1.8.15

Reading Challenge 20/50


   Um livro que “julgou pela capa”

Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven

Sobre o que é: Violet e Finch se encontram na torre da escola. Ambos estavam pensando em pular de lá, e no fim das contas acabam se ajudando a sair dali. Depois disso, se unem para fazer um trabalho de geografia e vão conhecer os lugares incríveis da cidade. A proximidade permite a Finch a ser ele mesmo e a Violet a encarar os traumas de seu passado.

O que eu achei: A autora alterna os capítulos entre a Violet e o Finch. São bons personagens – inteligentes, complexos, lidando com uma doença mental – ela depressão e ele transtorno bipolar. A história me prendeu e eu li bem rapidinho, apesar do tema - que mesmo falando do romance dos dois, ainda lida com um assunto sério. Achei que a Jennifer Niven fez justiça, não esquecendo de outros pontos importantes, como a família (e a grande diferença entra a de Violet e a de Finch). Outra coisa interessante é que todos os lugares que eles visitam existem. Eu já pressentia que esse livro ia me fazer chorar e mesmo torcendo pra que isso não acontecesse, não teve outro jeito. Me fez pensar em quantas pessoas se sentem assim e em como ter apoio é importante. Foi uma das poucas vezes que li as notas do autor, e achei interessante descobrir que a história é bastante pessoal para a Jennifer, assim como pedir ajuda caso você precise.
A escrita me lembrou bastante a do John Green, e se eu não soubesse, poderia ter achado que era um livro dele. No tema proposto de escolher um livro apenas pela capa, essa me chamou atenção porque eu costumava brincar com esses bloquinhos quando era criança. Depois da leitura, vejo o quão sentido ela faz.


   O primeiro livro de um autor popular

Anexos – Rainbow Rowell

Sobre o que é: Lincoln é pago para cuidar da rede de computadores do jornal The Courier – o que envolve ler o e-mail dos funcionários, para emitir alertas em caso de má utilização do serviço. E foi assim que eu ele começou a ler os e-mails de Jennifer e Beth, que sempre conversam por e-mails. Mas o que era parte de seu trabalho começou a se tornar algo mais sério, quando ele passa a desenvolver certa afeição pelas moças…

O que eu achei: Eu gostei muito desse livro. A conversa de Jennifer e Beth por e-mails chegou a me lembrar um pouco de Todo Garoto Tem, da Meg Cabot, e que é um dos livros que eu adoro – e eu também adorei a forma que foi feita aqui. Junto a isso, tinham os capítulos que se focavam em Lincoln. Eu gostei dos personagens e consegui me identificar com o conflito do Lincoln sobre estar lendo os e-mails, porque ao mesmo tempo em que eu estava adorando a leitura, eu ficava o tempo todo me lembrando de como o comportamento dele é creepy e totalmente não-saudável. Felizmente, a Rainbow fala disso também, para eu me sentir menos culpada de ter gostado de uma história que é basicamente um cara invadindo a privacidade dos outros. Não que a Beth fosse toda certinha, já que ela também se mostra uma stalker de primeira… Enfim, mesmo que eu não tenha gostado tanto da proposta, adorei os personagens, a leitura foi boa e fluída e fiquei feliz de que a autora resolveu essa questão depois! :)


   Um livro que te fez chorar

Mentirosos – E. Lockhart

Sobre o que é: Cadence faz parte uma família rica e tradicional, que vive tentando manter a máscara de família perfeita – os Sinclair. Todo verão é passado na ilha particular deles, e ela e os primos Johnny, Mirren e o amigo Gat são inseparáveis, formando o grupo dos Mentirosos. Isso muda quando no verão dos 15 Cadence sofre um acidente e acaba sofrendo com dores de cabeça e amnésia. Ninguém lhe conta o que aconteceu. Ela volta no verão dos 17, disposta a descobrir a verdade.

O que eu achei: Olha, nem sei o que falar desse livro… A apresentação que Cadence faz da família Sinclair me fez não simpatizar muito com eles, já que ela vem expor os podres mesmo. Isso excluindo os Mentirosos, personagens de quem eu acabei gostando. Fui lendo querendo saber no que ia dar, curiosa pelo acidente da Cady. E aí quando ela – e o leitor – descobre o que aconteceu, eu não acreditei. Me deu uma aflição continuar a leitura, porque ao mesmo tempo em que eu queria terminar, eu ainda estava em choque, rs. E acabei chorando. Quanto a escrita, a Cady usa várias metáforas pra dor que sente (coisas tipo, “meu pai atirou em mim”), o que só serviu pra contribuir para minha confusão a primeiro momento, se o final era verdadeiro ou não. Ela ainda faz uma espécie de releitura de contos de fadas, que sempre envolvem a família. E “desmembra” frases, usando poucas palavras por linhas. Não fui muito fã do estilo, mas não chegou a me incomodar. Achei que o livro valeu pelo final, que não era algo que eu estava esperando, mas que depois de analisar, vi que a autora tinha deixado várias pistas ao longo da história. 


   Uma memória

Orange Is The New Black - Piper Kerman

Sobre o que é: É o relato de Piper Kerman, que passou 15 meses em uma prisão federal após se envolver com tráfico internacional de drogas.

