27.8.15

Reading Challenge 25/50


   Um romance clássico

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Sobre o que é: Em Orgulho e Preconceito, Jane Austen apresenta a reação da família Bennet – que tem cinco moças solteiras – à chegada de Sr. Bingley, o novo vizinho, e seu amigo Sr. Darcy. Na Inglaterra do século XIX o casamento era muito importante, especialmente para as senhoritas Bennet que ficariam sem nada após a morte do pai. Elizabeth Bennet e Sr. Darcy que representam os sentimentos do título, ela com o preconceito e ele com o orgulho. Além disso, é possível notar os modos e costumes da sociedade inglesa da época.

O que eu achei: Eu já tinha começado a ler Orgulho e Preconceito antes, mas não consegui terminar porque tive que devolver para a biblioteca, haha. Mas gostei bastante do filme, por isso decidi ler e terminar dessa vez, e adorei a leitura!
O contexto da história fica bem claro, dá pra entender direitinho as normas e os costumes e porque o casamento era tão importante para as moças. Eu gostei muito dos personagens, principalmente a Elizabeth – sentia vergonha da família quando ela sentia, me irritava com as ações das irmãs do Sr. Bingley e as do Sr. Darcy também, e adorava quando ela dava uma boa resposta para eles. E mesmo com todos os deslizes do Sr. Darcy eu não consegui não gostar dele, haha. O que não significa que eu não me irritava com esses dois também – “por que vocês dois não conversam logo?!”, eu ficava me perguntando. O romance é bem lento (conforme o contexto da história), mas eu achei bem desenvolvido, porque achei muito boa a maneira que ambos admitem os seus maiores defeitos e também amadurecem, para poderem ficar juntos. Revi o filme após a leitura e achei uma adaptação bastante fiel, recomendo ambos!


   Um livro de um autor que você nunca tinha lido nada antes

A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard 

Sobre o que é:
No mundo onde Mare vive, as pessoas são separadas pela cor do sangue, os vermelhos e os prateados – esses últimos possuem poderes e reinam sobre os vermelhos, que são obrigados a servi-los e lutar em suas guerras. Ao tentar escapar do seu destino como vermelha desempregada – que é o exército – Mare acaba indo parar no palácio, onde descobre que também tem um poder, mesmo o seu sangue não sendo prateado.

O que eu achei: Tendo lido Jogos Vorazes, A Seleção e o começo de Divergente, A Rainha Vermelha me soou como uma mistura desses. Mundo distópico, com a menina pobre sendo a escolhida pra liderar a revolução, com uma monarquia e toda uma tradição para escolher a noiva do príncipe, e os prateados sendo classificados por família/poderes. Essa mistura toda me deixou com a sensação de que já tinha visto essa história em algum lugar.
Ainda assim, não foi ruim de ler, demorei até pegar o ritmo, mas depois fluiu. O livro se foca bem mais na parte política da história do que em romance. Eu gostei dos personagens, da Mare e do príncipe Cal. Achei as habilidades do pessoal interessante – alguns dominam o fogo, a água, os metais, etc. –, mas nada muito inovador também… A Rainha Vermelha não foi ruim, só não me empolgou muito. Vamos ver se nos próximos melhora.


   Um livro que se passa no ensino médio

O Que Aconteceu Com o Adeus – Sarah Dessen

Sobre o que é: Depois do divórcio dos pais, Mclean e seu pai se mudaram várias vezes. Cada lugar novo era uma oportunidade para ela se reinventar, trocando de nome, de personalidade, de amigos… Até que nesse novo lugar, de forma não planejada, ela começa a ser ela mesma.

O que eu achei: Eu nunca me senti tão enganada pela sinopse de um livro antes. E digo isso de uma forma positiva, porque estava achando que ia ser o clichê de “ela conhece um garoto que a faz mudar completamente!”. E tá, tem um garoto, mas ele não é o mais importante. O livro se foca bastante na relação que a Mclean tem com os pais – e o fato dela guardar bastante mágoa da mãe por causa do divórcio deles, e como isso reflete nela com as trocas de personalidade. Até o momento que ela se vê forçada a lidar com tudo isso. E eu ficava me colocando no lugar dela, tentando imaginar o que ela estava passando… O mais importante foram a família e as amizades – e nesse ponto fiquei muito feliz por a autora demonstrar que meninos e meninas podem ser só amigos e que nem tudo precisa ser um triângulo amoroso! E claro que teve o romancezinho, não diria que foi desnecessário, mas fiquei feliz com o peso que foram dados aos temas. Esse foi o primeiro livro da Sarah Dessen que eu li, e fiquei curiosa pra saber se os outros são tão legais quanto.


