31.12.15

Reading Challenge 50/50


   Um livro que originalmente foi escrito em outra língua

A Maldição da Pedra

A Maldição da Pedra – Cornelia Funke

Sobre o que é: Quando o pai dos irmãos Reckless some, Jacob, o mais velho, acaba descobrindo onde ele foi parar – em seu escritório, havia um espelho que é portal para um mundo mágico. Jacob acaba passando muito tempo no mundo do espelho, e um dia seu irmão, Will, acaba o seguindo. Isso não acaba em coisa boa, já que Will é ferido por um goyl – homens que são feitos de pedra – e agora está em um processo de metamorfose, com sua pele dando lugar ao jade, e Jacob fará de tudo para salvá-lo.

O que eu achei: A Cornelia Funke é autora de uma das minhas trilogias favoritas – Mundo de Tinta, que começa com Coração de Tinta – e eu confesso que tinha expectativas para esse livro por causa disso. E felizmente não fui decepcionada! Logo já estava entretida em mais um mundo mágico que ela me deixa com vontade de poder visitar – também cheio de referências a coisas conhecidas, nesse caso, os contos de fadas. Gostei muito dos personagens, em pouco tempo já estava apegadíssima ao Jacob e ao Will! Adoro também essas histórias que fazem uma releitura de contos de fadas ou usem elementos destes – mais do que os próprios contos de fadas em si – e juntando essas poucas menções com o que a Cornelia criou, eu não tenho nada do que reclamar, senão talvez que o livro seja tão curto e agora eu tenha que correr pra ler a continuação e ainda ficar esperando o restante da série ser lançada. :(

 

   Um livro que você tinha que ter lido na escola mas não leu

Capitães da Areia

Capitães da Areia – Jorge Amado

Sobre o que é: No livro, é possível acompanhar a vida de meninos que moram num trapiche abandonado, em Salvador, na Bahia. Sob a chefia de Pedro Bala, os Capitães da Areia levam suas vidas em meio aos furtos, golpes e estupros, ignorados pela sociedade rica.

O que eu achei: Esse livro foi leitura obrigatória no meu Ensino Médio, por causa do vestibular. E nessa época eu lia alguns, não lia os outros… Capitães da Areia foi um dos que eu li o resumo. Eu já tinha tentado ler o livro umas duas vezes antes, mas acabei largando no comecinho, apesar de achar, que entre todos os livros “obrigatórios” esse era um dos mais interessantes. E não estava enganada. Achei muito bom mesmo, o começo é meio arrastado, mas com um pouquinho de persistência dessa vez não demorou muito e eu já estava envolvida na história. Que é bem triste, pra ser sincera. Como o autor nos mostra o ponto de vista dos meninos, é meio de cortar o coração a situação deles – em sua maioria órfãos, e sem a ajuda de ninguém, eles não têm outras opções na vida. Com a chegada de Dora – a única menina que integrou o grupo – o livro chegou a me lembrar um pouco Peter Pan, numa versão mais trágica e infelizmente mais real. Acabei gostando mesmo do livro, bem mais do que imaginei que fosse gostar lá no Ensino Médio, e fico muito grata de poder ter lido só pensando na história e não numa futura prova, haha.

 

   Um livro de um autor que você ama que ainda não leu

O Teorema KatherineO Teorema Katherine – John Green

Sobre o que é: Colin é um ex-prodígio, viciado em anagramas. Para atribuir mais uma característica incomum, ele só namora com meninas chamadas Katherine. Já foram 19, e todas elas terminaram com ele. Ao término do relacionamento com a K-19, ele e o melhor amigo, Hassan, saem em uma viagem pelo país, onde Colin tem seu momento eureca: ele irá criar um teorema capaz de prever quando um relacionamento vai terminar.

O que eu achei: Lá em 2012, eu descobri o John Green e li quase todos os livros dele, ainda quando só “Quem é você, Alasca?” existia em português. O Teorema Katherine foi um desses quase, e o livro já está tão velho que por mais que esteja intacto, já não possui mais aquele cheiro de novo. Enfim, o livro segue o mesmo padrão dos livros do John: menino nerd socialmente desajeitado + melhor(es) amigo(s) que serão o alívio cômico + uma garota que será incrivelmente legal. Acho que só em A Culpa é das Estrelas ele desvia dessa receita. Ainda assim, mesmo sendo meio batido, eu ainda gosto dos livros do tio Verde. A leitura flui, eu gosto do jeito que ele escreve, e aí quando fui ver, tinha lido o livro num dia só. Gostei que nesse a narrativa é em terceira pessoa, cheio das notas de rodapé (melhor coisa no livro, haha), e que apesar de falar sobre matemática é fácil de entender. Fiquei curiosa pra ler em inglês, porque queria ver como é que ficavam os anagramas e o sotaque caipira do pessoal todo. Pelos comentários que diziam que esse era o pior livro do John, até que eu gostei. 

 

   Um livro que você tem mas que nunca leu

Will GraysonWill Grayson, Will Grayson – John Green e David Levithan

Sobre o que é: Em uma esquina de Chicago, dois meninos acabam se encontrando – e a coincidência é que ambos se chamam Will Grayson. Daí em diante, a vida dos dois acaba se entrelaçando.

