musical de 1965. É um clássico, e apesar de gostar muito do gênero eu nunca tinha o assistido antes.

Logo nos primeiros minutos, quando Julie Andrews, no papel de Maria canta a primeira canção, já me senti familiarizada com o filme. Percebi que conhecia a maioria das músicas e entendi as referências que tinha visto em tantos outros filmes e livros.

The hiiiils are aliveee, with the sound of muuusic…
É preciso certa paciência para assistir o filme, já que ele tem quase três horas de duração, e inclusive um intervalo. A primeira parte é mais divertida, já que vemos as confusões que Maria apronta no convento, e depois com as crianças da família von Trapp, desafiando o Capitão.

A segunda parte é mais séria, já que trata da anexação da Áustria a uma Alemanha nazista e de como a família é afetada por isso.

Achei muito bonita a forma como a Maria consegue mudar a relação do Capitão com os filhos, até me emocionei ao ver que o homem foi amolecendo, haha. E ela consegue isso com a música! Então confesso que esse título em português, A Noviça Rebelde, agora me incomoda um pouco. A música tem um peso muito maior para a história do que as trapalhadas da Maria, o que condiz com o título original The Sound of Music.

É um filme gostoso de assistir, e fiquei com as músicas na cabeça por muito tempo (até fui rever a apresentação linda da Lady Gaga no Oscar). Recomendo!

10.9.16

Compras da Bienal e Metas de Leitura


O “compras” do título, assim, no plural, pode te levar a acreditar que eu fali na Bienal. Não foi bem assim.

Nunca fui frequentadora assídua da Bienal do Livro de São Paulo. Lembro de ter ido quando tinha uns 7 anos, e depois disso fui em outros 3 anos. A última vez tinha sido em 2012.

Eu imaginava que esse ano estaria lotado, mas não estava preparada para o tanto de gente que tinha lá! Fui no dia 03/09, o último sábado. E era fila pra tudo: fila para pegar o ônibus na estação de metrô, fila para a bilheteria, fila para entrar nos estandes!, fila para o caixa, fila para tirar foto, fila para comprar comida, etc. Alguns dos estandes que não limitavam a entrada estavam praticamente impossíveis de circular (oi, Intrínseca)!

Os preços, pelo menos dos que eu vi, estavam os de sempre de Bienal: livros mais baratos do que na livraria, mas mais caros do que na internet. Na maioria dos estandes você ganhava desconto se levasse vários livros. Quase que eu nem ia comprando nada, justamente pelas promoções da internet e por ter comprado um Kindle recentemente, mas não consegui resistir, tive que trazer alguma coisinha.

Mesmo com toda a lotação eu achei que foi legal. É sempre bom ver um monte de livro (quem sempre para em livraria sabe), pegar alguns marcadores, olhar autores de longe (porque falar com eles mesmo não deu hahaha)… Esse ambiente me inspira a ler. O problema é que apesar desse clima eu sinto uma ressaca literária chegando. Então, decidi pegar a receita que me fez ler 50 livros ano passado: um desafio. Ao contrário do Reading Challenge, esse foi criado por mim mesmo e eu o chamo de “Bia vai ler todos os livros que comprou”.

Segue a lista que é pra “oficializar” e eu poder trazer os resultados depois, haha.

Boa Noite – Pam Gonçalves
Aquisição da Bienal! Já tinha ouvido falar da Pam, mas nunca vi seus vídeos no Youtube. Eis que nessa época de Bienal vi as pessoas comentando de Boa Noite e a sinopse me atraiu. Quando consegui entrar no estande da Record, acabei trazendo. É um livro curtinho (240 páginas), então acho que não terei problemas em lê-lo rápido.

Os Bons Segredos – Sarah Dessen
Aquisição da Bienal! Eu achei a capa desse livro linda (e adoro essa da Seguinte em colocar um marcador de páginas na orelha do livro). A sinopse também me fisgou, e aliado ao fato de eu só ter lido um único livro da tão elogiada Sarah Dessen até hoje (que eu gostei bastante), eu trouxe Os Bons Segredos comigo.  :) Engraçado que no verso tem um comentário da Pam Gonçalves dizendo que Sarah Dessen nunca decepciona, haha.

Wicked – Gregory Maguire
Esse eu comprei na semana da Bienal. Wicked provavelmente é o meu musical favorito (já vi 3 vezes, e tenho planos de ir pelo menos mais uma vez), e claro que com isso eu preciso ler o livro que deu origem ao espetáculo. Essa leitura se mostra um verdadeiro desafio, porque a história do livro é completamente diferente da do musical – é como se esse último fosse uma versão da Disney se comparado ao livro. Já tentei ler duas vezes e abandonei, agora que eu comprei, essa leitura vai ter que sair!

Faz 84 anos que eu comprei esses livros
Star Wars: Provação – Troy Denning
Comprei em dezembro do ano passado e tá encalhado aqui na minha estante. Mas eu ainda continuo empolgada com Star Wars, então tenho fé de que não demorarei a ler o livro (ou então vai continuar esperando até o lançamento de Rogue One, quando eu vou estar mais empolgada ainda e finalmente lerei).

A Fúria dos Reis e A Tormenta de Espadas – George R.R. Martin
Eu comprei esses livros em 2012. Dois mil e doze! Ano passado eu finalmente terminei o primeiro. Resolução de ano novo é que eu terminaria esses dois, estou me esforçando pra cumprir. Pior que nem sei porque esses livros ficaram empacados, pois eu adoro a série. Vai ver forças maiores estão agindo para eu ler no ritmo que o George R. R. Martin escreve e depois não ficar sofrendo que ele ainda não lançou o resto.

A Mediadora – Lembrança – Meg Cabot
Eu li o conto antes desse livro, e só descobri que a continuação já tinha sido lançada quando estava na fila do caixa do estande da Record (tava sabendo legal, né? E não, eu não voltei para ir buscá-lo). Então e-book é o que temos. Mas eu amo essa série e estou bem ansiosa pra ver o que a Meg fez aqui por favor, não tenha arruinado tudo.

Objetos Cortantes – Gillian Flynn
Faz tanto tempo que eu estou falando que vou ler esse livro que nem sei quanto anos ele está na lista. Já li as primeiras páginas umas 3 vezes antes de largar para ler outra coisa. Esse ano eu leio!

Não Pare! – Fml Pepper
Esse eu ganhei da Amazon! Depois li uma entrevista com a autora, achei ela simpática (nem imaginava que ela era brasileira!) e a sinopse interessante. Estou enrolando um pouco porque sei que é uma série, e se eu gostar quero ler um em seguida do outro. 


E vocês, estão lendo tudo o que compram ou tá tudo meio acumulado que nem aqui?

4.9.16

(Finalmente) comprei um Kindle!


Há mais de um ano eu falei que considerava adquirir um e-reader. Demorou, mas finalmente comprei um: o Kindle Paperwhite. Esse é o e-reader da Amazon. Tem tela de 6 polegadas e iluminação embutida.

