29.6.15

Horns


  24 filmes para 2015Tema: Baseado em Livros


Um jovem de 26 anos de idade descobre um dia, quando acorda, que sua namorada foi estuprada e assassinada. Ele é imediatamente apontado como principal suspeito, o que o obriga a partir em busca do verdadeiro responsável. Sua arma será o par de chifres que crescem em sua cabeça, e forçam as pessoas que lhe encontram a revelarem seus segredos.

Eu já queria ver Horns desde que saíram fotos do Daniel Radcliffe com os chifres. Na época, achei que seria engraçado, e ao começar a assistir o filme, achei que estivesse completamente correta. E é realmente engraçado ver o crescimento dos chifres em Ig e, principalmente, a reação que eles provocam nas pessoas: fazem elas contarem a verdade, revelarem seus piores pensamentos.

Mas conforme o filme vai apresentando a história – afinal, o que aconteceu com Merrin? – fica perceptível que nem tudo é comédia. Gostei bastante dos flashbacks que mostram os personagens ainda crianças, explicando não só como o relacionamento de Ig e Merrin começou, como também mostrando que os demais – como Lee, o advogado que defende Ig – são amigos desde a infância.

Tem um certo suspense em tentar descobrir quem foi o assassino de Merrin – o que me fez apontar vários suspeitos. Eu gostei bastante dessa parte, e foi esse mistério que me prendeu no filme. O namoro deles também era bonito e me emocionou em alguns momentos.

Tiveram algumas cenas que destoram bastante do tom engraçado do filme e que eram cruéis – como o estupro –, o que me deixou um pouco desconfortável. Não por ser gráfico, mas pelo ato violento em si. :/

O final não foi o que eu realmente esperava, mas não chegou a realmente me decepcionar. Fiquei desejando mais explicações para o sobrenatural da história – a falta delas não foi realmente um problema, já que o Ig ficava tão confuso quanto o espectador, mas acho que algumas coisas poderiam ter sido esclarecidas, principalmente quanto ao final.

Li comentários a respeito do livro que serviu de base – O Pacto, de Joe Hill – ser muito bom, o que me deixou curiosa para ler. Talvez encontre mais explicações nele. :)

- Vou te amar pelo resto da minha vida.
- Apenas me ame pelo resto da minha.

4.6.15

Mad Max: Estrada da Fúria


  24 filmes para 2015Tema: Ação


Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.

Quando anunciaram esse quarto Mad Max, eu sabia que ia assistir. Não que eu seja uma superfã, mas gosto bastante do Tom Hardy e a participação dele geralmente é motivo para eu assistir um filme. (E os ativistas dos direitos dos homens estavam reclamando do feminismo no filme, então depois dessa não me restava dúvidas de que eu tinha que ver, hihi!)

A verdade é que eu sei que assisti, mas pouco lembro dos Mad Max anteriores – com exceção da música da Tina Turner, que eu não esqueço. Eu lembrava das criaturas estranhas, então sabia que tinha que ir com a mente aberta pro mundo que ia ser apresentado.

E que filme bom! QUE FILME BOM!!

O filme leva o nome do Max, mas ele não é o grande destaque. Ele acaba sendo incorporado na missão da Imperatriz Furiosa: libertar as esposas de Immortan Joe, que eram prisioneiras e que deviam gerar seus filhos.

E essas personagens são muito boas. A Furiosa chuta bundas (haha)! E isso sem ter um braço. As esposas, apesar de não participarem tão ativamente das lutas, são igualmente importantes, na questão de buscarem sua liberdade e conforme as próprias falam no filme, “elas não são coisas”.

E é tão bom ver um filme onde as personagens femininas estão em pé de igualdade com os masculinos. Onde não tem uma sexualização forçada e desnecessária delas – ou um romance que poderia também ter essas mesmas características. A relação e parceria entre o Max e a Furiosa é construída de um jeito que é muito bonito acompanhar, como eles passam de desconfiança, para conveniência, para respeito.