O que eu achei: Continuando com o John Green, para acabar o quase citado acima, meu exemplar de Will Grayson, Will Grayson se encontra no mesmo estado de seu colega de estante O Teorema Katherine. E quando realmente peguei pra ler, acabei em um dia. Esse livro é uma parceria do Green com o David Levithan – que eu já conhecia também – cada um escrevendo um capítulo de um Will. Nem preciso dizer que o Will do John segue o padrão acima mencionado, né? O Will do David é depressivo, gay, escreve tudo em letras minusculas. E não querendo desmerecer o personagem, mas quando ele apareceu, achei meio forçado (e só conseguia comparar com o twitter do Kylo Ren emo). Mas logo depois eu comecei a gostar bastante desse will grayson, tanto que quando chegava nos capítulos do Will Grayson eu já queria pulá-los (mas não fiz isso). Achei meio propaganda enganosa isso dos dois se encontrarem, porque eles nem interagiram muito e eu esperava mais. Mas aí entra o Tiny Cooper, que é o elo entre ambos Will Grayson e possivelmente o melhor personagem do livro, hahaha. Gostei. :)

 

   Um livro no fim da sua lista de leitura

A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista - Jennifer E. Smith

Sobre o que é: Hadley precisa ir para Londres, mas acaba perdendo seu voo. Enquanto espera o próximo, conhece Oliver, um britânico que lhe fará companhia na viagem. Passado em um dia, conforme o título sugere, será que é possível se apaixonar tão rápido assim?

O que eu achei: Esse livro estava lá embaixo na lista de prioridades, várias vezes dizia que ia ler mas não lia. E aí quando li acabei tão rápido quanto o perído em que se passa a história. E por mais que a sinopse queira me enganar com essa do romance, foi mais um “lidando com o divórcio dos meus pais” (vide O Que Aconteceu Com o Adeus). E mais uma vez eu nem liguei pro garoto, queria ver era a Hadley fazendo as pazes com o pai. Mas até que tudo foi bonitinho, se bem que eu achei meio enrolado (qual a dificuldade de pedir o número de celular da pessoa, gente?). Me deixou com vontade de viajar – e nem faço questão da companhia de alguém legal como o Oliver, mas se acontecer… :)

 

E eu não tô acreditando que acabei esse Reading Challenge, gente! Meu Deus, que correria! Depois farei um post pra dizer o que achei disso tudo, haha.

Abracadabra


  24 filmes para 2015Tema: Bruxas

Abracadabra


Winnie (Bette Midler), Sarah (Sarah Jessica Parker) e Mary (Kathy Najimy) são três bruxas do século XVII, que chegam ao século XX após seus espíritos serem evocados no Dia das Bruxas. Banidas há 300 anos devido à prática de feitiçaria, elas estão dispostas a tudo para garantir sua juventude e imortalidade. Porém precisarão enfrentar três crianças e um gato falante, que podem atrapalhar seus planos.

Esse é um daqueles filmes que reprisava toda hora no Disney Channel e ainda assim eu fui capaz de não assistir, em nenhuma das vezes. Escapei até da Sessão da Tarde. Lembro de uns pedacinhos que eu cheguei a assistir, mas foi isso.

Mas agora foi! E adorei os personagens – principalmente a Dani, ô menininha esperta! E o Thackery Binx, garoto transformado em gato, que também foi um dos amorzinhos do filme, haha.

Achei as bruxas mais engraçadas do que assustadoras – o que foi elas perdidas por estarem 300 anos no “futuro”? E achei a Sarah Jessica Parker irreconhecível, se não tivesse visto depois que era ela não ia saber.

Gostei bastante do filme e agora me pergunto porque não o assisti antes. As próximas reprises que me aguardem, haha.

 

 

E eu falhei miseralvemente em postar dois filmes por mês, mas juro que assisti os 24. E sendo assim, achei melhor postar sobre eles fora das datas e concluir o projeto. :) Que em 2016 dê tudo certo!

Piratas Pirados


  24 filmes para 2015Tema: Piratas

Piratas Pirados

 

O Capitão Pirata (Hugh Grant) é um dos mais trapalhões piratas dos sete mares e sua maré de azar anda incomodando. O pior é que ele é louco para derrotar seus rivais Black Bellamy (Jeremy Piven) e Cutlass Liz (Salma Hayek) na premiação Piratas do Ano, mas sua tripulação pra lá de doida atrapalha mais do que ajuda. Para completar, o capitão vai ter que encarar uma enfezada Rainha Victoria (Imelda Staunton) na companhia do famoso pesquisador Charles Darwin (David Tennant).


Eu não estava dando nada por esse filme, mas na verdade acabei gostando.

Feito em stop-motion (e só me lembra A Fuga das Galinhas, porque é dos mesmos criados), o filme é todo fofo, me fez querer bonequinhos dos personagens, haha.

E tem momentos engraçados – porque veja, o Capitão Pirata é meio que um fracasso nessa coisa de saquear, mas apesar disso, ele é bem amado por sua tripulação. Quem acaba levando esses piratas pra aventura é a Polly, a papagaia – que nem papagaia é – e o Charles Darwin. A grande vilã é a Rainha Vitória, que odeia piratas.

E ainda que a dublagem esteja boa, as vozes originais são de atores britânicos conhecidos – como o Hugh Grant, Martin Freeman e David Tennant -  e dá para reconhecê-los, haha.