Já tinha feito várias pesquisas entre os modelos e marcas e o Kindle Paperwhite era a minha primeira opção. A compra demorou porque achava o valor um pouco salgado – esse modelo com luz é bem mais caro do que o modelo simples (principalmente se ele estiver em promoção). Mas, eis que a Amazon deu um desconto no Paperwhite e eu aproveitei!

O que me levou a comprar o e-reader é que eu já leio livros digitais há bastante tempo e em grande quantidade (por exemplo, do Reading Challenge que fiz ano passado, dos 52 livros lidos ao menos uns 40 eu li em e-book). Então estou mais do que acostumada a ler desse jeito. Já tinha o aplicativo do Kindle (e o Play Livros também) no celular, e embora não me incomode de forma alguma ler assim, como é algo que venho fazendo com bastante frequência decidi investir num dispositivo próprio para isso.

De vantagens, eu já sabia das facilidades em adquirir livros  (começar a ler instantaneamente, poder adquirir livros em outros idiomas) e as de leitura (dicionários, marcações, poder levar pra qualquer lugar sem peso, além de sincronizar a biblioteca com vários dispositivos), o que eu já tinha presente no celular. Eis o que me surpreendeu no e-reader…


Tela

O grande trunfo do e-reader é a tela de e-ink que se aproxima do papel e não emite reflexo e nem fica com marcas de dedo. A única desvantagem é que a tela não é colorida, mas como é raro eu ler livros com figuras, acho que as vantagens compensam esse detalhe.

Comparação 1: Ambiente interno. Celular com brilho em 50%; Kindle sem a iluminação interna ativada; Livro.

Gostei bastante do touch do Kindle, respondeu mais rápido do que eu esperava. Não é tão fluído quanto um celular ou tablet (porque a tinta tem que “carregar” a página), mas não é nada que nem de longe atrapalhe.

Achei que a escolha pelo modelo com luz se mostrou acertada, porque não tem como ler com ele no escuro se a iluminação interna não estiver ativada. Durante o dia ou com a luz do ambiente acesa, não encontrei dificuldades para enxergar a tela, de noite/em ambientes mais escuros cheguei a ativar a iluminação em um dos primeiros graus para ler mais confortavelmente.

Comparação 2: Sob luz do sol. Celular com brilho em 100%; Kindle sem iluminação interna ativada.
(Eu juro que tentei dar uma limpada na tela do celular antes dessa foto, haha)

Bateria

Por usar a tinta eletrônica, o e-reader só gasta energia ao virar a página, depois que ela já foi carregada ele pode exibi-la sem diminuir a carga da bateria (e é por isso que no modo de descanso ele fica exibindo uma imagem bonitinha).

O Kindle veio com uns 50% de bateria e eu completei a carga. A Amazon promete até 6 semanas de uso, mas em certas condições (sem a luz, meia hora por dia de leitura, etc.). Uma semana depois, tendo utilizado ele principalmente com a luz e o WiFi ativados várias vezes ao dia, a carga está em 50% de novo, o que me leva a deduzir que a bateria para mim está durando 2 semanas. Acho que esse tempo pode ser melhorado se eu lembrar de colocá-lo no modo avião e desativar a iluminação. :) Mas ainda assim achei um ótimo período, em que não tive que deixar de ler para carregar o dispositivo ou ler do lado da tomada (como já aconteceu com o celular, haha).

Enviando arquivos

Eu já sabia que seria fácil transferir os livros via USB, mas o que me surpreendeu foi a função Send to Kindle. Eu tenho a utilizado de 3 formas:

  • E-mail: É só mandar um e-mail para o endereço do seu Kindle com o arquivo anexado;
  • Pelo programa: A Amazon tem um programinha que adiciona a opção “Send to Kindle” quando você clica com o botão direito em cima de um arquivo, e aí dá pra mandar direto do computador;
  • A extensão do Chrome: Essa extensão adiciona um botão que permite enviar para o Kindle notícias, postagens de blog, etc., direto do navegador (é a minha favorita) <3

Tem como escolher se você quer que o arquivo fique salvo na nuvem (podendo ser baixado em todos os dispositivos) ou só no Kindle mesmo.  Achei essa facilidade muito boa!

***

Eu recomendo um leitor de livros se você, que nem eu, já lia bastante no celular/tablet, ou se tem dificuldade em ceder ao livro digital – a tela de e-ink pode te ajudar a se acostumar nesse caso, pois é bem diferente da de um tablet ou celular.

É importante levar em consideração pra qual tipo de leitura você quer usar o dispositivo: não vejo boas recomendações de quem comprou querendo ler material acadêmico, já que o e-reader não se comporta muito bem com PDFs (passei alguns para testar, e apesar de abrir e eu conseguir ler, não ficou tão bem formatado quanto um livro digital; com o PDF convertido não tive problemas, mas ele era só de texto mesmo) e nem exibe cores. Não é recomendado também para ler quadrinhos, justamente pela ausência de cor (apesar de que dá para ler mangás).

Optar pelo modelo com luz ou não vai do seu hábito de leitura. Eu, como sempre gosto de ler antes de dormir, já sabia que precisava muito da iluminação interna!

Se a sua finalidade é ler os livros mais populares, você não encontrará problemas e provavelmente se apaixonará tanto quanto eu por esse aparelhinho. ;)

28.8.16

Tag: Onde eu iria


Eu vi essa tag no blog Sorriso Espontâneo e isso de escolher um lugar pra cada item me deixou com vontade de responder na hora! Não conheço a maioria dos lugares que escolhi, mas o que não falta é vontade, haha. Fica aqui como uma checklist! Então, os lugares para onde eu iria…

  1. Tomar um café
    Algum Starbucks da Avenida Paulista (São Paulo/Brasil)


    Foto de D2F Engenharia  
    Clichê nº 1: Starbucks. Mais especificamente o que tem dois andares, próximo ao Masp. Tenho ótimas lembranças, horas de conversa jogada fora ali com amigos. <3

  2. Passear ao ar livre Central Park (Nova York/EUA)


     
    Poderia ser o Parque Ibirapuera se fosse um simples passeio, mas é que passei tão rapidinho pelo Central Park que não vi muito de lá (tipo a estátua da Alice), então gostaria de ir de novo com calma.

  3. Beber com os amigos
    Temple Bar (Dublin/Irlanda)



    Nunca me imaginei num dos pubs de lá tomando uma Guinness conversando com meus novos amigos irlandeses (e/ou brasileiros), não, magina.

  4. Num encontro romântico
    Veneza (Itália)



    Clichê n º 2: Quero passear de gôndola, deve ser mágico! Não ia nem ligar pro cara, só ia ver a paisagem.

  5. Ver arte
    Museu do Louvre (Paris/França)



    Clichê nº 3: Quero ir no Louvre, mas não só pela Monalisa, mas também pelas antiguidades egípcias.

  6. Comer
    Buenos Aires (Argentina)


    Foto de Chris Freeland
    Todo mundo elogia o famoso churrasco argentino, e é uma das refeições que eu com certeza faria lá em Buenos Aires.

