31.12.15

Reading Challenge 50/50


   Um livro que originalmente foi escrito em outra língua

A Maldição da Pedra

A Maldição da Pedra – Cornelia Funke

Sobre o que é: Quando o pai dos irmãos Reckless some, Jacob, o mais velho, acaba descobrindo onde ele foi parar – em seu escritório, havia um espelho que é portal para um mundo mágico. Jacob acaba passando muito tempo no mundo do espelho, e um dia seu irmão, Will, acaba o seguindo. Isso não acaba em coisa boa, já que Will é ferido por um goyl – homens que são feitos de pedra – e agora está em um processo de metamorfose, com sua pele dando lugar ao jade, e Jacob fará de tudo para salvá-lo.

O que eu achei: A Cornelia Funke é autora de uma das minhas trilogias favoritas – Mundo de Tinta, que começa com Coração de Tinta – e eu confesso que tinha expectativas para esse livro por causa disso. E felizmente não fui decepcionada! Logo já estava entretida em mais um mundo mágico que ela me deixa com vontade de poder visitar – também cheio de referências a coisas conhecidas, nesse caso, os contos de fadas. Gostei muito dos personagens, em pouco tempo já estava apegadíssima ao Jacob e ao Will! Adoro também essas histórias que fazem uma releitura de contos de fadas ou usem elementos destes – mais do que os próprios contos de fadas em si – e juntando essas poucas menções com o que a Cornelia criou, eu não tenho nada do que reclamar, senão talvez que o livro seja tão curto e agora eu tenha que correr pra ler a continuação e ainda ficar esperando o restante da série ser lançada. :(

 

   Um livro que você tinha que ter lido na escola mas não leu

Capitães da Areia

Capitães da Areia – Jorge Amado

Sobre o que é: No livro, é possível acompanhar a vida de meninos que moram num trapiche abandonado, em Salvador, na Bahia. Sob a chefia de Pedro Bala, os Capitães da Areia levam suas vidas em meio aos furtos, golpes e estupros, ignorados pela sociedade rica.

O que eu achei: Esse livro foi leitura obrigatória no meu Ensino Médio, por causa do vestibular. E nessa época eu lia alguns, não lia os outros… Capitães da Areia foi um dos que eu li o resumo. Eu já tinha tentado ler o livro umas duas vezes antes, mas acabei largando no comecinho, apesar de achar, que entre todos os livros “obrigatórios” esse era um dos mais interessantes. E não estava enganada. Achei muito bom mesmo, o começo é meio arrastado, mas com um pouquinho de persistência dessa vez não demorou muito e eu já estava envolvida na história. Que é bem triste, pra ser sincera. Como o autor nos mostra o ponto de vista dos meninos, é meio de cortar o coração a situação deles – em sua maioria órfãos, e sem a ajuda de ninguém, eles não têm outras opções na vida. Com a chegada de Dora – a única menina que integrou o grupo – o livro chegou a me lembrar um pouco Peter Pan, numa versão mais trágica e infelizmente mais real. Acabei gostando mesmo do livro, bem mais do que imaginei que fosse gostar lá no Ensino Médio, e fico muito grata de poder ter lido só pensando na história e não numa futura prova, haha.

 

   Um livro de um autor que você ama que ainda não leu

O Teorema KatherineO Teorema Katherine – John Green

Sobre o que é: Colin é um ex-prodígio, viciado em anagramas. Para atribuir mais uma característica incomum, ele só namora com meninas chamadas Katherine. Já foram 19, e todas elas terminaram com ele. Ao término do relacionamento com a K-19, ele e o melhor amigo, Hassan, saem em uma viagem pelo país, onde Colin tem seu momento eureca: ele irá criar um teorema capaz de prever quando um relacionamento vai terminar.

O que eu achei: Lá em 2012, eu descobri o John Green e li quase todos os livros dele, ainda quando só “Quem é você, Alasca?” existia em português. O Teorema Katherine foi um desses quase, e o livro já está tão velho que por mais que esteja intacto, já não possui mais aquele cheiro de novo. Enfim, o livro segue o mesmo padrão dos livros do John: menino nerd socialmente desajeitado + melhor(es) amigo(s) que serão o alívio cômico + uma garota que será incrivelmente legal. Acho que só em A Culpa é das Estrelas ele desvia dessa receita. Ainda assim, mesmo sendo meio batido, eu ainda gosto dos livros do tio Verde. A leitura flui, eu gosto do jeito que ele escreve, e aí quando fui ver, tinha lido o livro num dia só. Gostei que nesse a narrativa é em terceira pessoa, cheio das notas de rodapé (melhor coisa no livro, haha), e que apesar de falar sobre matemática é fácil de entender. Fiquei curiosa pra ler em inglês, porque queria ver como é que ficavam os anagramas e o sotaque caipira do pessoal todo. Pelos comentários que diziam que esse era o pior livro do John, até que eu gostei. 

 

   Um livro que você tem mas que nunca leu

Will GraysonWill Grayson, Will Grayson – John Green e David Levithan

Sobre o que é: Em uma esquina de Chicago, dois meninos acabam se encontrando – e a coincidência é que ambos se chamam Will Grayson. Daí em diante, a vida dos dois acaba se entrelaçando.

O que eu achei: Continuando com o John Green, para acabar o quase citado acima, meu exemplar de Will Grayson, Will Grayson se encontra no mesmo estado de seu colega de estante O Teorema Katherine. E quando realmente peguei pra ler, acabei em um dia. Esse livro é uma parceria do Green com o David Levithan – que eu já conhecia também – cada um escrevendo um capítulo de um Will. Nem preciso dizer que o Will do John segue o padrão acima mencionado, né? O Will do David é depressivo, gay, escreve tudo em letras minusculas. E não querendo desmerecer o personagem, mas quando ele apareceu, achei meio forçado (e só conseguia comparar com o twitter do Kylo Ren emo). Mas logo depois eu comecei a gostar bastante desse will grayson, tanto que quando chegava nos capítulos do Will Grayson eu já queria pulá-los (mas não fiz isso). Achei meio propaganda enganosa isso dos dois se encontrarem, porque eles nem interagiram muito e eu esperava mais. Mas aí entra o Tiny Cooper, que é o elo entre ambos Will Grayson e possivelmente o melhor personagem do livro, hahaha. Gostei. :)

 

   Um livro no fim da sua lista de leitura

A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista - Jennifer E. Smith

Sobre o que é: Hadley precisa ir para Londres, mas acaba perdendo seu voo. Enquanto espera o próximo, conhece Oliver, um britânico que lhe fará companhia na viagem. Passado em um dia, conforme o título sugere, será que é possível se apaixonar tão rápido assim?

O que eu achei: Esse livro estava lá embaixo na lista de prioridades, várias vezes dizia que ia ler mas não lia. E aí quando li acabei tão rápido quanto o perído em que se passa a história. E por mais que a sinopse queira me enganar com essa do romance, foi mais um “lidando com o divórcio dos meus pais” (vide O Que Aconteceu Com o Adeus). E mais uma vez eu nem liguei pro garoto, queria ver era a Hadley fazendo as pazes com o pai. Mas até que tudo foi bonitinho, se bem que eu achei meio enrolado (qual a dificuldade de pedir o número de celular da pessoa, gente?). Me deixou com vontade de viajar – e nem faço questão da companhia de alguém legal como o Oliver, mas se acontecer… :)

 

E eu não tô acreditando que acabei esse Reading Challenge, gente! Meu Deus, que correria! Depois farei um post pra dizer o que achei disso tudo, haha.

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