O que eu achei: Eu nunca vi a série e confesso que mesmo depois de três temporadas e inúmeros elogios, ainda não senti a vontade de vê-la. :/ Apesar disso, acho que o livro deve ser bem diferente da série. Piper conta desde o seu envolvimento com a mulher que a levou se envolver com o tráfico de drogas, até seu julgamento e finalmente o tempo em que passou na prisão. Ela fala de sua condição de vida privilegiada diversas vezes – que era branca, loira, tinha feito faculdade, etc. – e faz uma reflexão de como o sistema prisional não faz muito para ajudar o preso a mudar de vida,  suas companheiras não tiveram e nem terão as mesmas oportunidades que ela de se reerguerem após deixarem a prisão. O livro foca bastante em sua adaptação, e apresenta algumas das outras mulheres que se tornaram suas amigas. Piper ainda fala do enorme apoio que recebeu de sua família, amigos, e seu noivo, Larry. Achei um pouco arrastado nessas partes que ela descrevia a convivência com as outras presas – mas num geral, acabei gostando, por me apresentar um assunto que eu não tinha conhecimento.


   Uma trilogia

Os Lobos de Mercy Falls - Maggie Stiefvater

A verdade é que esses poderiam ter entrado no desafio da capa, porque foi o que sempre me atraiu, já que eu adoro lobos e os acho muito bonitos. Calafrio já deve ter tido umas três capas diferentes e eu sempre achei todas lindíssimas – principalmente essas últimas da nova edição, com os lobos em evidência!

lobos

Sobre o que é a série: Grace foi atacada por uma alcateia quando ela era pequena. Desde então, todo inverno ela se mostra interessada pelos lobos, principalmente o que tem olhos amarelos, o seu lobo, que fica a observando. Esse é Sam, que assim como os demais lobos, está condenado a ser lobo no inverno, garoto no verão. Ele nunca tinha tido coragem de falar com Grace… Até que um ataque o faz se transformar em humano e cair sobre os cuidados dela. Sam sabe que o tempo é curto e em breve ele será só o lobo – e os dois precisarão lutar contra isso.

Calafrio

O que eu achei: Eu esperava mais? A história não é ruim, mas eu achei um pouco arrastada. Grace e Sam não demoram a desenvolver um relacionamento, o que eu dei graças, porque se tivesse essa demora tornaria tudo mais arrastado ainda. Fica óbvio que a grande dificuldade do casal é o fato dele virar lobo no frio, e eles passam o livro todo remoendo o assunto, sem fazer nada sobre, o que me levou a ficar um pouco inquieta. Tem algumas outras coisas com outros personagens, que confesso que não me deixaram mais interessada. A única motivação que eu tive pra chegar ao final foi para saber a resolução do problema do Sam, e quando cheguei ao desfecho, esse foi tão final que eu achei que se fosse um livro único estaria ótimo.

Espera

O que eu achei: Eu gostei mais de Espera do que o primeiro livro. Além de Sam e Grace, a narrativa contou com o ponto de vista de outros personagens – Isabel e Cole. Esse último é um lobo novo, e foi interessante conhecer mais sobre o personagem e ver como ele se adaptava. Fiquei com a mesma impressão que tive em Calafrio – que a história se arrasta um pouquinho. Não foi chato de ler, mas foi a mesma situação: a autora nos apresenta o problema no começo, no meio os personagens apenas o ignoram, pra chegar no final e tentar resolvê-lo. Isso continua me deixando ansiosa, e fiquei feliz pela personagem da Isabel, que deu voz a essa minha reclamação!  Quanto ao romance, eu gosto da forma que foi trabalhado, não é nada muito meloso, mas acho que os personagens podiam pensar um pouquinho mais na vida e obrigações além do relacionamento.

(SPOILER: Tanto Sam como Cole são músicos. Fiquei o livro todo desejando que houvesse alguma parceria musical entre os dois, mas nada. :/ )

Sempre

O que eu achei: Sempre foi o livro que eu mais gostei da trilogia. Já estava acostumada com os personagens, e achei que esse livro teve mais Isabel e Cole, que eram os meus favoritos. Também teve Sam e Grace mais tempo separados, o que eu considerei importante para o desenvolvimento deles – e que me fazia torcer mais pelo relacionamento. Mas chegamos ao final… Quanto mais eu lia, mais me vinha o desespero, porque faltava muito pouco para o livro ter a conclusão que eu julgava necessária. E não teve não. :( Achei corrido e que o final ficou meio vago. Esperava uma solução e ela não veio.
Ainda acho que a série podia ter acabado no primeiro livro. A coisa positiva que os outros dois livros me trouxeram foram os coadjuvantes, que eu adorei.

E quase teve parceria musical entre o Sam e o Cole!

4 comentários:

  1. Menina, você PRECISA assistir OITNB, também não tinha muita vontade, então resolvi assistir o piloto e foi amor na hora, sério! Me deu muita vontade de ler Anexos, a história parece ser bem interessante ;) Bjs

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    1. Olha, assim dá até vontade de assistir, viu? Vou ver pelo menos o piloto!
      E eu gostei bastante de Anexos! :)

      Beijos!

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  2. Eu não li nenhum desses, hahahahaha. Fiquei interessada no "Anexos", apesar de eu não gostar de romances desse tipo.
    Beijinhos ♥

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    1. Eu achei Anexos bastante legal, viu? Dá mais uma olhada pra ver se você não gosta.

      Beijos!

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