  7. Apreciar a paisagem
    London Eye (Londres/Inglaterra)



    Ir nessa roda gigante é um dos meus sonhos, imagina a vista de lá?

  8. Fazer compras
    Orlando (Flórida/EUA)


    Foto de Michael Kappel
    Tem gente que separa um dia só pra compras nas viagens, mas eu nunca tive esse desejo, a não ser por Orlando. Tem taaaantas coisas que eu quero comprar nos parques de lá, e acho que aproveitaria pra ir nos outlets também. :)

  9. Pra balada
    Posso falar Irlanda de novo? A verdade é que eu só vou para baladas meio que arrastada, então, não tenho um lugar específico aqui, iria onde eu tivesse amigos para me acompanhar. :)

  10. Ficar sozinho
    Inverness (Escócia)



    Essa escolha é totalmente culpa de Outlander! Mas as Terras Altas é uma viagem que eu imagino fazendo sozinha – visitando os castelos, o Lago Ness… Claro que o sozinho aí é naquele sentido de “sozinha em meio a uma multidão”, mas acho que conta. ;P

E vocês, pra quais lugares iriam?

18.8.16

Batom Maria Antonieta - Branquela Sardenta da TBlogs


No último post sobre batom aqui no blog eu falei que queria um batom roxo. Demorou um pouco, mas finalmente comprei! O escolhido foi o Maria Antonieta, da coleção Queens da Branquela Sardenta, da marca TBlogs.

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A marca diz que o batom tem Vitamina E, fixação prolongada, secagem rápida e que não escorre (tem também um cheirinho de bala, que eu até gostei, haha). Realmente, a secagem é rápida, tem até que tomar cuidado para não borrar senão não sai. E quando seca fica bem seco, não transfere nada! Agora quanto a fixação prolongada…

Meus lábios não estavam secos, não tinha nenhuma pelinha fora do lugar, e eu segui a instrução da caixinha e não pressionei um lábio no outro durante a aplicação. Ainda assim o batom deu uma craquelada. :( Não resistiu a nenhuma refeição, ele começou a cair os pedaços, principalmente no meio dos lábios. E ao contrário dos outros batons mattes que vão saindo mas permanece um pouco da cor, esse aqui foi caindo e deixando um espaço no meu lábio, ficou bem feio mesmo.

Fiz outro teste, passei menos batom – porque vai que eu tava exagerando na camada, né? – mas tive o mesmo problema. A situação tava tão séria que, pra testar, esfreguei um lábio no outro e o batom esfarelou todinho! A única salvação foi passar uma camadinha de balm por baixo! Dessa forma, ele fica parecendo um batom matte de bala e transfere um pouco, mas pelo menos vai saindo de uma maneira mais bonita e não deixando espaços no lábio.

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Agora a cor é incrível, o roxo que eu queria mesmo! É um pouco mutante, mas isso era esperado. Dependendo da luz (e de quantas camadas você passou) ele puxa mais para o vinho ou para um tom uva.

Esse é o meu primeiro batom da TBlogs e eu acho que dei azar mesmo, porque todo mundo sempre diz que os batons desenvolvidos pelas blogueiras são incríveis. :( Isso não significa que eu vou desistir da marca, já tenho até uma lista de batons de outras coleções que eu quero, haha, mas espero me dar melhor com esses próximos.

E vocês, tem alguma dica pra usar batom matte líquido?

11.8.16

E eu li Harry Potter and the Cursed Child…


Começo o post com um momento diferentona (ainda posso resgatar esse meme?): ao contrário de muitos fãs, eu nunca me animei com uma possibilidade da J.K. Rowling continuar Harry Potter. O que desperta meu interesse são prequelas - os filmes de Animais Fantásticos, e sonho com algo sobre os marotos, os fundadores de Hogwarts. Então, o anúncio de Cursed Child não me empolgou muito.

Pra completar, eu não mantive o segredo, li os spoilers da peça sem dó e a história ali apresentada me desanimou mais ainda. Mas esperei até o lançamento do roteiro para poder formar minha opinião mesmo.

Harry Potter and the Cursed Child (a Criança Amaldiçoada) é uma peça teatral e foi baseada em uma história da J.K. Rowling. É continuação direta do epílogo do sétimo livro.

Albus, o fiho do meio de Harry, é o protagonista dessa história. Ele e o pai não têm um bom relacionamento - o garoto não sabe lidar com o fato de ser filho do famoso Harry Potter, e ser da Sonserina não ajuda muito. Ele tem um único amigo, o também deslocado Scorpius Malfoy, filho de Draco, que sofre com boatos de que seria filho de Voldemort. O rumor diz que seus pais, incapazes de terem filhos, teriam usado um vira-tempo para que Astoria engravidasse do Lorde das Trevas.

Não é a primeira menção a um vira-tempo em Cursed Child. Amos, pai de Cedrico Diggory procura Harry (o chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia), ao saber que o Ministério da Magia havia capturado um vira-tempo. Ele quer que Potter volte no tempo e salve seu filho. Harry se recusa, mas Albus não só fica sabendo do pedido como decide atendê-lo, auxiliado por Scorpius e por Delphi, sobrinha de Amos.

Todo mundo sabe que mexer com o tempo causa muitos problemas, não é? E não só isso, traz oportunidades para vários furos de roteiro, coisas que não batem com os livros. Os autores podem ter se esquecido delas, mas o espectador/leitor com certeza se lembra.

Outra coisa que eles parecem ter esquecido no churrasco é a personalidade dos personagens. O Harry simplesmente está terrível - ele diz coisas horríveis para o filho e interfere de maneiras que só pioram a situação. E é difícil engolir que a Gina, aquela personagem forte, ia assistir as brigas entre pai e filho e não fazer absolutamente nada. O Rony foi reduzido ao tio da piada do pavê. E me impressiona que a Hermione, agora Ministra da Magia, com todo o histórico de aventuras dela e dos amigos seja enganada tão facilmente por Albus e Scorpius. Isso para não falar na Rose (uma cópia da mãe, só que muito mais rápida em julgar as pessoas) e no Dumbledore e no Cedrico que têm suas personalidades muito alteradas ao longo da peça...

O roteiro se redime com Albus, Scorpius, e por incrível que pareça, o Draco, que se demonstra um pai mais atencioso do que o Harry. Quanto aos amigos sonserinos, eles são a melhor parte da peça. A amizade entre os dois é bonita! E o Scorpius foi meu personagem favorito de toda a história, nunca teria imaginado que um Malfoy pudesse ser tão fofo, haha.

Talvez a história pudesse se salvar se os problemas fossem apenas esses, mas o enredo em si é tão forçado! Motivos que não convencem, soluções absurdas e uma reviravolta que parece ter vindo diretamente de fanfics. (Selecione aqui pra ler o spoiler e entender a minha revolta: A Delphi, a vilã, a criança almadiçoada mesmo, é filha do Voldemort com a Bellatrix. FILHA DO VOLDEMORT! COM A BELLATRIX! Segundo a própria, nascida antes da Batalha de Hogwarts. Quando que Bellatrix teve tempo para engravidar e dar a luz a essa menina?! Sem contar que o fato dela ser filha da Bellatrix não faz diferença nenhuma na história, podia ser qualquer outra bruxa.)

