17.5.15

A Última Casa da Rua


  24 filmes para 2015Tema: Terror


Dispostas a conquistar uma nova vida, a jovem Elissa (Jennifer Lawrence) e sua mãe Sarah (Elisabeth Shue), que se separou recentemente, se mudam para uma grande casa em uma nova cidade. O negócio só foi possível porque o imóvel vizinho ao delas foi palco de um duplo assassinato e assim o aluguel ficou mais baixo. Mas tudo na vida tem um preço e quando Elissa começa a se relacionar com Ryan (Max Thieriot), o único sobrevivente da família assassinada, as coisas começam a mudar radicalmente, trazendo à tona problemas entre mãe e filha, além de conflitos com os vizinhos da região, que acabam envolvendo também a polícia local.

Esse é um dos filmes onde o final tem o poder de mudar sua opinião sobre ele.

Os comentários que eu li antes de ver não eram os melhores, mas eu decidi assistir mesmo assim. E logo no começo, comecei a concordar com alguns deles: o suspense era fraco.

Apesar de já ter toda a base clichê das histórias de terror – “aconteceu alguma coisa na casa (ou vizinhança, no caso), e só por isso podemos morar aqui!” – o filme passa muito tempo mostrando a vida da Elissa: a estranheza da mudança, os desentendimentos com a mãe, a adaptação a nova escola, etc. O que me prendeu na verdade foi a história do Ryan, que apesar de ser algo previsível nesse ponto do filme, me deixou curiosa para saber o desfecho.

E então, depois de muito “ué, cadê o suspense?” chegamos ao final! Fiquei tão feliz quando fiz a conexão entre uma cena e outra – o que não era tão difícil de ver, mas também não era tão óbvio. Esse foi o ponto em que o filme mostra que tudo que o você pensou antes não era verdade. A virada não foi genial, mas eu achei muito boa! Me surpreendeu bastante.

O talvez “terror” do filme só se mostra nessa última parte. Não é nada muito aterrorizante, me deu aflição porque acaba virando uma perseguição e eu estava temendo pela Elissa, haha. Mas nada de sobrenatural – como eu achei que teria no começo.    

Quando se pensa que tudo já foi resolvido, a última cena vem pra amarrar todas as pontas. Essa foi a que me deu mais medo. Não porque me deu um susto ou algo assim, mas sim porque não consigo desconsiderar que algo assim possa acontecer no “mundo real”. E acho que essa é uma das piores coisas.

Minha conclusão é que eu gostei do filme. Não estava esperando nada, e por isso fui surpreendida. Talvez enrolaria menos com toda a história da Elissa/a mudança/a mãe/etc que não me atraiu muito. Se não tiver nada pra ver, aproveita que o filme está na Netflix e assista, haha.

casa2

9.5.15

Demolidor


Eu tinha planos para o mês de abril, mas a Marvel e a Netflix decidiram que eles não eram tão importantes. Aí acumulou tudo – as demais séries que assistia, os filmes que eu tinha que ver… Mas confesso, valeu muito a pena!


Demolidor, a nova série da Marvel, segue a história de Matt Murdock, vítima de um acidente que o deixou cego quando garoto, mas também incutiu nele poderes sensoriais. Matt se forma advogado e abre sua firma na perigosa Hell's Kitchen, onde luta por justiça: de dia como advogado, à noite como o Demolidor, o justiceiro das ruas de Nova York.

Para não dizer que nunca tinha ouvido falar no Demolidor, eu o conhecia de uma breve aparição em uma das edições da HQ da Viúva Negra, mas quando anunciaram a série, eu não estava nem um pouco animada por ela. E então dia 10 de Abril a Netflix disponibilizou todos os episódios, os anúncios estavam em todos os lugares (tanto na internet, quanto na cidade, como no metrô) e ei, por que não assistir?

E aí foi um caminho sem volta. Foi um amor por tudo. ♥

A série é uma história de origem, mas não começa bem assim. Parte de quem o Demolidor é já está estabelecido, e vamos sendo apresentados aos motivos que levaram o Matt a querer lutar por sua cidade por meio de alguns flashbacks.