Recomendo pra quem quiser uma animação pra passar o tempo – e tem na Netflix. ;)

29.12.15

O Lobo Atrás da Porta


  24 filmes para 2015Tema: Cinema Brasileiro

O Lobo Atrás da Porta
Numa delegacia, um homem (Milhem Cortaz), sua mulher (Fabíula Nascimento) e a amante dele (Leandra Leal) são interrogados. Arrancados pacientemente pelo detetive (Juliano Cazarré), um após o outro, seus depoimentos vão tecendo uma trama de amor passional, obsessão e mentiras que levará a um final completamente inesperado.
Primeira coisa que devo dizer desse filme é que adorei os planos utilizados. Essa coisa de esconder o personagem, ou mostrá-los muito de pertinho… Acho que contribuiu para o suspense.

Sei que o filme foi baseado numa história real – aparentemente fizeram até Linha Direta do caso, mas eu não o conhecia, então para mim foi tudo surpresa.

Não é uma história leve, já que se trata de um crime – o desaparecimento da filha do casal. E o que provocou tudo foi esse caso extraconjugal de Bernardo com Rosa. Bernardo, que foi por mim o personagem mais odiado nesse filme inteiro, fiquei com um nojo dele – ainda que ele não tenha sido o único culpado.

Achei que tem momentos que o filme se arrasta um pouco, poderia ser menor, mas isso não fez com que eu perdesse o interesse, já que eu queria saber como que o “mistério” era resolvido. E o final me surpreendeu – e me chocou – um pouco também.

Gostei das atuações – gostei do Juliano Cazarré, ainda que em um papel pequeno, já que confesso que estava acostumada com ele dos papéis cômicos nas novelas. Leandra Leal também estava muito bem na pele da Rosa.

Recomendo pra quem quiser fugir das comédias nacionais, mas que não se importa com um roteiro com essa pegada Linha Direta, porque pode ser um pouco perturbador.

26.12.15

A Princesa Prometida


  24 filmes para 2015Tema: Medieval

A Princesa Prometida


Um avô lê um conto de fadas ao seu neto, com direito a uma linda princesa, lutas de esgrima e gigantes. A história do livro se baseia na vida da princesa Buttercup (Robin Wright), que é apaixonada por um jovem camponês. Após fazerem com que acredite que ele morreu, ela decide se casar com um príncipe, que logo se mostra malvado. No dia do casamento uma gangue a rapta e ela descobre que dentre seus sequestradores está o camponês. A partir daí os dois terão que enfrentar muitas coisas para finalmente ficarem juntos.

Título alternativo: Bia finalmente entendeu os gifs desse filme e agora os usará nesse post.

Já tinha ouvido falar muito desse filme – incluindo várias piadas e referências lá no Tumblr as quais eu não entendia – e aí finalmente decidi assistir! E que filme bonitinho, gente. É bem Sessão da Tarde mesmo, não há como negar. E não pode ser levado muito a sério…

- Eu tenho uma corda aqui… Mas acho que você não vai aceitar minha ajuda… Já que só estou esperando para te matar.
- Isso degrada nossa relação.
- Mas eu prometo que não vou te matar até você chegar ao topo.


No maior sentido “é tão ridículo que chega a ser engraçado”. Mas eu achei um amor! Assim, a relação dos supostos vilões com o mocinho, porque os vilões de verdade merecem sofrer, haha.

O casal é legal também…? Só a Buttercup que me fez gritar uns “Faz alguma coisa, não fica aí só olhando!”, mas na verdade eu gostei muito dela e do convencido Westley. :)

Um dos meus personagens favoritos é o Inigo, e acho que o de todo mundo também, hahaha. Tem a frase clássica dele, que é impossível não decorar ao final do filme:

Olá. Meu nome é Inigo Montoya. Você matou o meu pai. Prepare-se para morrer.

Ainda tem aquilo de que a história é um livro que o avô está lendo para o neto, e é muito fofo ver no final como o neto se empolga e passa a gostar mais do avô.

Adorei o filme, até quero ver mais vezes. E agora para terminar esse post…

Como quiser.

Neste dia, ela ficou espantada ao perceber que quando ele dizia “Como quiser”, o que ele queria dizer era, “Eu te amo.”

25.12.15

Reading Challenge 45/50


   Um livro com mais de 100 anos

O Mágico de Oz

O Mágico de Oz – L. Frank Baum

Sobre o que é: Um ciclone acaba por levar a casa de Dorothy – com ela e seu cachorro totó dentro – para a Terra de Oz. Lá, ela descobre que para voltar para o Kansas, será preciso até a Cidade das Esmeraldas e pedir ajuda para o Mágico. No caminho, ela faz amigos – o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão – que também tem pedidos para fazer para o Mágico. Mas a jornada não é tão simples quanto parece… 

O que eu achei: Wicked é um dos meus musicais favoritos – e ele foi baseado em um livro (Maligna, de Gregory Maguire), que por sua vez, foi baseado em O Mágico de Oz. Quero ler Maligna, e por isso, achei que seria bom ler o clássico. Já conhecia a história, tendo visto o filme e outras adaptações, mas foi interessante ler o livro e pegar as referências, entender de onde surgiram certas coisas nessas outras obras. Além disso, serviu para me mostrar que algumas certezas – como a Bruxa Má do Oeste ser verde – não vêm do livro, haha. É uma história muito bonitinha, eu só sinto que fui “corrompida” por todas essas releituras, e por causa disso não consigo simpatizar muito com o Mágico em si, haha.