E depois de ter criticado toda a história, eu termino dizendo que você deve dar uma chance ao roteiro - todo mundo tem opiniões diferentes, e vi várias pessoas dizendo que adoraram e se emocionaram. Só que tem que lembrar que é um roteiro mesmo e é tudo muito rápido, mas pelo menos comigo esse formato não me atrapalhou. Além disso, acho que essa é só a versão para ensaios, talvez tenham diferenças na definitiva.

Digo também que eu adoraria assistir a peça. Penso que o cenário, os efeitos - fico só imaginando como os feitiços devem ser feitos! - e as atuações compensem! :)

5.8.16

Leituras de Julho


Minha expectativa para o mês de férias era diminuir consideravelmente minha lista de leitura. Não deu muito certo. Ainda assim, acho que esse post ficou enoorme, porque eu não sei ser sucinta, né. Mas aí vai o que eu achei dos 2 livros e meio que li em julho.

Azeitona – Bruno Miranda

Em Azeitona, Ian e Emília, colegas de classe, fingem que estão esperando um bebê para poder participar do programa Novos Pais, um reality show que foca em gravidez adolescente. Acontece que eles não estão grávidos – a participação dos dois é totalmente motivada pelo cachê. Ele, quer o dinheiro para ajudar a irmã, sua única família e quem o criou; e ela, quer condições para poder sair da casa dos pais.

Eu adorei a proposta de Azeitona. Qualquer coisa na linha de “Vamos fingir que a gente namora pra…” me atrai, e posso ter visto essa ideia umas mil vezes que eu ainda vou querer ler. Então, amigos fingindo que estão esperando um bebê para entrar num reality show? Automaticamente já estava na minha lista de leitura.

Né, imagina mentir para o país inteiro
que tá grávida...

Acontece que eu demorei só uns dez anos para terminar o livro. Comecei a leitura e aí não rolou aquele “amor” pelos personagens. Não consegui estabelecer uma ligação com eles, porque achei que foi tudo meio superficial. A personalidade dos personagens, seus relacionamentos, e os temas como a gravidez, filhos, namoros – nada disso foi aprofundado e eu fui ficando desinteressada, sim. O relacionamento do Ian com a irmã, Iris, foi o principal do livro e o mais desenvolvido, porém senti muita falta de um diálogo melhor entre os protagonistas.

Mas a parte do Ian e da Emília participando do Novos Pais foi divertida, o total despreparo dos dois diante da situação só refletia o quanto eles não deviam estar fazendo aquilo – e nessas horas eu até que pegava um pouco do nervosismo deles, imagina se a mentira fosse descoberta – e ainda rendia algumas situações engraçadas.

Lá pro final acontece um monte de coisa e é tudo muito rápido, deixando várias pontas soltas. Não me convenceu e eu fiquei com a sensação de que poderia ter sido trabalhado melhor.

Esse é o tipo de livro que me faz querer que o Skoob coloque um sistema de nota que permita dar meia estrela, porque Azeitona pra mim é um livro 2,5. É interessante, é engraçado, e ganha uns pontinhos por todo o tema nas relações familiares, mas eu acho que mais conteúdo poderia ter sido acrescentado.

 

O Pedido – A Mediadora – Meg Cabot

A Mediadora é uma das minhas séries favoritas, uma das responsáveis pelo meu amor pela leitura. Então recebi a notícia de que a Meg ia lançar mais um livro com felicidade (e um pouco de apreensão, pra ser sincera). Antes do sétimo livro, o conto O Pedido foi disponibilizado.

Li o último livro em 2009, então foi bom voltar a ler sobre a Suzannah e o Jesse! E pra quem não sabe, a Suze é uma mediadora, capaz de ver e tocar em fantasmas. Mas não precisa se preocupar, porque a autora explica tudo isso de novo, assim como o relacionamento dela com o Jesse. Acredito que seja pra lembrar os esquecidos e/ou para conquistar novos leitores, então não me incomodei com a repetição de todas as informações que eu já sabia. E fazer isso no conto é ótimo, porque aí no próximo livro não é necessário por tudo de novo.

O caso aqui é curto: um fantasma que “assombra” o túmulo da namorada que ele supostamente matou… Então a Suze vai atrás dele, para convencê-lo a fazer a passagem. Tudo estaria quase certo se não fosse bem no Dia dos Namorados, o qual ela está passando longe de Jesse. E claro que, depois o título faz todo o sentido. :)

Eu gostei bastante e li bem rapidinho. A Suze foi uma das personagens favoritas da minha infância, então adorei poder acompanhá-la agora que estamos ambas mais velhas. Ficaram algumas pontinhas soltas para o próximo livro e eu estou mais ansiosa do que nunca para lê-lo!

 

Para Todos os Garotos que Já Amei – Jenny Han

Eu já tinha visto esse livro várias vezes mas não peguei a sinopse completa, achava que era só sobre o “vazamento” das cartas que a Lara Jean escrevia para os garotos de quem ela já tinha gostado, e isso não tinha me interessado muito. Até que um dia eu li a sinopse toda…

Órfã de mãe, a Lara Jean é a irmã do meio, e agora Margot, a irmã mais velha, que sempre cuidou de tudo está se mudando para fazer faculdade. Então além de ter que lidar com as novas responsabilidades com o pai e a irmã mais nova, ela ainda tem que enfrentar todos os crushes sabendo de seus sentimentos. E o pior é que um deles é Josh, o ex de Margot. Então ela finge que está namorando o Peter – um dos garotos que também recebeu uma carta – num acordo que beneficiam ambos. Recapitulando uma parte de Azeitona ali em cima: Tudo com namoro falso me atrai!

Adorei o livro! Vemos bastante sobre a família da Lara Jean, e ultimamente todo YA que ganha o meu coração fala de família. A mãe das meninas era coreana, então também tinha um pézinho ali numa cultura diferente que as meninas procuravam manter (assim como a autora, eu presumo). Me identifiquei um pouco com a protagonista, não na situação, mas no jeito dela pensar e agir. Ela consegue ser ingênua sem ser irritante. E eu gostei muito dos outros personagens, até quando começou a virar um triângulo amoroso, mesmo eu tendo torcido muito por um dos meninos (o Peter ♥) ainda gostava do outro.

Já estou com a continuação aqui, porque o final em aberto me deixou louca para ler P.S.: Ainda Amo Você.

 

Como foram as leituras de vocês? Já leram ou querem ler algum desses livros? :)

31.7.16

Blogagem Coletiva - Sinais de que você está envelhecendo


Último dia do mês e eu correndo aqui com o post, tema da Blogagem Coletiva dê Julho da Liga Nerd Girls. É um tema que me atraiu bastante, porque vejo esses sinais de envelhecimento constantemente, hahaha. Então aí vai uma listinha.