   Um livro de contos

Antes do Baile Verde – Lygia Fagundes Telles

Sobre o que é: Um livro com 18 contos, onde a autora aborda diversos temas, como relacionamentos amorosos, traição, vingança, bem como outros aspectos, tais como a loucura, o egoísmo. Os contos terminam com um final em aberto, o que pode deixar o leitor curioso.

O que eu achei: “Venha Ver o Pôr do Sol” é o meu conto favorito, desde que o li quando tinha uns doze anos – o que é bem estranho, se for parar pra pensar, já que é a história de um homem que quer se vingar da ex que o deixou. Ainda assim, a escrita da Lygia é ótima, tenho algumas frases (especialmente de Venha Ver o Pôr do Sol) gravadas na cabeça. O fato dos contos acabarem em aberto não me incomodou. É mais uma questão de “vejo que só duas coisas poderiam ter acontecido aqui, e eu acho que foi essa”, o que tornou tudo bastante definitivo pra mim, haha. Recomendo pra quem não for ligar pra esse detalhe e pra ausência de histórias felizes, já que a autora aborda alguns temas que não dão muita margem pra isso.


   Um livro com mais de 500 páginas

Outlander – A Viajante do Tempo – Diana Gabaldon

Sobre o que é: Outlander conta a história de Claire, uma enfermeira de 1945 que viaja no tempo e acaba indo parar na Escócia de 1743. Agora ela tem que usar suas habilidades e conhecimentos para conseguir voltar para o seu marido no século XX.

O que eu achei: Porque assistir a série não foi sofrimento suficiente… Na verdade eu já estava com saudades dos personagens, então decidi ler o livro. E sendo a série bastante fiel, não teve muita coisa para me surpreender. Gosto da história, e acho que por isso nem percebi o peso das 800 páginas… Apesar disso, acho que tinha muita coisa que não era lá muito necessária (receita de como fazer velas?) e poderia ter sido descartada. Ainda continuo achando o final um pouco pesado, e aqui acho que faltou um pouco de tato da autora ao tratar disso (um estupro), e não consigo evitar de comparar com a série, onde eu achei que as reações foram melhor  abordadas. Mesmo assim, continuo querendo mais dos personagens, o que me faz até considerar ler os outros livros da série… A única coisa que me desanima é saber que a autora já trabalha em um nono livro e ainda não sabe se esse será o último.


Finalmente cheguei a metade do desafio! Só não é com tanta alegria, porque não foi no tempo que eu queria… Agora é correr com os outros 25 livros para ver se consigo completá-lo!

24.8.15

Divertida Mente


  24 filmes para 2015Tema: Animação


Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

Em Divertida Mente, a Pixar nos leva para dentro da cabeça da Riley, povoada por suas cinco emoções. E na verdade a gente começa a pensar que a nossa cabeça poderia muito bem ser daquele jeito.
 
As emoções e o trabalho delas são muito legais. A Alegria é a líder, e sua missão para que a Riley seja feliz inclui tentar fazer com que a Tristeza não se intrometa e estrague tudo. Isso não dá muito certo, as duas acabam saindo da sala de controle e indo para outros locais da mente de Riley.

O filme então se divide em dois pontos de vista: o que acontece no mundo com os humanos, que é consequência do que acontece na sala de controle com as três emoções que sobraram; e a jornada da Alegria e da Tristeza pelo resto da mente de Riley.

Minha parte favorita foram as duas emoções descobrindo outras partes da mente. E nada vai me convencer de que não é daquele jeito que funcionam as coisas, haha!! Eles arranjam explicações ótimas (como por exemplo, para aquela música que fica grudada na sua cabeça)! Dá pra rir bastante com isso. As outras emoções – Raiva, Nojinho e Medo –  tentando se virar sem a liderança da Alegria também foi bom, mas não me prendeu tanto. :/

Entre as emoções, a minha favorita mesmo foi a Tristeza. O que é engraçado, porque minhas amigas não gostaram dela, haha. Mas eu achei ótimo que mesmo sendo uma emoção “negativa”, o filme tenha dado importância pra ela, mostrando o quanto ela é necessaria. Eu achei a Alegria um pouco chata no começo, muito mandona, mas ela amadurece depois do contato com a Tristeza.

http://kalriekloss.tumblr.com/post/121847644177
Eu estou muito triste para andar. Apenas me dê algumas… horas?