   Um livro banido

As Vantagens de ser Invisível

As Vantagens de ser Invisível – Stephen Chbosky

Sobre o que é: O livro é o conjunto de cartas que Charlie escreve para um amigo. Nelas, ele aborda assuntos como novas amizades, relacionamentos, sexo e drogas. Não se sabe se o destinatário da carta existe, mas como leitor, é fácil se encaixar nesse papel e se preocupar com a vida de Charlie.

O que eu achei: Ouvi tanta gente falando bem desse livro e do filme, mas até então não tinha visto nenhum dos dois. E fiquei decepcionada. O livro me deu a impressão de que não vai a lugar nenhum, sabe? Ainda que um ano da vida de Charlie seja contado, é muito focado nos sentimentos – é só como ele sente em relação aos amigos, aos pais, aos irmãos… E os amigos que ele arruma, a Sam e o Patrick, fazem muito o estilo de “nossa, eu bebo e uso drogas, olha como eu sou legal”. Eu cheguei a pensar que o Charlie pudesse ter algum transtorno, já que ele é muito introvertido e inocente, mas isso não fica claro no livro. O final ajuda a entender porque ele é assim, e foi realmente a única parte do livro que me surpreendeu – e não me fez gostar do livro, porque infelizmente foi uma revelação triste. Perdi até a vontade de ver o filme. :/


   Um livro que um amigo recomendou

Fundação

Fundação – Isaac Asimov

Sobre o que é: Hari Seldon, com sua psico-história, preve que o Império Galáctico irá cair. Com isso, uma equipe de cientistas é colocada em um planeta, Terminus, para escrever a Enciclopédia Galáctica – o que, segundo Seldon, poderia atenuar a queda do império. Estava formada a Fundação.

O que eu achei: Estava há mais de um ano enrolando para ler esse livro. Do Asimov, já tinha lido “Eu, Robô”, e ainda acho que as Três Leis da Robótica – e como elas foram aplicadas nesse livro – são fantásticas. Fundação não me empolgou tanto. Achei a história interessante, mas, dividido em cinco partes, o livro dá uns saltos na história, o que me deixou um pouco confusa. Não tem protagonistas claros, já que cada parte se passa numa época diferente. E além disso, o livro envolve bastante política. Ainda que esse primeiro livro não tenha me agradado tanto, acabei me interessando por essa sociedade que Asimov criou e ficando curiosa para ler o resto da série. :)


   Um livro que te assusta

O Fantasma da Ópera

O Fantasma da Ópera – Gaston Leroux

Sobre o que é: Uma figura assombra a Ópera de Paris, fazendo várias exigências que os diretores têm que cumprir. Uma dessas exigências era em favor da jovem cantora Christine Daaé, por quem o Fantasma é apaixonado. Mas ele não é o único que deseja Christine, já que Raoul, o Visconde de Chagny e antigo amigo de infância da cantora chega para completar o triângulo amoroso.

O que eu achei: Quando eu tinha uns nove anos, assisti ao filme musical. Dizer que eu fiquei com medo é um eufemismo, eu fiquei com um pavor que nenhum outro filme, nem mesmo os de terror, tinham conseguido provocar. Tanto que, mesmo adorando musicais, até hoje eu nunca o reassisti. Anos depois, ao me deparar com esse tema do Reading Challenge, não consegui achar nenhum livro que realmente me assustasse e pensei que poderia encaixar o Fantasma em memória ao meu medo de infância. Mas quem disse que eu conseguia ler a noite antes de dormir? Hahaha. Ainda assim não conseguia largar o livro. Christine e Raoul são o casalzinho bonitinho, quase melosos, mas ainda assim achei impossível não torcer por eles. Erik, o Fantasma, é que uma figura que ao mesmo tempo que causa pena, também é capaz de gerar medo e horror. Mesmo com esse conflito de emoções, não dá pra ficar do lado dele. Gostei bastante do livro, e agora estou aqui tentando juntar coragem pra ver o musical de novo, só superar a máscara do Erik, isso que no filme ele é até bonito, hahaha.


   Um livro que se passa no Natal

Um Conto de Natal

Um Conto de Natal – Charles Dickens

Sobre o que é: Ebenezer Scrooge é um homem avarento, rabugento e solitário, que não poderia ligar menos para o Natal. Na véspera, ele é visitado por três fantasmas do Natal, o do passado, do presente e do futuro, que o levam por uma viagem entre visões que o fazem repensar sua vida.

O que eu achei: Eu conhecia essa história por causa do desenho com o Tio Patinhas, haha! E aí agora descobri que o nome dele em inglês é Uncle Scrooge porque foi baseado nesse livro. Achei muito bonitinha, com uma mensagem importante – que o que realmente importa são as pessoas, os sentimentos, e não os bens materiais, ainda que, como mostra a história, eles possam ser usados para fazer o bem. :) Esse foi o segundo livro do Charles Dickens que eu li – o primeiro foi Great Expectations – e eu gostei bastante, é bem curtinho, então deu pra começar e terminar nesse dia 25. Recomendo!

 

Uma semana pra acabar o ano e eu ainda tenho 4 livros pra ler. Desespero bateu aqui, haha.