É mais complicado se relacionar com os personagens dos livros YA

Eu comecei a gostar muito de livros young adult quando eu tinha uns doze anos. E 99% dos personagens tem 16 anos nesses livros, então, com 12, eu achava que 16 seria a ~idade mágica~, o melhor ano da minha vida, etc. Na verdade foi bem sem graça. E aí já não bastasse essa grande decepção (haha), eu fui ficando mais velha do que os personagens. E de alguma forma isso foi mudando minha relação com os livros YA. O ensino médio já me parece tão distante… Então, ao longo dos anos eu fui me tornando bem mais crítica, acho mais difícil me envolver com a história, gostar dos personagens, não achar que eu teria gostado muito mais do livro caso eu fosse mais nova. Mas não acontece com todos os livros, felizmente!, muitos ainda conseguem invocar a Beatriz-público-alvo-dos-YA e eu aproveito bastante a leitura.

Pessoas mais novas que você…

Em todo lugar! Confesso que ainda acho um pouco estranho quando vejo que os novos ídolos são mais novos que eu, haha. Aqueles atores, cantores… O pior é quando falo com os outros fãs e percebo que o pessoal também é mais novo! Meio aquela sensação: “como assim você nasceu em 2000 e tem 16 anos?!”

Coisas da sua infância retornando

Tem uma onda de nostalgia muito forte ultimamente, onde tudo que a gente já gostou um dia está voltando de alguma forma. E isso é maravilhoso, exceto quando você para pra fazer as contas… Como por exemplo, eu com Procurando Dory. “Nossa, vi Procurando Nemo há 13 anos atrás! Gente, essas crianças aqui da sessão não eram nem nascidas!”

Responsabilidades

Lembra daquele meme “adolescente que gosta de __________, adulto gosta mesmo é de __________”?  Percebi que tava ficando velha quando comecei a me identificar com a segunda parte sobre contas, trabalho, planejamento, coisa de casa hahaha.

Não se acostumar nunca com a sua idade

Isso definitivamente não era um problema quando eu era mais nova! Acho muito esquisito isso de “Espera, sou adulta agora…?” Daqui pra frente, a tendência é que eu vá cada vez mais me identificando com uma música da Sandy que diz: “Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem.” É aquela sensação de que tá tudo passando muito rápido e eu não fiquei sabendo, não aproveitei o suficiente. Já falei um pouco disso aqui antes. A cada ano vou me acostumando mais com a minha idade, mas ainda acho que tenho um longo caminho pela frente…

 

E vocês? Quais sinais de que estão envelhecendo vocês encontram por aí? Me contem!

24.7.16

Caça-Fantasmas


24 filmes para 2016Tema: Reboot

 
Caça-Fantasmas
Dirigido por:
  Paul Feig 
Elenco: Kristen Wiig, Leslie Jones, Kate McKinnon, Melissa McCarthy 
Duração: 1h56
Gênero: Comédia, Ficção Científica 
Atualmente uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wiig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo. [FILMOW]

Vi o Caça-Fantasmas original lá em 2014, motivada pela curiosidade de entender o Stay Puft Marshmallow Man que eu sempre achei fofo, haha. Gostei do filme, mas não o suficiente para assistir a sequência e também estava desinteressada no reboot. Esse desinteresse durou até ver a reação que o trailer provocou nos homens – foi o que teve mais dislikes no Youtube. Grande parte dos comentários diz que não se opõe ao elenco feminino, e sim ao reboot em si. Mas eu não coloco muita fé nisso, visto que o cinema vive cheio de reboots que não são recebidos tão negativamente.  Então, porque acho importante apoiar produções com protagonistas femininas, estava decidido: eu veria o filme!

E eu já fui com expectativas, li resenhas antes de ir ao cinema e estavam elogiando, e elas não estavam erradas! O filme é divertido. Assisti a versão dublada (meio a força, já que as sessões legendadas aqui eram somente a noite) e achei que estava bom, as piadas foram adaptadas e eu ri bastante.

E o que dizer desse elenco que mal conheço mas já considero pakas? Eu adorei todas as personagens e achei que elas formaram uma ótima equipe, a interação entre elas foi ótima – é aquilo de amizade feminina, uma ajudando a outra, achei lindo! Minha preocupação era com a Patty, já que ela é a única negra e também a única a não ser cientista – mas mesmo assim gostei do tratamento que deram para a personagem  e ela se mostra muito importante para a equipe. E ainda tem o Kevin, papel do Chris Hemsworth, que é o secretário das meninas; ele também é ótimo, uma crítica ao tratamento das mulheres nos outros filmes.

É um reboot mesmo, então não é necessário ter visto o filme de 1984, mas o filme é cheio de referências e participações que remetem ao original. Achei legal quando reconhecia essas coisas. :)

A única coisa que não gostei foi o vilão, que achei muito descartável, daqueles que tava lá porque tinha que ter um vilão mas não foi bem desenvolvido. Achei que deu pra relevar, porque eu estava mais interessada nas meninas, mas foi um vilão muito fraco. :/ E gostei dos fantasminhas – de novo, tem umas aparições que quem já viu o outro filme reconhecerá – e até ri que um menininho na minha sessão ficou com medo deles, haha.

Gostei muito do filme. Era o que eu esperava, um filme leve, divertido e com girl power! Acho que todo o ódio foi injustificado e agora torço para que o faturamento seja tão positivo quanto as resenhas. Recomendo que vocês assistam! Ah, e não saiam tão cedo, porque tem cena pós-créditos! :)


20.7.16

Tag: 20 músicas


A Barbara do Refração Cultural me indicou para essa tag, e sendo música, claro que eu ia responder. A proposta é escolher 20 músicas, cada uma para uma proposta diferente, e eu sinceramente não pensei que fosse dar tanto trabalho, haha. Mas vamos as minhas escolhas…

  1. Uma música favorita 
    Ex’s & Oh’s – Elle King 


    Eu achei a resposta da Barbara ótima, porque me identifiquei muito. Assim como ela, não tenho uma música favorita, tenho a música do momento, haha. E também sou sempre atrasada para “descobrir” os lançamentos, muitas vezes quando vicio na música ela já não é novidade. Talvez seja o caso de Ex’s & Oh’s, que eu não faço a menor ideia de quando foi lançada, mas que tenho ouvido bastante ultimamente, o que torna ela uma das minhas favoritas de agora.

  2. Uma música que você mais odeia
    Blurred Lines – Robin Thicke


    Eu não entendo porque essa música fez tanto sucesso na época – as pessoas dizem que é pelo ritmo, mas pra mim nem isso se salva. Não gosto da letra, nem da melodia, e me parece interminável (acho que porque eu não gosto ela se arrasta, né?).