Acabei me apegando muito fácil aos personagens… Foggy Nelson, melhor amigo e sócio do Matt na firma de advocacia, alívio cômico e super preocupado com os amigos. Karen Page, primeira cliente da firma, determinada, longe de ser a mocinha indefesa e/ou apenas o interesse amoroso.  Isso pra não falar nos demais coadjuvantes (como a Claire Temple ♥, enfermeira que ajuda o Matt) e antagonistas. O vilão, Wilson Fisk, e os outros envolvidos com ele são personagens complexos – e que me fez ficar o tempo todo “que vilão bom!, mas assim, não gosto de você porque você é, bem, o vilão.”

 
Karen: A quanto tempo vocês são advogados?
Matt: Que horas são?
Foggy: São 00h22.
Matt: Umas sete horas.

Não esquecendo do protagonista (e eu poderia ficar o dia todo falando dele). Como todo justiceiro, o Matt também tem seus questionamentos. No caso dele, a dúvida sobre se o que ele faz é certo vem do fato dele ser católico. Ele se confessa com um padre, e as cenas dos dois rendem uns dos melhores diálogos de toda a série.

A série é bem real. A única coisa super são os sentidos do Matt, porque fora isso, nenhum super poder. Algo que contribui com isso (o “real”) é o fato dele bater – mas também apanhar, ficar exausto, ser derrotado. Nada de batalhas-destruidoras-da-cidade-toda, os inimigos são outros.

Uma coisa que tinha me preocupado era a violência da série que todos diziam ser pesada. E faz jus a classificação +18 sim. Não foi nada que me fizesse desistir da série, mas algumas das cenas me deixaram um pouco desconfortável sim, e eu vejo como poderia afetar pessoas mais sensíveis. Acho que vai de cada um ver se não se sente mal assistindo.

Tem referências sutis a outras coisas do Universo Marvel (como a batalha dos Vingadores), mas nada que comprometa o entendimento de quem não viu nada antes da série ou não gosta dos super-heróis.

A primeira temporada tem 13 episódios, com uma hora cada. O formato pra mim é ótimo, porque com menos episódios, menos enrolação e coisas desnecessárias. Eu chegava ao fim de um episódio e ficava “Não acredito que acabou!” e corria pra assistir o próximo. O único lado negativo é que acaba mais rápido assim. Achei que o final foi justo, amarrou as pontas, e só deixou a vontade de ter mais para assistir. O que é bom, porque uma segunda temporada foi confirmada, e eu estou sofrendo aguardando ansiosamente.

Então, encerro com a recomendação que ando fazendo aos meus amigos: assistam Demolidor!

PS: A abertura é maravilhosa!

PS²: O Charlie Cox, que é o Matt/Demolidor, é adorável. Alguém lembra dele de Stardust – O Mistério da Estrela?

7.5.15

Not a quarter-life crisis


Tem um post no tumblr que eu sempre achei engraçado:

http://ninfia.tumblr.com/post/95469828468/do-you-ever-have-that-moment-when-a-kid-is-looking
Você já passou por aquele momento quando uma criança olha pra você, e você percebe que ela tá te olhando como se você fosse um adulto? E então é tipo, não, eu sou uma criança também. Sinto muito que minha aparência exterior te confunda.

Mas... Eu meio que me identifico.
Não que eu me sinta como uma criança - eu só ainda não me sinto com a idade que tenho. (Isso fez sentido?)
Cada vez mais me sinto em um daqueles posts "XX coisas que farão você se sentir velho!". É só lembrar de alguma coisa. Fico crente de que é "recente" (ou ao menos não tão velho assim) e aí vou ver e já fazem anos.

É como se eu estivesse vivendo e em alguns momentos tenho algum lembrete de que "ah é, verdade, tenho 19". E não que eu me importe com a minha idade. Algumas etapas da vida foram concluídas, as responsabilidades foram aumentando... E se eu parar para comparar eu sinto a diferença do meu eu de hoje pro meu eu de uns 3 anos atrás.

É engraçado como no dia a dia, nada muda. Mas quando você olha para o passado, tudo está diferente.

No entanto, os momentos em que eu tenho que me lembrar de quantos anos eu tenho ainda acontecem.

Em algum ponto da vida a gente se acostuma?