24.12.15

Minhas coisas favoritas do Natal


Chegou o Natal, uma das minhas épocas favoritas do ano! Se a gente parar pra ignorar que o ano está acabando e vem aquela coisa de “Meu Deus, passou tão rápido e eu não fiz nada!” E o mais curioso é que eu gosto do Natal justamente por coisas que acho que a maioria das pessoas odeia, hahaha. Mas vamos lá… :D

Enfeites

Acho muito bonito e adoro ver um pisca-pisca! (Ainda que eu seja míope e se estiver sem óculos só vejo um borrão colorido…) Acho interessante até as seções das lojas que vendem os enfeites, haha. E aqui em São Paulo, todo ano, gosto de ir ver a decoração da Avenida Paulista. Infelizmente esse ano não teve nada. :(

Natal Paulista 2014
Ano passado estava assim... Volta, decoração da Paulista! ;-;

Ainda não tive a oportunidade, mas gostaria muito de ir para Gramado, no Rio Grande do Sul, cuja decoração natalina é notícia todo ano, haha. Também já tenho toda a viagem pra Orlando planejada pra algum futuro Dezembro, e insisto fortemente nesse mês, porque os parques da Disney enfeitados é algo que eu não gostaria de perder! Só esperar o dólar baixar, né… 

 

Músicas

A alegria já começou quando o Spotify colocou as playlists natalinas em destaque, haha. Sabe, All I Want for Christmas is You, Baby, It’s Cold Outside, Last Christmas? Sei cantar todas. Até o Então É Natal da Simone – e aparentemente eu sou a única pessoa que suporta essa música, hahaha.

 

O Grinch

O Grinch

Eu até poderia tentar dizer “filmes natalinos”, mas seria mentira. Eu só gosto de O Grinch mesmo. E assisto todo Dezembro já faz mais de dez anos, já virou tradição natalina. É um dos poucos filmes com o Jim Carrey que eu gosto, e também um dos poucos que eu faço questão de assistir dublado. E lembra quando falei da viagem pra Orlando? No parque da Universal tem o Grinchmas, toda uma comemoração com os Quem! É mais um dos motivos pelo o qual eu quero tanto ir pra lá em Dezembro, haha. 

 

Panetone/Uva Passa

Panetone

Acho que esse tópico é mais controverso que a música da Simone. A verdade é que eu adoro uva passa, como pura e durante o ano inteiro, se deixarem, haha. Sendo assim, não vejo problema com o panetone e suas frutinhas, e é uma das minhas comidas natalinas favoritas desde sempre. Só paro de comer na Páscoa, porque aí tem a Colomba Pascal. Também não tenho problema com os chocotones. Ou até aqueles de goiaba. Podem me dar um panetone de Natal, ficaria muito feliz, hahaha.

 

E quais são as coisas que vocês gostam do Natal? :) Só espero que eu não esteja sozinha nessa minha lista, haha. Um Feliz Natal pra todos!

Bling Ring - A Gangue de Hollywood


  24 filmes para 2015Tema: Hollywood

Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang). Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes, como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas, durante o dia e, pior, durante a noite. Fascinados pelo mundo glamuroso das celebridades das revistas, como Paris Hilton, e artistas como Kirsten Dunst, o grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com "os ganhos", o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites. Baseado em fatos reais.


Eu li o livro no qual o filme foi baseado, então já meio que sabia que o ia acontecer, mas não esperava um filme tão… Entediante. Nessa de mostrar os adolescentes sendo fúteis – indo a festas, bebendo, usando drogas – e roubando as casas das celebridades, o filme fica meio parado. Além disso, tem várias cenas “silenciosas”, o que me incomodou um pouco.

Ainda acho surreal ver o quão fácil era entrar na casa desses famosos – tipo a da Paris Hilton, que deixava a chave embaixo do tapete. É parte de se viver numa cultura diferente da dos EUA, mas ainda assim… Acho que depois da Bling Ring eles reforçaram a segurança.

Não consegui simpatizar com nenhum personagem, ainda que tenha gostado do elenco. A Emma Watson me convenceu, a Nicki parecia com a menina descrita no livro, desde as falas até os moletons que ela usava, haha.

Uma coisa que eu gostei foi a paisagem. As ruas e as casas (ou mansões, né) da Califórnia eram muito bonitas. Algumas das roupas e looks eram bem legais também, e várias vezes eu me peguei analisando mais isso do que a história em si, haha.

O filme se torna mais interessante no final – que só vem pra ressaltar como a gangue era inexperiente, hahaha. Bom, mas se era atenção que eles queriam, eles conseguiram, talvez não do jeito que esperavam…

23.12.15

Perdido em Marte


  24 filmes para 2015Tema: Ficção Científica

martian

O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.

Eu li o livro no qual o filme é baseado, e gostei bastante. Então estava mais do que ansiosa para assistir Perdido em Marte.

O filme foi bastante fiel ao livro. Uma coisa que achei que foi bem adaptada foi toda a parte científica. No livro tem bastante disso – ainda que bem explicado – mas no filme, mesmo estando lá, as coisas parecem mais superficiais. 

Mas uma coisa que não muda é o humor de Mark Watney, que continua lá, mesmo quando as coisas dão errado.

http://james-nat.tumblr.com/post/130496406732/yeah-i-blew-myself-up

Eu já sabia como ia terminar, mas o filme transmite a mesma aflição. Começa dar aquele desespero, de que aquilo precisa funcionar! É muito bom ver o pessoal na Terra se mobilizando para ajudá-lo. Uma coisa que eu esperava mais, no entanto, era ver mais da tripulação. Sei que originalmente eles não tinham lá muito destaque, mas achei que no filme – e com o elenco que escolheram –  o espaço deles pudesse ser aumentado. Nope, foco central no Mark Watney. O que não é ruim, porque ele carrega muito bem a história toda.