  3. Uma música que te deixa triste
    Dreaming with a Broken Heart – John Mayer


    Acho que já devo ter usado essa música em alguma outra tag, mas não tem jeito, ela me deixa triste. Lembro que na primeira vez que ouvi quase chorei. Deve ser a combinação da letra triste com o piano…

  4. Uma música que te lembra alguém
    Wonderwall – Oasis


    Essa música me lembra vários amigos, em diferentes momentos da vida. ♥ 

  5. Uma música que te deixa feliz
    Cake by the Ocean – DNCE


    Essa também vai bem na onda do “música do momento”, e é uma das que eu não consigo parar de ouvir e imediatamente melhora o meu humor. 

  6. Uma música que te lembra um momento em especial
    New York, New York – Frank Sinatra


    Acho que não tem como ser mais clichê, mas essa música me lembra do dia em que passei em Nova York, o que foi até hoje um dos melhores dias da minha vida. E naquele dia eu não conseguia parar de cantar New York, New York (e Empire State of Mind também, haha). If I can make it there I’ll make it anywhere… ♪

  7. Uma música que você conhece a letra inteira
    Mr. Brightside – The Killers 


    Achei isso aqui complicado, porque a maioria das músicas eu sei a letra inteira, mas só flui se eu estiver ouvindo, se for pra cantar assim do nada eu acabo me perdendo. Não é o caso com Mr. Brightside. Acho que o fato de que a letra repete depois me ajuda, haha. 

  8. Uma música que te faz dançar na hora que toca
    Perto – Fabio Góes


    O Spotify que me recomendou essa música e eu adorei, acho o ritmo contagiante e pra mim é impossível ficar parada, tenho que ao menos balançar a cabeça junto, haha. (Preciso ouvir outras músicas desse cantor…)

  9. Uma música que te ajuda a dormir
    Cataflor – Tiago Iorc


    Eu acho essa música tão linda, e ela é tão calminha que eu consigo ouvir por horas, dormir ao som da voz do Tiago Iorc…

  10. Uma música que você gosta em segredo
    O Farol – Ivete Sangalo


    O segredo aqui é que eu nunca falei pra ninguém disso, não que eu me envergonharia ou algo assim, haha. Eu ouvi a Ivete cantando O Farol uma vez, e a música grudou na minha cabeça, e agora que é abertura da novela estou ouvindo com mais frequência.

  11. Uma música que você se identifica
    Apenas Mais Uma de Amor – Lulu Santos


    ”Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder” não poderia ser mais eu.

  12. Uma música que você amava e agora odeia
    Thinking Out Loud – Ed Sheeran


    Não é que eu amava essa música, mas eu a tolerava antes. Depois, acho que tocou demais em todo lugar e eu simplesmente enjoei, não suporto a voz do Ed Sheeran nela. E minha implicância é só com Thinking Out Loud mesmo, gosto muito de outras músicas do Ed.

  13. Uma música do seu disco favorito
    1000 Times – Sara Bareilles


    Eu não tenho um álbum favorito. Na verdade são poucos os álbuns que eu gosto de todas as músicas, haha. Então fui procurar aqui por algum desses, e achei o ótimo The Blessed Unrest da Sara Bareilles. Desse álbum minha música favorita é 1000 Times, porque tem algo na voz dela lá pelo final da música que sempre me faz sentir a música, como se fosse eu sofrendo com um amor não correspondido.
     
  14. Uma música que você consegue tocar em algum instrumento
    Somewhere Over the Rainbow


    Toco teclado querendo aprender piano e consigo tocar algumas músicas, ainda que sejam bem menos do que eu gostaria, haha. Escolhi essa porque foi uma das primeiras que eu aprendi e que eu fiquei me sentindo muito feliz por ter conseguido tocá-la.
     
  15. Uma música que você cantaria em público
    Resposta – Skank


    Essa aqui é fácil, porque eu adoro um karaokê, e já cantei coisas mais vergonhosas Evidências então eu sempre tenho uma playlist de músicas para essas situações. Já cantei outras músicas do Skank, e Resposta é uma das que eu gosto e ainda não tive a oportunidade de destruir cantar.

  16. Uma música que você gosta de ouvir enquanto está dirigindo
    From Eden – Hozier


    Faz pouco tempo que tirei minha habilitação, então nunca relaxei o suficiente pra poder ouvir uma musiquinha, haha. Quando isso acontecer, From Eden vai ser uma das primeiras que vou ouvir, porque o clipe tem toda essa coisa de road trip que me fez associar a música com dirigir, haha.
     
  17. Uma música da sua infância
    Malandragem – Cássia Eller


    Conheço essa música desde que me entendo por gente e já a cantava antes mesmo de saber alguma coisa.

  18. Uma música que ninguém esperava que você gostasse
    Sorry – Justin Bieber


    Acho que eu nunca tinha ouvido nada do Justin antes, além da Baby que tocou sem parar. E aí gostei de Sorry – apesar de ninguém ter se surpreendido muito, porque todo mundo gosta de Sorry também.

  19. Uma música que quer (ou tocou) no seu casamento
    Make You Feel My Love – Adele


    Na minha listinha de músicas românticas mais lindas estão Make You Feel My Love e Your Song (do Elton John). Essa versão da Adele é uma das melhores para essa música, e, se é pra casar com o cara, acho que ele merecerá essa música, haha.
     
  20. Uma música que tocaria no seu funeral
    Seasons of Love - Rent 


    Rent é um dos musicais favoritos e Seasons of Love é simplesmente linda! Fala sobre medir o tempo na vida em amor. <3 Então acho que se é pra ser funeral, tem que passar uma mensagem bonita!

Não vou indicar ninguém, porque não tenho esse costume mesmo, haha. Mas fique a vontade caso você queira fazer, vou adorar ouvir suas escolhas :D

16.7.16

Procurando Dory


24 filmes para 2016Tema: Infância

 
Procurando Dory 
Dirigido por:
  Andrew Stanton
Elenco: Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Diane Keaton
Duração: 1h37
Gênero: Animação, aventura 
Dory, agora morando no mesmo recife que os peixes-palhaço Marlin e Nemo, vive uma vida tranquila mesmo com seus esquecimentos. Quando ela acompanha Nemo em um passeio escolar para ver a migração das mantas, sente falta de saber quem de fato é. Os três, então, seguem mar afora em busca de seus pais. [FILMOW]

Procurando Nemo foi um dos primeiros filmes que eu vi no cinema, e por isso ele tem todo um lugar especial no meu coração. É muito estranho pensar que já se passaram 13 anos desde que fui apresentada a esses personagens… E claro que, depois de todo esse tempo de espera, eu não podia deixar de assistir ao novo filme, principalmente por ser focado na Dory, que é a minha favorita.

Procurando Dory já inicia com uma das cenas mais fofas: a Dory bebê. Além da fofura, essa parte da infância da peixinha serve para nos apresentar aos seus pais e em como desde cedo eles procuravam a preparar para a vida tendo perda de memória recente.  Gostei muito de como trataram essa dificuldade da personagem, mostrando que é necessário ter paciência e compreensão.