A ação é muito boa! É uma perseguição de carros, no deserto! E é por causa desse cenário que a fotografia tem uns tons alaranjados, que é uma beleza de ver. Assisti em 3D e achei que valeu a pena (Tem um cara tocando guitarra e essa guitarra solta fogos!! Imagina em 3D!).

Além do Max, outro personagem masculino importante é o Nux (Nicholas Hoult), um war boy do Immortan Joe, que acaba se envolvendo com a Furiosa e cia. e tem um desenvolvimento interessante. Ele (e os war boys) tem ótimas frases. Já as adotei e elas meio que viraram coisa interna entre mim e os amigos que já viram, haha.

Termino com um post do Tumblr que me define:

“Você já viu Mad Max: Estrada da Fúria?” – Eu, pra todo mundo.

1.6.15

Reading Challenge 15/50


O mês é maio e eu só consigo pensar em duas coisas: não estou lendo o suficiente pra completar o desafio dentro do tempo, mas, ainda temos que aguardar as férias, né? :)


   Um livro que se passa em um país diferente

Roleta Russa – Jason Matthews

Sobre o que é:  Depois de alguns tristes acontecimentos (como ter que abandonar a carreira de bailarina) , Dominika Egorova se vê trabalhando no mesmo lugar que o tio, no SVR, o serviço secreto da Rússia. A missão dela é conquistar Nathaniel Nash, agente da CIA, para que ele acabe revelando a identidade do informante russo que coordena.

O que eu achei: Comecei a ler o livro toda interessada no provável romance entre a Dominikia e o Nate – e no fato deles serem “inimigos”. Na verdade, a história foi muito mais do que isso – o que era importante mesmo era a missão, a rivalidade EUA x Rússia – e o romance era só um bônus. O autor – ex-funcionário da CIA, por sinal – muda o ponto de vista entre os personagens (não só os principais), e isso fez com que eu me apegasse a alguns e odiasse outros. A espionagem presente não foi aquela dos filmes, onde os agentes são perfeitos, cheio de acessórios legais e que faz com que você queira ser espião também. Tem algumas partes feias sobre isso, e eu cheguei a ficar um pouquinho agoniada, com aquele medo de dar algo errado. Estava realmente torcendo pelos personagens. O final tinha me decepcionado bastante, e eu estava sem entender como um livro tão bom terminou daquele jeito… Até eu ver que não é um livro único e que uma continuação será lançada em breve! Então, tudo perdoado.
Eu escolhi esse livro para esse desafio porque eu queria sair do clichê dos Estados Unidos, mas na verdade a história acaba se passando em outros países além da Rússia, como Finlândia, Grécia, e sim, os EUA também. Vários países diferentes!
No mais, estou ansiosa pela continuação. Recomendo!

   Um livro com um número no título

Um Mais Um – Jojo Moyes

Sobre o que é: A filha de Jess, Tanzie, é um prodígio da matemática. A menina recebeu uma bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess, que é faxineira, e cuida da filha, do enteado e do cachorro – sem ajuda do pai das crianças – não tem como pagar o restante. A única esperança é uma Olimpíada de Matemática – se Tanzie ganhar, o dinheiro é o suficiente para cobrir os custos com a escola. O problema é que eles nem tem como ir até a cidade onde é a competição. Isso até que Ed Nicholls, cliente de Jess e no momento cheio de problemas em sua vida profissional e pessoal, se ofereça para levá-los.

O que eu achei: Eu comecei a ler esse livro com uma super má vontade – porque o começo estava realmente demorando a me conquistar – mas quando fui ver eu já estava na metade. Os capítulos são pontos de vista alternados entre os personagens, o que é bom pra ir conhecendo cada um. É interessante ver cada um resolvendo seus “perrengues” e acertando a vida, e o quanto essa viagem doida (sério, melhor parte foi a viagem, várias situações!!, arrastaram até o cachorro de um país pra outro) os uniu em tão pouco tempo. E a vida deles não estava fácil não, me arrancou até umas lágrimas. Gostei bastante, porque apesar de apresentar várias dificuldades, no final o que sentimento que ficou comigo foi positivo – que ainda tem pessoas/coisas boas no mundo, que a gente tem o poder de mudar pra melhor.  :)