Além disso, achei o filme visualmente bonito. Todo o laranja de Marte. E toda a parte de equipamentos da Nasa onde o Mark fica, que são um pouco diferentes do que eu tinha imaginado, haha.

Eu gostei até da trilha sonora. Tem Starman do David Bowie, mas confesso que na hora só me veio a versão do Nenhum de Nós na cabeça, Astronauta de Mármore, haha.

Acabei adorando o filme, tanto quanto gostei do livro. É bem humorado, ainda que gere um nervosismo pela situação do Mark. O elenco é ótimo, e eu achei que foi uma ótima adaptação, até o que foi alterado e acrescentado foi positivo e me trouxe uma conclusão, o epílogo que eu fiquei esperando. Recomendo!

22.12.15

Grease


  24 filmes para 2015Tema: Verão


Na Califórnia na década de 50, Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), um casal de estudantes, trocam juras de amor mas se separam, pois ela voltará para a Austrália. Entretanto, os planos mudam e Sandy por acaso se matricula na escola de Danny. Para fazer gênero ele infantilmente lhe dá uma esnobada, mas os dois continuam apaixonados, apesar do relacionamento ter ficado em crise. Esta trama serve como pano de fundo para retratar o comportamento dos jovens da época.


Já falei várias vezes que gosto bastante de musicais. No entanto, apesar de conhecer as músicas de cor, eu nunca tinha visto Grease.

E agora começo a achar que poderia ter ficado só nas músicas, haha.

Não que o filme seja ruim, foi divertido de assistir. Eu só esperava mais…? E aí achei a história meio boba. O drama do Danny – não ficar com a Sandy, apesar de gostar dela, por causa de sua reputação – é tão infantil que acabou me irritando. Já queria que o casal se resolvesse logo, porque o motivo para eles não ficarem juntos era tão fácil de ser solucionado!

Além disso, temos os amigos, uma turma de meninas e uma de meninos. Com esses personagens, a história aborda outros temas, como o comportamento das meninas – a Rizzo, por exemplo, que “quer aproveitar a vida” e não tem problema em ir para o drive-in com um dos caras; gravidez, carros – e a importância de ter um carro legal – tem até racha, haha!

A trilha sonora é o que o ponto alto do filme, e foi interessante ver o contexto das músicas que eu já conhecia e gostava, como Summer Nights, Hopelessly Devoted to You, e claro, You’re the One that I Want.

Sinto que o filme todo valeu por You’re the One that I Want, haha! E enquanto eu com certeza ouvirei as músicas várias e várias vezes, já não digo que reassistirei o filme tanto assim. 

20.12.15

Reading Challenge 40/50


   Um livro que foi lançado no ano em que você nasceu

O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding

Sobre o que é: Um ano na vida de Bridget Jones – uma mulher de 30 anos que quer muito emagrecer, parar de fumar, beber menos e encontrar um namorado.

O que eu achei: Minha primeira reação foi a total descrença: Esse livro não pode ser de 1996, não é tão velho assim! Bom, acontece que é. E eu achei que ainda se mantém bastante atual – talvez se fosse hoje em dia tivesse menos “secretária eletrônica”, mas ainda assim… Achei um livro bastante engraçado, várias vezes eu já começava a rir no cabeçalho de cada capítulo, que sempre começava com o peso, unidades alcoólicas tomadas, cigarros fumados, calorias e ás vezes alguma outra informação. Adorei a Bridget, sempre atrapalhada. Só achei que teve muito Daniel – talvez pelo fato de eu não ter gostado dele – e pouco Sr. Darcy. O final foi um pouco corrido na minha opinião, mas não chegou a prejudicar o que eu achei do livro. Até reassisti o filme – que eu sequer lembrava – e, achei que neste ficou mais perceptível a inspiração em Orgulho e Preconceito. :)


   Um livro de não-ficção

Bling Ring – A Gangue de Hollywood – Nancy Jo Sales

Sobre o que é: A jornalista Nancy Jo Sales entrevistou os membros da Bling Ring, uma gangue de jovens que assaltavam casas de celebridades. No livro ela conta sobre os envolvidos e sobre os roubos que cometeram.

O que eu achei: Uma coisa que se precisa ter em mente ao ler esse livro é que a cultura americana é bastante diferente da nossa. Lembro que quando estive nos Estados Unidos, estranhei demais coisas como o ônibus não ter catraca, o self checkout (caixa do supermercado sem atendente), algumas pessoas deixarem a porta aberta… Enfim, coisas que são dificeis de ser imaginar fazendo no Brasil. Ao ler a sinopse de Bling Ring, eu fiquei até um pouco surpresa, pensando “nossa, mas como eles, adolescentes, conseguiam entrar na casa das celebridades?”. Bom, as celebridades deixavam a porta aberta e o alarme desligado, porque nunca pensaram que poderiam ser roubadas. O que parece meio absurdo, até lembrar que era os Estados Unidos.
Foi uma leitura interessante. A Nancy Jo Sales apresenta bem os integrantes da Bling Ring, assim como os roubos – a casa de quem, quando e como. Também inclui vários dados de pesquisas e estudos, tentando justificar o comportamento dos jovens, porque essa obsessão em querer ser famoso, em ter o que aquelas pessoas tinham – e também que mesmo essas pessoas tendo muito, elas não deixam de ser as vítimas. Até bateu aquelas curiosidades e eu dei uma pesquisadinha nas entrevistas que a autora citava no livro, mas não sei se isso é forte o suficiente para me fazer ver o filme.