Mas o filme não foca só na infância da Dory, também mostra como ela está pós acontecimentos do primeiro filme, junto com o Marlin e o Nemo – e esse está melhor do que nunca, falando algumas verdades para o pai. Alguns dos outros personagens antigos também aparecem, e certas histórias agora possuem uma origem – como por exemplo, o baleiês da Dory, haha. Gostei de todos os personagens novos, principalmente o polvo Hank, que é quem mais ajuda a Dory, e a baleia Destiny, que achei fofíssima.

A mesma fórmula do filme de 2003 foi seguida aqui: a Dory se “perde” e Marlin e Nemo vão atrás dela. A família de novo é o importante. Os acontecimentos são rápidos (nem percebi o tempo passar) e um tanto previsíveis, mas não tira o mérito do filme em divertir e emocionar. (não, eu não chorei!)

Penso que quem gostou de Procurando Nemo com certeza deve ver Procurando Dory porque ele complementa a história, e nos deixa mais informados sobre uma das personagens mais queridas. Ah, e se você for ver no cinema, não faça que nem eu que saiu antes da cena pós-créditos, aguenta lá que aparece mais gente conhecida!


11.7.16

O Que Tenho Amado Nessas Férias #03


Cheguei com mais um post de férias onde eu falo de coisas que, bem, como diz o título, tenho gostado durante esse tempo de ócio. É capaz de eu fazer mais um depois, porque estou só no começo das férias mas já consegui falar demais, olha o tamanho desse post, haha! Enfim, vamos lá.

Make Happy – Bo Burnham

No final do semestre da faculdade, quando eu estava sofrendo com meu projeto interdisciplinar (pouco tempo, muita coisa pra fazer e tudo dando errado), eu esbarrei num vídeo de um cara falando que ia cantar sobre os problemas da vida dele. E aí, com uma voz cheia de auto-tune, ele manda um “Não consigo enfiar a mão na lata de Pringles”. Eu ri por uma meia hora. Esse vídeo é do especial de comédia Make Happy, do Bo Burnham (que é humorista, compositor, escritor, músico, etc. etc) disponível na nossa amada Netflix. Tem 1h de duração, e é um stand-up onde as principais tiradas são apresentadas em músicas.

Shows de stand-up não são a minha praia, não os assisto e não estou familiarizada com os principais comediantes, sejam os brasileiros ou os do exterior. Além do que eu fico automaticamente analisando todas as piadas, e tem gente que adora usar o humor para ofender as pessoas e tudo isso me deixa desconfortável. Mas pelo o fato de ter música, e bom, a reclamação sobre Pringles fizeram me dar uma chance para esse especial.

E eu acabei ficando desconfortável algumas vezes sim, não vou mentir, mas ainda assim que num geral o saldo foi positivo. O especial parece girar em torno do o que nos faz felizes e as críticas que o Bo faz são válidas, envolvendo a indústria do entretenimento, o modo de vida, relacionamentos. Achei até honesto, quando ele admite suas inseguranças para a audiência – na própria música sobre as latas de Pringles, que parece algo bobo, mas que Bo torna complexo. E lá pelo final, ele te questiona se você está feliz. 

Não é perfeito, mas serviu para me distrair, refletir um pouco e algumas das músicas simplesmente grudaram na minha cabeça – como a crítica as letras vazias em músicas country, a história de um término de namoro, e claro, as enormes dificuldades na vida de um homem branco hétero…

 

Hamilton

Hamilton é um musical de hip-hop que conta a história de um dos pais fundadores dos EUA,  Alexander Hamilton. Estreou ano passado na Broadway e tem feito um enorme sucesso – foi o musical com o maior número de indicações ao Tony Awards (o Oscar do teatro), famosos já foram assistir, e no momento todos os ingressos estão esgotados (aguarde 2017!).

A história acompanha Alexander Hamilton, falando de sua infância até sua morte. O número de abertura, além de resumir a história de Hamilton, apresenta os personagens e a relação de cada um com o protagonista. O curioso é que Aaron Burr – “o maldito tolo que atirou” em Hamilton – é o narrador. O musical, logicamente, também fala da Independência dos Estados Unidos, então George Washington e Thomas Jefferson estão presentes.

E aí que entra o diferencial de Hamilton: só tem um ator branco no elenco principal (e ele ainda é o Rei George III, da Inglaterra). Os pais fundadores e demais figuras históricas do EUA são interpretados, em sua maioria, por atores negros e latinos. É, Hamilton é a história dos Estados Unidos cantada por um elenco diverso em estilo hip-hop.

Juntando o fato de que muita gente ainda não conseguiu assistir o musical com o quão viciante as músicas são, o álbum de Hamilton (que ganhou um Grammy) também tem feito sucesso (meu Spotify não nega). Ele inclui tudo o que é falado/cantado no musical, então dá pra acompanhar a história mesmo sem assistir. O único lado negativo é que não dá pra acompanhar a velocidade que os atores fazem rap, haha.

Sou mais do que suspeita para falar, porque gosto de musicais e sei que não é gênero que agrada todo mundo,  mas deixo aqui a minha recomendação mesmo assim. :)

 

O elenco de Hamilton apresentando My Shot na Casa Branca, e Alexander Hamilton (a abertura) no Grammy 2016

6.7.16

Como Eu Era Antes de Você


24 filmes para 2016Tema: Portador de deficiência


Como Eu Era Antes de Você
Dirigido por:
Thea Sharrock
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin
Duração: 1h50
Gênero: Romance, drama
Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais. É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele. [FILMOW]
Faz anos que li Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes, e como gostei do livro fiquei animada com a notícia de a história de Lou e Will viraria filme. Finalmente chegou a hora de conferir a adaptação. Não lembro de todos os detalhes do livro, mas acredito que o filme se manteve bastante fiel a este.

Não sei se é porque acabei de ler a continuação onde a Lou aparece mais madura, mas achei sua versão do filme um tanto quanto ingênua e alegre demais, e além disso, senti que a Emilia Clarke (que eu gosto muito em Game of Thrones) exagerava em algumas expressões. :/ Mas ela não deixa de ser divertida, seu maravilhoso guarda-roupa e jeito atrapalhado arrancaram várias risadas de mim e do restante da sala.

Eu gostei bastante do Will. Ele era todo rabugento no começo e com a convivência com a Louisa ele vai mudando. Adoro a progressão do relacionamento dos dois, é algo que vai acontecendo naturalmente, não é de uma hora pra outra. Durante a minha sessão eu conseguia ouvir o pessoal torcendo, falando coisas como "Beija logo!", então talvez só eu não tenha ficado impaciente, haha.

Sei que o filme teve certa desaprovação de quem é deficiente físico, e dá pra entender perfeitamente o porque eles não o apreciaram. Mas ao mesmo tempo eu entendo as dificuldades e os motivos do Will. Eu fico em cima do muro até hoje com o final dessa história, sou capaz de argumentar tanto contra quanto a favor, de achar o Will egoísta e ao mesmo tempo altruísta, e mesmo assim não chego a uma decisão. Acho que o mais correto é assumir uma postura de "Não sou capaz de opinar".

