20.12.15

Reading Challenge 40/50


   Um livro que foi lançado no ano em que você nasceu

O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding

Sobre o que é: Um ano na vida de Bridget Jones – uma mulher de 30 anos que quer muito emagrecer, parar de fumar, beber menos e encontrar um namorado.

O que eu achei: Minha primeira reação foi a total descrença: Esse livro não pode ser de 1996, não é tão velho assim! Bom, acontece que é. E eu achei que ainda se mantém bastante atual – talvez se fosse hoje em dia tivesse menos “secretária eletrônica”, mas ainda assim… Achei um livro bastante engraçado, várias vezes eu já começava a rir no cabeçalho de cada capítulo, que sempre começava com o peso, unidades alcoólicas tomadas, cigarros fumados, calorias e ás vezes alguma outra informação. Adorei a Bridget, sempre atrapalhada. Só achei que teve muito Daniel – talvez pelo fato de eu não ter gostado dele – e pouco Sr. Darcy. O final foi um pouco corrido na minha opinião, mas não chegou a prejudicar o que eu achei do livro. Até reassisti o filme – que eu sequer lembrava – e, achei que neste ficou mais perceptível a inspiração em Orgulho e Preconceito. :)


   Um livro de não-ficção

Bling Ring – A Gangue de Hollywood – Nancy Jo Sales

Sobre o que é: A jornalista Nancy Jo Sales entrevistou os membros da Bling Ring, uma gangue de jovens que assaltavam casas de celebridades. No livro ela conta sobre os envolvidos e sobre os roubos que cometeram.

O que eu achei: Uma coisa que se precisa ter em mente ao ler esse livro é que a cultura americana é bastante diferente da nossa. Lembro que quando estive nos Estados Unidos, estranhei demais coisas como o ônibus não ter catraca, o self checkout (caixa do supermercado sem atendente), algumas pessoas deixarem a porta aberta… Enfim, coisas que são dificeis de ser imaginar fazendo no Brasil. Ao ler a sinopse de Bling Ring, eu fiquei até um pouco surpresa, pensando “nossa, mas como eles, adolescentes, conseguiam entrar na casa das celebridades?”. Bom, as celebridades deixavam a porta aberta e o alarme desligado, porque nunca pensaram que poderiam ser roubadas. O que parece meio absurdo, até lembrar que era os Estados Unidos.
Foi uma leitura interessante. A Nancy Jo Sales apresenta bem os integrantes da Bling Ring, assim como os roubos – a casa de quem, quando e como. Também inclui vários dados de pesquisas e estudos, tentando justificar o comportamento dos jovens, porque essa obsessão em querer ser famoso, em ter o que aquelas pessoas tinham – e também que mesmo essas pessoas tendo muito, elas não deixam de ser as vítimas. Até bateu aquelas curiosidades e eu dei uma pesquisadinha nas entrevistas que a autora citava no livro, mas não sei se isso é forte o suficiente para me fazer ver o filme.


   Uma peça

A Megera Domada – William Shakespeare

Sobre o que é: Catarina acaba afastando todos os homens com suas palavras. O problema é que Bianca, sua irmã mais nova, tem vários pretendentes, mas ela não poderá se casar antes de Catarina. Entra então Petruchio, que de olho no dote de Catarina, pretende “domar a megera”.

O que eu achei: Gosto muito de outra comédia do Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão, então, por que não ler outra? Ainda mais A Megera Domada, que foi inspiração para 10 Coisas que Eu Odeio em Você. Acontece que eu não gostei tanto quanto achei que ia gostar. Tem bastante foco no casamento e em como Petruchio consegue “domar” Catarina, que é a megera. Algumas partes foram engraçadas, mas – e aqui eu entendo que parte muito da época em que foi escrito – essa mensagem da mulher ter que ser submissa ao marido me incomodou muito! Acho melhor me manter nas adaptações, haha.




   Um livro que se passa num lugar que você sempre quis visitar

Todo Garoto Tem – Meg Cabot

Sobre o que é: Por causa de diferenças religiosas entre suas famílias, Mark e Holly decidem “fugir” para se casar na Itália. Junto com eles, vão Cal e Jane, os melhores amigos e padrinhos de cada um, respectivamente. Só tem o pequeno problema de que o Cal já vai se dizendo contra a instituição do casamento, o que faz com que Jane – toda romântica – não o suporte. A história é toda registrada no diário de viagem de Jane, no palmtop de Cal, ou pelas trocas de e-mails entre os personagens.

O que eu achei: Eu não estava bem planejando reler esse livro, mas aconteceu. Junto com a série A Mediadora, é um dos meus favoritos da Meg Cabot e eu acho que já o li umas quatro vezes… Simplesmente adoro o jeito da Jane toda deslumbrada com a Itália e com o casamento dos amigos! E isso só perde pro jeito que ela odeia o Cal, que também tem seus momentos em seu palmtop. É aquele clichêzão de “hmmm, então eles se odeiam, nooossa, nem imagino como isso irá terminar”, mas eu não nego que adoro isso. Gosto bastante do formato, de ser todo “escrito”, seja no diário da Jane, no palmtop do Cal ou em e-mails. Fico pensando no que a Meg faria com a tecnologia de hoje, haha. Quanto ao lugar, só fui pesquisar Le Marche por causa dessa história (lá na primeira vez que li, há alguns anos) e fiquei bastante interessada, passar alguns dias para olhar (o centro histório de Urbino, com o Palazzo Ducale, por exemplo), apesar de acho que ia querer me manter em Roma!


   Um livro com personagens que não são humanos

O Hobbit – J.R.R Tolkien

Sobre o que é: Bilbo Bolseiro é um hobbit que não se aventurava – até que Gandalf, o mago, o recruta para a companhia dos anões, que precisam de um ladrão para recuperar o seu tesouro de Smaug, um dragão perigoso.

O que eu achei: Eu só tinha visto os filmes e wow, eles realmente esticaram isso para essas adaptações, não?! Esse foi o primeiro livro do Tolkien que li (assim como O Hobbit foi o primeiro filme desse universo que eu realmente vi), e eu confesso que estava esperando algo… Chato. O que não foi e realmente me surpreendeu. Gostei muito da narrativa, achei muito bem humorada! Me fez até simpatizar mais com o Bilbo, haha. Só queria ter lido antes dos filmes, porque senti que não sobrou nenhuma surpresa na história (e se eu tivesse feito o contrário, teria dado certo, porque eles acrescentaram muuitas coisas nos filmes).

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