   Uma peça

A Megera Domada – William Shakespeare

Sobre o que é: Catarina acaba afastando todos os homens com suas palavras. O problema é que Bianca, sua irmã mais nova, tem vários pretendentes, mas ela não poderá se casar antes de Catarina. Entra então Petruchio, que de olho no dote de Catarina, pretende “domar a megera”.

O que eu achei: Gosto muito de outra comédia do Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão, então, por que não ler outra? Ainda mais A Megera Domada, que foi inspiração para 10 Coisas que Eu Odeio em Você. Acontece que eu não gostei tanto quanto achei que ia gostar. Tem bastante foco no casamento e em como Petruchio consegue “domar” Catarina, que é a megera. Algumas partes foram engraçadas, mas – e aqui eu entendo que parte muito da época em que foi escrito – essa mensagem da mulher ter que ser submissa ao marido me incomodou muito! Acho melhor me manter nas adaptações, haha.




   Um livro que se passa num lugar que você sempre quis visitar

Todo Garoto Tem – Meg Cabot

Sobre o que é: Por causa de diferenças religiosas entre suas famílias, Mark e Holly decidem “fugir” para se casar na Itália. Junto com eles, vão Cal e Jane, os melhores amigos e padrinhos de cada um, respectivamente. Só tem o pequeno problema de que o Cal já vai se dizendo contra a instituição do casamento, o que faz com que Jane – toda romântica – não o suporte. A história é toda registrada no diário de viagem de Jane, no palmtop de Cal, ou pelas trocas de e-mails entre os personagens.

O que eu achei: Eu não estava bem planejando reler esse livro, mas aconteceu. Junto com a série A Mediadora, é um dos meus favoritos da Meg Cabot e eu acho que já o li umas quatro vezes… Simplesmente adoro o jeito da Jane toda deslumbrada com a Itália e com o casamento dos amigos! E isso só perde pro jeito que ela odeia o Cal, que também tem seus momentos em seu palmtop. É aquele clichêzão de “hmmm, então eles se odeiam, nooossa, nem imagino como isso irá terminar”, mas eu não nego que adoro isso. Gosto bastante do formato, de ser todo “escrito”, seja no diário da Jane, no palmtop do Cal ou em e-mails. Fico pensando no que a Meg faria com a tecnologia de hoje, haha. Quanto ao lugar, só fui pesquisar Le Marche por causa dessa história (lá na primeira vez que li, há alguns anos) e fiquei bastante interessada, passar alguns dias para olhar (o centro histório de Urbino, com o Palazzo Ducale, por exemplo), apesar de acho que ia querer me manter em Roma!


   Um livro com personagens que não são humanos

O Hobbit – J.R.R Tolkien

Sobre o que é: Bilbo Bolseiro é um hobbit que não se aventurava – até que Gandalf, o mago, o recruta para a companhia dos anões, que precisam de um ladrão para recuperar o seu tesouro de Smaug, um dragão perigoso.

O que eu achei: Eu só tinha visto os filmes e wow, eles realmente esticaram isso para essas adaptações, não?! Esse foi o primeiro livro do Tolkien que li (assim como O Hobbit foi o primeiro filme desse universo que eu realmente vi), e eu confesso que estava esperando algo… Chato. O que não foi e realmente me surpreendeu. Gostei muito da narrativa, achei muito bem humorada! Me fez até simpatizar mais com o Bilbo, haha. Só queria ter lido antes dos filmes, porque senti que não sobrou nenhuma surpresa na história (e se eu tivesse feito o contrário, teria dado certo, porque eles acrescentaram muuitas coisas nos filmes).

Noivas em Guerra


  24 filmes para 2015Tema: Casamento


Emma (Anne Hathaway) e Liv (Kate Hudson) são amigas desde pequena, e ficam noivas quase ao mesmo tempo. As duas escolhem o mesmo lugar para celebrar seus casamentos e reservam uma data no Plaza Hotel. Mas por causa de um erro, a data reservada é a mesma e a briga entre as duas começa para saber qual delas vai manter seus planos sobre o casamento

Na hora de montar a lista com os filmes que eu assistiria para o projeto, eu confesso que já tinha pesquisado Noivas em Guerra. Aí juntou o fato de eu estar em casa com o filme passando na Sessão da Tarde, haha. E eu gosto dessas comédias e nem nego.

O filme é muito previsível. Só de ver a sinopse já dá pra imaginar o final… Mas isso não quer dizer que é de todo ruim. A proposta mesmo é ver o que acontece durante a briga das amigas e como elas vão tentar sabotar uma a outra – e essa é a parte engraçada. Sem contar que como estão brigando, ficaram sem madrinha e os substitutos não poderiam ser… piores? 

O elenco também é bom. Anne Hathaway, Kate Hudson e o Chris Pratt! Acho que essa foi a primeira vez que vi a Anne em uma comédia (com exceção de O Diário da Princesa), e isso foi interessante. Já em compensação, estava esperando mais do papel do Chris Pratt, o que foi uma pena, porque acho que ele consegue ser bem engraçado.  