Divertida Mente é um filme muito bom! Eu realmente gostei das seções da mente e as coisas que estavam ali presentes, assim como o trabalho das emoções. É tudo muito bonitinho e ainda me fez rir bastante. Não vejo a hora de ver de novo!

P.S.: E não me orgulho muito, mas aconteceu de novo: A Pixar me fez chorar no cinema! (Última vez tinha sido com Toy Story 3.)

22.8.15

Tag: Trechos de Músicas


Eu vi essa tag no Fleur de Lune, da Lettícia e decidi responder na maior cara de pau mesmo, porque eu achei interessante, haha. A proposta da tag é escolher um trecho de uma música para cada item.

Regras:
- Dar os créditos ao blog que criou a tag – O Outro Lado da Raposa
- Indicar três ou mais pessoas

Quem quiser ouvir, criei uma playlist no Grooveshark.
Playlist Tag Trechos de Música | Grooveshark


Então vamos lá. Passe o mouse em cima do trecho pra ver a tradução. :)

Um trecho que te emociona:
When you're dreaming with a broken heart / The waking up is the hardest part
Dreaming With a Broken Heart - John Mayer
Não sei porque TPM, mas da primeira vez que ouvi a música eu quase chorei. Desde então, essa música com seu piano triste e letra sobre perder um amor não é a minha escolha pra quando quero me alegrar.

Um trecho alegre:
I said you're holding back / She said "Shut up and dance with me!"
Shut Up and Dance - Walk The Moon
Eu gosto tanto dessa música, adoro a batida e os sintetizadores! Não consigo não me sentir mais feliz quando a escuto e sempre canto a parte em que é falado o nome da música, haha.

Um trecho que você não consegue cantar:
Let's make this happen, girl / You gonna show the world that something good can work
And it can work for you / And you know that it will

Something Good Can Work - Two Door Cinema Club
Conheço essa música há anos e nunca! consegui cantar esse refrão! Na verdade, a música inteira é complicada, o vocalista canta super rápido e mal dá pra entender, mas ainda assim as outras partes não são tão complicadas quanto ao refrão.

Um trecho que fale de comida:
Eu adorei a feijoada / Era presunto enrolado no melão
Eu Me Lembro - Clarice Falcão part. SILVA
Dueto da Clarice com o SILVA onde cada eu-lírico diz que se lembra de todos os detalhes de quando se conheceram, mas na verdade as versões não batem. Nesse trecho eles entram em divergência quanto a comida da festa. :)

Um trecho que descreva um momento da sua vida:
Na verdade nada esconde essa minha timidez.
Timidez - Biquini Cavadão
Pra falar a verdade, essa música inteira me descreve, no quesito eu com o crush em vários momentos da minha vida.

Um trecho que fale o nome da música:
We'll name our children Jackie and Wilson / Raise 'em on rhythm and blues
Jackie and Wilson - Hozier
Hozier é meu amor do momento e até agora eu não conseguir escolher uma música favorita do álbum dele. No entanto, uma das primeiras que eu não conseguia parar de ouvir foi Jackie and Wilson. #ComeToBrazilHozier

Um trecho que diga exatamente o que você pensa:
Atenção, as pessoas não precisam ser iguais as outras.
Bossa - Tiago Iorc
Já falei que gostei muito do último álbum do Tiago Iorc, e essa é uma das músicas que tem uma mensagem bem legal e que eu concordo.

O único trecho que você sabe da música e que sempre fica na sua cabeça:
I pick my poison and it's you
Poison - Rita Ora
Eu nunca tinha ouvido essa música até alguns dias atrás quando achei no Spotify. E mesmo ouvindo vááárias vezes eu só lembro do começo do refrão, haha.

