8.9.15

Cidades de Papel


  24 filmes para 2015Tema: Viagens


"Cidades de Papel" é uma história sobre amadurecimento, centrada em Quentin (Nat Wolff) e em sua enigmática vizinha, Margo (Cara Delevingne), que gostava tanto de mistérios, que acabou se tornando um. Depois de levá-lo a uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para Quentin decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, Quentin deve entender o verdadeiro significado de amizade – e de amor.

Acho que Cidades de Papel foi o que eu menos gostei dos livros que li do John Green – algumas coisas me lembravam muito Quem é Você, Alasca? e pra completar eu não ia muito com a cara dos protagonistas.

O filme ficou bem fiel ao livro e me lembrou exatamente do que eu não gostava, haha. A Margo simplesmente não me agrada, ela me parece tentar demais ser diferente. Apesar disso, acho o conceito das Cidades de Papel interessantes, e mesmo não compreendendo, não acho errado o fato da Margo não querer se contentar com a vida comum (faculdade, casamento, filhos…) que somos ensinados a almejar.

Mas o Quentin, na minha opinião, consegue ser pior. Ele gosta dela desde os 9 anos, mesmo que tenham passado anos sem se falar. Aí depois de se aproximarem em uma noite, Margo some e Quentin vai seguindo as pistas dela. Só que ele fica chato. É quase uma obsessão achar a Margo e eu só queria poder berrar pra ele “Tenha mais amor próprio!”.

A melhor parte (em ambos livro e filme) é a road trip que Quentin faz com os amigos – Radar, Ben, Lacey e Angela – em busca da Margo. Radar e Ben (esse último, principalmente) são personagens engraçados e os responsáveis pelas risadas. E aí juntando todos nessa viagem conometrada é a parte mais divertida, sem dúvidas.

E a história toda se salva aos meus olhos quando chega ao final, que eu achei muito bom! Foi o que o Quentin merecia. O ponto importante não era o relacionamento dos dois, mas o quão ruim e não saudável é idealizar uma pessoa – que na verdade pode ser beem diferente do que você imagina, já que você não a conhece de verdade. Então achei ótimo como isso foi tratado.

Eu gostei do filme. Não achei melhor ou mesmo tão bom quanto A Culpa é das Estrelas (como li em algumas resenhas), mas eu já tinha ido com essa expectativa por causa do livro. Acho que vale a pena, porque gosto da mensagem que ele passa, ainda que possa demorar um pouquinho a cativar o espectador.

http://kunefesevdalisi.tumblr.com/post/126198983556

4 comentários:

  1. Eu não li o livro mas assisti o filme no cinema e adorei, teve coisas que me irritaram mas no geral achei um filme ótimo e saí com da sala de cinema com uma vontade de pegar uma mala e ir pra qualquer lugar :))
    Beijão!

    Sorriso Espontâneo

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    1. Dá vontade de sair viajando mesmo, queria até fazer uma road trip!! Foi a melhor parte do filme, haha.

      Beijo!

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  2. Bom, to lendo o livro e até agora, pelo o que eu li, os amigos do Q são meio os que "salvam" a história, que da pra soltar uma gargalhada e da vontade de ler. A Margo como você disse, as vezes tenta demais ser diferente e gente assim é um saco! Hahahah seja você mesmo. Ainda não tenho uma ideia formada, quero terminar o livro, pra depois assistir o filme e até que eu to gostando, mas não achei tuuudo isso (até agora, eheeh) ;)

    Beijos, http://quebrarosilencio.blogspot.com/

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    1. É assim mesmo, Amanda. Ou foi o que eu também achei, tanto no livro quanto no filme. Os amigos do Quentin são os melhores!

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