Chorona do jeito que sou, fui preparada para me afogar em lágrimas, mas, surpreendentemente, resisti firme e forte até o final! O mesmo não pode ser dito do pessoal da sala, porque a partir de certo ponto no filme as risadas foram dando lugar as fungadas, então, esse é um filme para assistir com os lencinhos. Mas mesmo com tudo isso, eu acho que a mensagem que fica é positiva, para viver a vida intensamente.

29.6.16

Leituras de Junho


Fiquei muito feliz que mesmo ocupada com a faculdade eu não parei de ler. Meu ritmo de leitura diminuiu bastante (como vocês vão ver pela graande quantidade de livros lidos), mas não parei! Pra falar a verdade, desenvolvi um novo hábito, que é ler no metrô e utilizar esse tempo no transporte para algo útil, haha.

Em maio eu li os três livros que faltavam para eu completar a série Millennium, de Stieg Larsson, que tinha começado ano passado com Os Homens que não Amavam as Mulheres. Estou assistindo aos filmes suecos, adaptações da série, e espero um dia voltar aqui com um post falando exclusivamente dela.

Agora, os livros que li em junho foram...

O Amor nos Tempos do Ouro - Marina Carvalho

Falei em outro post como foi conhecer a Marina e agora estou aqui pra de fato falar o que eu achei do livro. Ambientado em Minas Gerais, por volta dos anos 1730, O Amor nos Tempos do Ouro conta a história de Cécile, uma jovem que acabou de perder a família e se vê obrigada pelo tio, seu único parente vivo, a casar com Euclides da Cunha, um homem rico e também cruel, dono de escravos. Para levar a moça da casa do tio até ao noivo, Fernão, um explorador, foi contratado. Durante a viagem, Cécile e Fernão se aproximam e aí já dá pra formar a torcida para que eles fiquem juntos.

A protagonista é o tipo de mocinha que eu gosto, porque ela é determinada, teimosa (haha), e a do tipo que se salva, não fica esperando uma ação só do mocinho. ;)

Eu gostei bastante da escrita da Marina, mesmo usando a linguagem da época, é muito fácil se prender na leitura. Cada capítulo começa com um trecho de uma poesia - o que eu achei muito interessante - e ela ainda mescla esses capítulos narrados em terceira pessoa com trechos do diário de Cécile.

Só teve uma coisa lá pelo final que me deixou triste - e sem entender a motivação pra tal acontecimento, porque me pareceu que era só pra ser triste mesmo. Mas quando eu achava que sabia o que ia acontecer (e já estava até ficando com raiva), a Marina me surpreendeu. Como vi que vai ter uma continuação, espero que as consequências desse ~acontecimento~ sejam exploradas, e que a autora continue me surpreendendo positivamente. Acho que vocês deviam ler também, pra eu não sofrer sozinha esperando o próximo livro, haha.


Depois de Você - Jojo Moyes

Eu gostei muito de Como Eu Era Antes de Você, e não pude deixar de ficar animada ao ver que a continuação (e o filme, que mal posso esperar pra ver) foi lançada. E justamente por ser continuação, essa minha opinião aqui conterá spoilers do primeiro livro.

No começo, a leitura fluiu super bem, estava curiosa para saber o que a Lou faria da vida, agora sem o Will. E ela está bem perdida - a família não fala com ela porque não consegue aceitar a sua participação na morte do Will, ela trabalha num bar com um chefe horroroso, mora num apartamento mal mobilhado, e claro, ainda não superou o ex. Alguns acontecimentos desse começo me deixaram empolgadíssima - como o aparecimento de Lily, a filha de Will.

Mas desse ponto em diante o livro passa tanto tempo falando dos problemas da Lily, e a Louisa deixa a vida estagnar por se sentir responsável pela menina... Que olha, fui ficando desinteressada e com raiva. Não cogitei abandonar a leitura porque ainda tinham algumas partes boas, como todo o grupo de apoio e como eles lidam com o luto, a família da Lou - a mãe dela feminista é uma das melhores partes! - e o Sam, o interesse amoroso.

Ao chegar no final, descobri que o livro que eu esperava - a Louisa seguindo com a vida mesmo - talvez fique para um próximo, foi deixado um gancho ali no último capítulo. Mas na verdade eu nem sei se quero outro livro, porque o que eu senti é que deveria ter ficado só no Como Eu Era Antes de Você. :/


E vocês, leram muito esse mês?

25.6.16

Lendas do Crime


24 filmes para 2016Tema: Biográfico


Lendas do Crime
Dirigido por:
Brian Helgeland
Elenco: Tom Hardy, Emily Browning, Taron Egerton
Duração: 2h12
Gênero: Biografia, drama
Os gêmeos Ronald Kray e Reginald Kray (Tom Hardy) foram gangsters que aterrorizavam Londres na década de 60. Por trás de inúmeros assaltos à mão armada, ataques e assassinatos, eles ainda eram donos de uma das casas noturnas mais famosas da cidade. Baseado no livro "The Profession of Violence: The Rise and Fall of the Kray Twins" de John Pearson, que conta a história real dos gêmeos Kray. [FILMOW]
Tom Hardy em dose dupla - foi essa a minha principal motivação para assistir ao filme, e ele não me decepcionou na pele dos gêmeos Ronnie e Reggie Kray.

Os Kray eram gangsters na Inglaterra, durante os anos 60. Cometiam crimes, eram donos de clubes, subornavam policiais, políticos e eram envolvidos com famosos. O filme começa com eles já estabelecidos e os acompanha até a queda.

Eu senti que o filme deu mais destaque ao Reggie, principalmente porque a narradora do filme é Frances (papel de Emily Browning), sua namorada, então grande parte da história é dedicada ao romance dos dois. Gostei muito dela (e de seu visual, o figurino era lindo) e a personagem me surpreendeu no fim do filme. Já Ronnie, que era esquizofrênico, fazia várias "burradas" que sobravam para o irmão tentar consertar.

Achei a primeira meia hora um tanto quanto lenta, mas depois estava entretida, principalmente quando foi chegando no final, em que eu mal percebi o tempo passar. E, sabendo que ambos personagens eram interpretados pelo mesmo ator, eu prestava atenção redobrada nas cenas em que eles apareciam lado a lado - e essas foram bem poucas, talvez porque em todas dê pra perceber algo um pouco esquisito...? Não ficou uma junção a la Orphan Black não, mas não foi nada que prejudicasse o filme, haha.

Apesar de serem os protagonistas, não consegui torcer pelos Kray. Me interessei pela história, sim, mas achei que o desfecho foi justo. A única personagem que despertou minha simpatia foi a Frances, que eu penso que não merecia estar no meio disso tudo.



E se você gosta de filmes, aproveito para recomendar uma tag que a Ana Carolina começou no blog dela, a Netflix Além. Eu participei desse primeiro post, e falei o que achei do filme Shame, protagonizado pelo Michael Fassbender. E sim, é aquele em que ele aparece como veio ao mundo! Só passar lá pra ler. :)