O final já era o que eu esperara, mas eu achei muito bonitinho. Achei importante a amizade das duas permanecer, independente dos maridos e das brigas.

Recomendo se como eu, você quiser um filme Sessão da Tarde pra passar o tempo. ;)

10.12.15

Musical - Mudança de Hábito


“A temporada do musical aqui tá acabando? Parece um ótimo momento para ir assisti-lo!”  Não é que eu faça propositalmente, mas assim como O Rei Leão, eu deixei para ver Mudança de Hábito nas últimas semanas.

Mudança de Hábito

Fiquei convencida de que precisava ver urgentemente quando vi que o Alan Menken era o responsável pela música – e ele é simplesmente quem compôs várias das músicas dos filmes da Disney, como Aladdin e A Pequena Sereia. A essa altura eu já sabia que o musical teria músicas diferentes das do filme, por uma questão de direitos autorais. Esse fato não me importou, porque eu não lembrava do filme mesmo.

E se mais alguém estiver esquecido que nem eu… Mudança de Hábito é a história de Deloris Van Cartier, uma cantora que acaba testemunhando um assassinato. Sendo assim, ela é colocada no programa de proteção de testemunhas e escondida em um convento, onde ela vai se passar por Irmã Maria Clara, e no processo quase enlouquecer a Madre Superiora.

Eu achei fantástico! Quem faz a Deloris é Karin Hils, ex-Rouge, e gente, ela canta muito! Os outros atores também surpreendem bastante, dá pra ver quando a platéia fica boba com o que eles são capazes de cantar.

Os cenários são bem bonitos, e por a história se passar nos anos 70, bem coloridos. Tem globo de luz e tudo! E o vitral da igreja é lindo, com as luzes piscando nas músicas!

Como não lembro do filme – e nem o reassiti antes do musical – nem sei dizer o quão fiel a peça o seguiu. Mas acho que o humor foi mantido, visto que tinha algumas piadinhas ótimas.

E quanto as músicas, bom… Faz dias que não posso ouvir ninguém falar “Paraíso” que já começo a cantar o refrão de Pro Paraíso, que gruda de uma forma que é impossível esquecer!

E quando eu fui ver O Rei Leão, no mesmo teatro, reclamei bastante das pipocas (e da conversa da criançada lá no meio da peça). Bom, elas continuam lá a venda, mas não sei, acho que porque Mudança de Hábito não tem um apelo tão grande com o público infantil a coisa estava mais controlada, sem pipoca espalhada por todo lugar.

Pra concluir, só posso dizer que valeu muito a pena! Mudança de Hábito fica em cartaz até dia 13 de dezembro, no Teatro Renault, então ainda acho que dá pra correr pra ver. :)

Mudança de Hábito

(E eu até estaria mais triste que está acabando, se o sucessor não fosse ser Wicked, meu musical favorito! Já estou surtando lindamente de ansiedade!)

7.12.15

Cinderela


  24 filmes para 2015Tema: Fantasia


A história segue a vida da jovem Ella (Lily James), cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiar o adorado pai, Ella recebe bem a madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas, Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), na casa da família. Mas quando o pai de Ella falece inesperadamente, ela se vê à mercê de uma nova família cruel e invejosa. Relegada à posição de empregada da família, a jovem sempre coberta de cinzas, que passou a ser chamada de Cinderela, bem que poderia ter começado a perder a esperança. Mas, apesar da crueldade a que fora submetida, Ella está determinada a honrar as palavras de sua falecida mãe: tenha coragem e seja feliz.

Acho que esse filme é um daqueles que não dá pra ter grandes expectativas quanto a história, mas eu tive um pouquinho. Esperava que muita coisa fosse acrescentada a essa nova versão. Ainda que poucas as mudanças, eu fiquei feliz.

Uma dessas “novidades”, é que o filme apresenta a família de Ella, o que é bom para criar um contexto e explicar o motivo dela ser tão boazinha, e também serve para mostrar o contraste com a vida dela com a madastra. Também dá mais conteúdo ao príncipe e ao relacionamento dos dois, o que eu achei ótimo!

O elenco é muito bom –  Cate Blanchett como a madastra não era algo que eu imaginava; a fada madrinha da Helena Boham Carter muito divertida, ainda que a participação tenha sido curta; e o príncipe Kit do Richard Madden tinha olhos tão azuis que me distraiam na maior parte de suas cenas.

O visual é muito bonito mesmo! A cena do baile é maravilhosa, porque o clássico vestido azul da Cinderela não poderia ser mais lindo. (Apesar de eu ter ficado bastante tempo me perguntando o quão pesado e desconfortável ele não deve ser…)

A única coisa que eu não gostei foi a Ella ser tão boazinha, hahaha. Sei que isso é da personagem – e o filme ainda faz questão de mostrar que ela tem uma motivação pra ser assim – mas me irritava ver os outros a maltratando e ela não fazendo nada! Sabemos que a justiça é feita no final, mas queria que ela não aceitasse tudo assim, sem brigar.

Eu ainda acho que poderiam ter colocado mais coisas na história, trazer algo de novo, mas valeu a pena mesmo assim. É bom pra passar o tempo, é muito bonito e tem umas poucas coisinhas extras que são interessantes. :)