   Um mistério ou suspense

Seis Anos Depois – Harlan Coben

Sobre o que é: Há seis anos, Jake compareceu ao casamento de Natalie, o amor de sua vida. Ela fez com que ele prometesse que não voltaria a procurar nem ela e nem seu marido. Só que quando ele vê uma notícia informando da morte do marido de Natalie, ele decide entrar em contato, o que o leva a descobrir que tem várias peças que não encaixam na história dela.

O que eu achei: Eu li dois livros do Harlan Coben, e gostei bastante dos dois (principalmente Cilada). Não achei que esse fosse me decepcionar, mas foi o que aconteceu. A história não me prendeu, eu só terminei porque o livro era curto. O motivo do Jake para iniciar toda uma procura pela Natalie não me convenceu – eu não acreditava no amor deles, desculpa. Aí conforme ele ia descobrindo as coisas eu esperava me envolver com o suspense, que me desse aquela vontade de descobrir o que estava acontecendo… Mas não, essa emoção não veio. Nem o final me empolgou, já que o desfecho me pareceu algo que poderia ter sido feito muito antes. É… Não gostei.


   Um livro da sua infância

O Mistério da Estrela – Stardust – Neil Gaiman 

Sobre o que é: Tristran Thorn, morador do vilarejo de Muralha, promete trazer uma estrela cadente para sua amada Victoria. Para isso, ele terá que ir até a Terra Encantada, o que não é permitido ao povo de Muralha. Além disso, outras pessoas também estão interessadas na estrela…

O que eu achei: Reassisti o filme recentemente, então também decidi reler o livro, já que fazia um certo tempo e eu não lembrava direito dos acontecimentos. Eu gosto bastante dele. Acho muito bom o jeito que o Neil Gaiman amarra todos os personagens e suas histórias e não fica confuso.  Adoro também essa coisa “quase” contos de fadas que fica presente (apesar de logo no comecinho já ficar claro que não é conto de fadas e nem lá muito infantil, haha). Não consigo deixar de lembrar do filme – que eu também acho ótimo – e acho que os dois se complementam. No livro tem muitas partes que não tem no filme, e isso poderia ser péssimo, se não tivessem incluído outras ótimas partes que não tem na história original (como o Capitão Shakespeare, do Robert De Niro). O final do livro me decepcionou um pouquinho, porque achei muito “tranquilo”, que as coisas se resolveram muito facilmente; mas ainda assim gostei bastante da leitura.


   Um livro lançado esse ano

Fairest – Marissa Meyer

Sobre o que é: A Rainha Levana é conhecida por ser muito bonita. Na verdade, ninguém sabe qual é a sua verdadeira aparência, já que ela se esconde atrás de seu glamour. Poder esse que Levana também não hesita ao usar para manipular as pessoas em fazer as maldades que ela quiser. Mas será que ela sempre foi assim?

O que eu achei: As Crônicas Lunares é uma das minhas séries favoritas. Adoro a releitura dos contos de fadas que a Marissa Meyer fez, encaixando ficção cientifica, e com isso deixando tanto as princesas quanto os príncipes interessantes. A Levana é uma das vilãs que eu mais gosto, e eu estava achando que seria mais uma daquelas histórias que está na moda – a da vilã ser incompreendida. Mas não foi bem assim. É verdade que no começo eu estava sentindo pena dela, mas depois vi que a intenção era só contar a origem da dela, e não justificar sua maldade. Porque Levana é má e quem já não gostava dela antes vai só ter esse sentimento intensificado. É bom para conhecer os personagens de Luna e o que aconteceu antes de Cinder, que é o primeiro livro. Gostei bastante do livro e serviu para me deixar mais curiosa para final da série.

 

Minha agenda de postagens foi para o espaço, cortesia dos trabalhos e provas do final do semestre. :c Espero colocar tudo em dia o mais rápido possível…