Seu trecho favorito:
Convinced me to please you / Made me think that I need this too
I'm trying to let you hear me as I am

Love Song - Sara Bareilles
A Sara é uma das minhas cantoras favoritas e tem várias músicas dela que eu amo e foi indecisão pra escolher um trecho favorito. Pensei em colocar uma das menos conhecidas, mas a verdade é que eu adoro Love Song. A música inteira, melodia e letra e ainda mais o contexto (a gravadora queria que ela fizesse uma canção de amor e ela fez Love Song, que é sobre ela não escrever uma canção de amor… Melhor resposta).


Não vou indicar ninguém porque eu nunca sei quem já fez, quem gostaria de fazer, que não curte responder as tags… Então, quem quiser fazer, sinta-se a vontade. :3

18.8.15

Jurassic World


  24 filmes para 2015Tema: Aventura


O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. No entanto, uma delas logo adquire inteligência bem mais alta e se torna uma grande ameaça para a existência humana.

Eu não lembro dos filmes antigos e não estava muito empolgada pra ver esse, fui mais pelo rolê, porque meus amigos estavam super ansiosos e me arrastaram pro cinema. E foi legal. Deu pra passar o tempo. Mas…

Eu fui num show de stand-up, e o humorista falou daquelas pessoas que reclamam que cenas como “o casal se beijou no meio da ação” não existem na vida real mas ignoram que é um filme com dinossauros. Hm, eu sou uma dessas pessoas, não nego! E acho que por isso eu não gostei tanto, haha.

Como eu disse, o filme é legal. As cenas com os dinossauros foram as que eu mais gostei, foi o que me fez ficar mais “aflita” enquanto assistia! Apesar que devo dizer que o 3D não fez lá muita diferença. O elenco também tinha muita gente conhecida, (e talvez por isso) eu não consegui gravar o nome de nenhum dos personagens – Chris Pratt era Chris Pratt, e aí tinha o Wilson Fisk (Demolidor), o Nick Miller (New Girl), o menininho de Homem de Ferro… Independente disso, eu me senti apegada aos personagens e estava até com medo por alguns deles.

[E agora começam as reclamações com SPOILERS]

Tinha muita coisa que me incomodou, gente. Sou a pessoa chata mesmo, haha!! Os dinossauros são o de menos, já que me explicaram sobre eles e no contexto do filme fez sentido. Mas as outras coisas…

Como a mãe dos meninos ficar o tempo todo reclamando que a irmã, a Claire – que basicamente comandava o parque! – não ficou com os filhos dela o dia todo. Sendo que a Claire tinha providenciado pra alguém cuidar dos sobrinhos.

Os meninos consertarem um carro parado há mais de 20 anos facilmente.

E claro, como eu poderia esquecer o mais comentado, que foi o salto da Claire? Ela passa o filme inteiro com eles, na floresta, na lama, corre mais que um T-Rex e eles aguentam firmes e fortes!! Não foi lá muito prático.

[Fim dos SPOILERS]

Eu até revi o filme recentemente, e de novo foi divertido. É só tentar não levar tanto a sério.

(Mas vai ter continuação! O quarto filme e ainda não aprenderam que dá encrenca com os dinossauros?!)

Margarita Guy: demostrando quais são as prioridades durante um ataque de dinossauros

1.8.15

Reading Challenge 20/50


   Um livro que “julgou pela capa”

Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven

Sobre o que é: Violet e Finch se encontram na torre da escola. Ambos estavam pensando em pular de lá, e no fim das contas acabam se ajudando a sair dali. Depois disso, se unem para fazer um trabalho de geografia e vão conhecer os lugares incríveis da cidade. A proximidade permite a Finch a ser ele mesmo e a Violet a encarar os traumas de seu passado.

O que eu achei: A autora alterna os capítulos entre a Violet e o Finch. São bons personagens – inteligentes, complexos, lidando com uma doença mental – ela depressão e ele transtorno bipolar. A história me prendeu e eu li bem rapidinho, apesar do tema - que mesmo falando do romance dos dois, ainda lida com um assunto sério. Achei que a Jennifer Niven fez justiça, não esquecendo de outros pontos importantes, como a família (e a grande diferença entra a de Violet e a de Finch). Outra coisa interessante é que todos os lugares que eles visitam existem. Eu já pressentia que esse livro ia me fazer chorar e mesmo torcendo pra que isso não acontecesse, não teve outro jeito. Me fez pensar em quantas pessoas se sentem assim e em como ter apoio é importante. Foi uma das poucas vezes que li as notas do autor, e achei interessante descobrir que a história é bastante pessoal para a Jennifer, assim como pedir ajuda caso você precise.
A escrita me lembrou bastante a do John Green, e se eu não soubesse, poderia ter achado que era um livro dele. No tema proposto de escolher um livro apenas pela capa, essa me chamou atenção porque eu costumava brincar com esses bloquinhos quando era criança. Depois da leitura, vejo o quão sentido ela faz.


