3.10.15

Reading Challenge 30/50


   Um livro que virou filme

Perdido em Marte – Andy Weir

Sobre o que é: A tripulação da Ares 3 estava em Marte para uma missão de 31 dias. No sexto dia, uma forte tempestade de areia abortou a missão – e um terrível acidente acabou deixando Mark Watney sozinho no planeta vermelho. Com seus recursos se esgotando e sem nenhuma comunicação com a Terra, ele vai precisar descobrir um jeito de sobreviver.

O que eu achei: O filme mal estreou, mas eu já queria muito ver porque tem o Sebastian Stan, meu amor achei muito legal. Aí com isso decidi ler o livro, e que grata surpresa! Tinha visto que o autor usava uma linguagem técnica e isso é bem verdade. Tem bastante coisa citando os equipamentos da NASA, os procedimentos, e muuuitos elementos químicos. Não é bem minha praia, mas não achei nada chato porque eu sou daquelas que adora uma explicação para tudo o que está acontecendo. E eu achei que foi tudo bem explicadinho, até os leigos como eu entendem! :) O Mark é bem humorado, apesar de toda a situação, e é muito fácil torcer por ele. Mas esse humor não ajudou a suavizar os momentos de dificuldade, que me causaram muita aflição. Uma única decepção foi que eu queria mais sobre o resto da tripulação da Ares 3, mas… Eu gostei muito do livro, aguardo ansiosamente pelo filme, que espero que seja tão bom quanto.


   Um livro com resenhas negativas

Toda Sua – Sylvia Day

Sobre o que é: Eva começa em um novo emprego em uma agência de publicidade e conhece Gideon, um homem muito bonito e rico. Os dois iniciam um relacionamento altamente sexual, ao passo em que tentam lidar com os traumas do passado.

O que eu achei: Esse item do desafio foi bastante interessante – vi que tiveram abordagens diferentes, como por exemplo, livros clássicos que tiveram resenhas negativas no lançamento. Mas meu critério foi a) um livro curto, porque as chances de ser ruim eram grandes; e b) um livro que eu vi por aí (no Skoob) que tinha resenhas negativas o suficiente. O problema de Toda Sua é que a maioria das críticas se devia ao fato de semelhanças com Cinquenta Tons de Cinza. E infelizmente tem coisas parecidas sim, mas são as partes ruins. :/ Gideon não aceita um não, e continua a perseguir a Eva até ela ceder; e é perseguição mesmo, ele rastreia o cartão de crédito dela pra ver o histórico de compras, pesquisa sobre a vida dela e a do amigo, faz cópias da chave da casa dela sem ela saber, olha seu celular… E eu não consigo ver isso como romântico, é assustador e eu correria de um homem desses! A autora tentou jogar uns traumas para os personagens, mas achei que ela desenvolveu super mal o tema. A falta de comunicação desse casal também me irritou demais – qualquer coisinha a Eva já fugia, com o Gideon já correndo atrás… E aí eles juntavam, mas não para conversar. “Aconteceu essa coisa super ruim comigo no passado…”  Vamos transar. “Estou com ciúmes.” Vamos transar. “Eu tive um pesadelo.”  Vamos transar. As únicas coisas positivas: a) não foi tão ruim quanto Cinquenta Tons de Cinza e b) pelo menos foi um livro curto.   

   Um livro escrito por um autor que tem as mesmas iniciais que você

O Leitor – Bernhard Schlink

Sobre o que é: Michael, um garoto de 15 anos, se envolve com Hanna, uma mulher 21 anos mais velha que ele. O relacionamento acaba quando ela vai embora sem deixar explicações. Anos mais tarde, eles voltam a se encontrar num julgamento contra nazistas – onde Hanna é uma das acusadas.

O que eu achei: O livro é dividido em três partes, o começo do relacionamento, o reencontro no tribunal e o desfecho, anos após o veredito. Achei difícil passar do começo, pois não estava me prendendo, mas a partir do julgamento as coisas começaram a melhorar, e a última parte foi a que eu mais gostei de ler. A é Hanna uma personagem bastante complicada, e em certo ponto cheguei a pensar que nem o Michael, sabia que ela tinha feito algo horrível, mas ao mesmo tempo era difícil ficar contra ela. O final me foi inesperado – na verdade o livro todo é meio assim, li com a sensação de “onde será que isso vai dar?” – e eu só fiquei pensando no quanto ela afetou a vida do Michael – talvez negativamente. O livro é curto, mas ainda assim eu tive a sensação de que aconteceu muito – principalmente porque achei o começo bem arrastado e tinha a impressão de que não ia terminar nunca, rs. Fiquei com vontade de assistir ao filme, que é muito elogiado também.