   O primeiro livro de um autor popular

Anexos – Rainbow Rowell

Sobre o que é: Lincoln é pago para cuidar da rede de computadores do jornal The Courier – o que envolve ler o e-mail dos funcionários, para emitir alertas em caso de má utilização do serviço. E foi assim que eu ele começou a ler os e-mails de Jennifer e Beth, que sempre conversam por e-mails. Mas o que era parte de seu trabalho começou a se tornar algo mais sério, quando ele passa a desenvolver certa afeição pelas moças…

O que eu achei: Eu gostei muito desse livro. A conversa de Jennifer e Beth por e-mails chegou a me lembrar um pouco de Todo Garoto Tem, da Meg Cabot, e que é um dos livros que eu adoro – e eu também adorei a forma que foi feita aqui. Junto a isso, tinham os capítulos que se focavam em Lincoln. Eu gostei dos personagens e consegui me identificar com o conflito do Lincoln sobre estar lendo os e-mails, porque ao mesmo tempo em que eu estava adorando a leitura, eu ficava o tempo todo me lembrando de como o comportamento dele é creepy e totalmente não-saudável. Felizmente, a Rainbow fala disso também, para eu me sentir menos culpada de ter gostado de uma história que é basicamente um cara invadindo a privacidade dos outros. Não que a Beth fosse toda certinha, já que ela também se mostra uma stalker de primeira… Enfim, mesmo que eu não tenha gostado tanto da proposta, adorei os personagens, a leitura foi boa e fluída e fiquei feliz de que a autora resolveu essa questão depois! :)


   Um livro que te fez chorar

Mentirosos – E. Lockhart

Sobre o que é: Cadence faz parte uma família rica e tradicional, que vive tentando manter a máscara de família perfeita – os Sinclair. Todo verão é passado na ilha particular deles, e ela e os primos Johnny, Mirren e o amigo Gat são inseparáveis, formando o grupo dos Mentirosos. Isso muda quando no verão dos 15 Cadence sofre um acidente e acaba sofrendo com dores de cabeça e amnésia. Ninguém lhe conta o que aconteceu. Ela volta no verão dos 17, disposta a descobrir a verdade.

O que eu achei: Olha, nem sei o que falar desse livro… A apresentação que Cadence faz da família Sinclair me fez não simpatizar muito com eles, já que ela vem expor os podres mesmo. Isso excluindo os Mentirosos, personagens de quem eu acabei gostando. Fui lendo querendo saber no que ia dar, curiosa pelo acidente da Cady. E aí quando ela – e o leitor – descobre o que aconteceu, eu não acreditei. Me deu uma aflição continuar a leitura, porque ao mesmo tempo em que eu queria terminar, eu ainda estava em choque, rs. E acabei chorando. Quanto a escrita, a Cady usa várias metáforas pra dor que sente (coisas tipo, “meu pai atirou em mim”), o que só serviu pra contribuir para minha confusão a primeiro momento, se o final era verdadeiro ou não. Ela ainda faz uma espécie de releitura de contos de fadas, que sempre envolvem a família. E “desmembra” frases, usando poucas palavras por linhas. Não fui muito fã do estilo, mas não chegou a me incomodar. Achei que o livro valeu pelo final, que não era algo que eu estava esperando, mas que depois de analisar, vi que a autora tinha deixado várias pistas ao longo da história. 


   Uma memória

Orange Is The New Black - Piper Kerman

Sobre o que é: É o relato de Piper Kerman, que passou 15 meses em uma prisão federal após se envolver com tráfico internacional de drogas.

O que eu achei: Eu nunca vi a série e confesso que mesmo depois de três temporadas e inúmeros elogios, ainda não senti a vontade de vê-la. :/ Apesar disso, acho que o livro deve ser bem diferente da série. Piper conta desde o seu envolvimento com a mulher que a levou se envolver com o tráfico de drogas, até seu julgamento e finalmente o tempo em que passou na prisão. Ela fala de sua condição de vida privilegiada diversas vezes – que era branca, loira, tinha feito faculdade, etc. – e faz uma reflexão de como o sistema prisional não faz muito para ajudar o preso a mudar de vida,  suas companheiras não tiveram e nem terão as mesmas oportunidades que ela de se reerguerem após deixarem a prisão. O livro foca bastante em sua adaptação, e apresenta algumas das outras mulheres que se tornaram suas amigas. Piper ainda fala do enorme apoio que recebeu de sua família, amigos, e seu noivo, Larry. Achei um pouco arrastado nessas partes que ela descrevia a convivência com as outras presas – mas num geral, acabei gostando, por me apresentar um assunto que eu não tinha conhecimento.


   Uma trilogia

Os Lobos de Mercy Falls - Maggie Stiefvater

A verdade é que esses poderiam ter entrado no desafio da capa, porque foi o que sempre me atraiu, já que eu adoro lobos e os acho muito bonitos. Calafrio já deve ter tido umas três capas diferentes e eu sempre achei todas lindíssimas – principalmente essas últimas da nova edição, com os lobos em evidência!

lobos

Sobre o que é a série: Grace foi atacada por uma alcateia quando ela era pequena. Desde então, todo inverno ela se mostra interessada pelos lobos, principalmente o que tem olhos amarelos, o seu lobo, que fica a observando. Esse é Sam, que assim como os demais lobos, está condenado a ser lobo no inverno, garoto no verão. Ele nunca tinha tido coragem de falar com Grace… Até que um ataque o faz se transformar em humano e cair sobre os cuidados dela. Sam sabe que o tempo é curto e em breve ele será só o lobo – e os dois precisarão lutar contra isso.

Calafrio

O que eu achei: Eu esperava mais? A história não é ruim, mas eu achei um pouco arrastada. Grace e Sam não demoram a desenvolver um relacionamento, o que eu dei graças, porque se tivesse essa demora tornaria tudo mais arrastado ainda. Fica óbvio que a grande dificuldade do casal é o fato dele virar lobo no frio, e eles passam o livro todo remoendo o assunto, sem fazer nada sobre, o que me levou a ficar um pouco inquieta. Tem algumas outras coisas com outros personagens, que confesso que não me deixaram mais interessada. A única motivação que eu tive pra chegar ao final foi para saber a resolução do problema do Sam, e quando cheguei ao desfecho, esse foi tão final que eu achei que se fosse um livro único estaria ótimo.

Espera

O que eu achei: Eu gostei mais de Espera do que o primeiro livro. Além de Sam e Grace, a narrativa contou com o ponto de vista de outros personagens – Isabel e Cole. Esse último é um lobo novo, e foi interessante conhecer mais sobre o personagem e ver como ele se adaptava. Fiquei com a mesma impressão que tive em Calafrio – que a história se arrasta um pouquinho. Não foi chato de ler, mas foi a mesma situação: a autora nos apresenta o problema no começo, no meio os personagens apenas o ignoram, pra chegar no final e tentar resolvê-lo. Isso continua me deixando ansiosa, e fiquei feliz pela personagem da Isabel, que deu voz a essa minha reclamação!  Quanto ao romance, eu gosto da forma que foi trabalhado, não é nada muito meloso, mas acho que os personagens podiam pensar um pouquinho mais na vida e obrigações além do relacionamento.

(SPOILER: Tanto Sam como Cole são músicos. Fiquei o livro todo desejando que houvesse alguma parceria musical entre os dois, mas nada. :/ )

Sempre

O que eu achei: Sempre foi o livro que eu mais gostei da trilogia. Já estava acostumada com os personagens, e achei que esse livro teve mais Isabel e Cole, que eram os meus favoritos. Também teve Sam e Grace mais tempo separados, o que eu considerei importante para o desenvolvimento deles – e que me fazia torcer mais pelo relacionamento. Mas chegamos ao final… Quanto mais eu lia, mais me vinha o desespero, porque faltava muito pouco para o livro ter a conclusão que eu julgava necessária. E não teve não. :( Achei corrido e que o final ficou meio vago. Esperava uma solução e ela não veio.
Ainda acho que a série podia ter acabado no primeiro livro. A coisa positiva que os outros dois livros me trouxeram foram os coadjuvantes, que eu adorei.

E quase teve parceria musical entre o Sam e o Cole!