   Um livro com um triângulo amoroso

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare

Sobre o que é: Continuação de Anjo Mecânico. Tessa e os Caçadores de Sombras continuam procurando por Mortmain, o líder do exército mecânico que quer matá-los, com o agravante de que correm o risco de perder o Instituto caso não o encontrem.  Em meio a isso tudo, Tessa continua tentando entender o que ela é – com sua habilidade especial de se transformar em outras pessoas – e seus sentimentos que se dividem entre Will e Jem.

O que eu achei: Li o primeiro livro de Os Instrumentos Mortais em 2010 e não sei porque não li os outros, mas não foi porque achei ruim. Aí em 2013 decidi começar As Peças Infernais, por que não? E até então não tinha lido o segundo livro! Precisando passar da barreira do “primeiro livro” com a dona Cassandra Clare e seus Caçadores de Sombras, decidi que leria Príncipe Mecânico. E eu não lembrava mais de nada do primeiro! Mas alguns resumos depois e passado os primeiros capítulos, lembrei de Anjo Mecânico e não tive problemas com a leitura. :D Gostei bastaaante do livro, me causou uma impressão melhor do que os outros que tinha lido da Cassandra Clare. Passei a amar os personagens, e aí quando vi já estava envolvida na história e já sofrendo, a velocidade que eu lia já não era o suficiente para a minha vontade de descobrir o que acontecia! E o triângulo amoroso? É fácil nos outros livros, porque eu claramente já escolhia um dos caras e torcia por ele, mas aqui fica muito difícil, porque gosto tanto do Will quanto do Jem – e ao mesmo tempo em que não sei qual deles deve ficar com a Tessa, adoro a amizade dos dois e torço demais para que ela não seja abalada por isso. O jeito é shippar os três. Realmente adorei Príncipe Mecânico e lerei o último livro da trilogia logo logo! Me deu até vontade de ler Os Instrumentos Mortais, mas provavelmente ficará para o ano que vem, antes de estrear a série Shadowhunters que eu quero muito ver. :)
 

   Um livro que você começou mas nunca terminava

A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo – George R.R. Martin

Sobre o que é: Ih, um monte de coisa – basicamente começa quando Eddard Stark aceita ser a Mão do Rei e aí ele se vê envolto em altas intrigas no reino. Além da constante ameaça do inverno, que vem chegando e pode ser cruel.

O que eu achei:  Tendo visto a série primeiro, não pude deixar de ver como ela foi bastante fiel ao material original – ainda que apenas ao primeiro livro, já que acho que nos outros as diferenças começam a ser maiores. Mesmo assim, foi bom para entender melhor a história e seus personagens – por exemplo, o Khal Drogo do livro ganha a minha simpatia muito mais rápido que o da série. E já tenho os meus xodós – Jon, Dany, Tyrion – então foi bom passar mais um tempo com eles.
E, pra falar a verdade, eu estou muito feliz por ter terminado esse livro. Gosto da série, e aí a escolha lógica pareceu comprar o box com os livros, é claro. Só que eu não sei o que aconteceu, mas eu nunca terminava de ler! Sei que não era a escrita, ou o fato de eu já saber o que acontecia… Não sei mesmo.  Enfim, grande ênfase no nunca ali. Agora só tem o resto da série que eu já comprei e preciso ler também…

historico
Meu tempo de leitura foi proporcional ao tempo que
o George R.R. Martin leva pra escrever.

2 comentários:

  1. Eu preciso ler Perdido em Marte e ver o filme! As críticas estão incríveis <3 Eu descobri recentemente que era baseado em um livro, mas estava para pesquisar sobre a história e a editora. Valeu pela dica! Um beijo : *

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    1. Eu ainda não vi o filme, preciso correr pra ver! Mas o livro é ótimo!!

      Beijos!

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