14.3.15

Reading Challenge 10/50


Já estamos em março e eu ainda não desisti.
Meu ritmo de leitura caiu de novo, mas é porque junto com as férias, lá se foi meu tempo livre. Tudo está um caos. Mas eu estou me organizando o melhor que posso. Sendo assim, vamos aos cinco livros que eu li. :)
Pode conter spoilers.

   Um livro cujo título tenha uma palavra só

Perdida – Carina Rissi

Sobre o que é: Sofia é uma jovem do século XXI e que não dá muita bola para romances. Ela acaba sendo mandada para o século XIX quando compra um celular novo. Lá, é acolhida pelo bonito e gentil Ian Clarke.

O que eu achei: Comecei a leitura do livro toda alegre, até que bem no começo a Sofia é obrigada a usar uma máquina de datilografia e ela fica toda “Cadê o delete?”. Vergonha alheia total. Como se não bastasse, quando vai para o passado, ela continua usando gírias com o tempo todo. Da primeira vez isso até seria engraçado, mas depois de um tempo começou a me irritar, parecia que ela até fazia de propósito. Não só com isso, mas com os fatos do futuro que ela ficava soltando (viagem no tempo é perigoso, tem que saber se comportar!). A viagem no tempo em si também não me convenceu muito –[SPOILER: achava que o motivo seria ligado a tecnologia devido a ênfase que colocaram nisso, mas não…]
Enfim, depois que eu consegui ignorar todos esses detalhes eu até pude prestar atenção no romance. O Ian é todo “perfeitinho”, todo compreensivo e fica fácil entender porque Sofia vai se apaixonando por ele. Não foi uma leitura cansativa, pelo menos. Como só lia coisas boas a respeito de Perdida, achei que ia gostar mais.


   Um livro baseado ou transformado em série de TV

Sob a Redoma – Stephen King

Sobre o que é: Uma redoma surge sobre a cidade de Chester’s Mill, isolando a população do resto do mundo. Agora os moradores precisam lutar pela sobrevivência.

O que eu achei: Eu acompanho a série e tinha um receio de ler o livro e não conseguir parar de comparar os dois enquanto assistia. Isso não vai acontecer porque os dois são beeem diferentes. Sinto que na série só pegaram a trama principal e os nomes dos personagens e fizeram outra história – mas não deixo de gostar bastante de ambas, tanto da do livro quanto da série.
O livro é bem grandinho, mas a escrita do Stephen King me prendeu e eu li até que rápido. Ele se foca bastante nos detalhes e em vários personagens, mudando o foco dos acontecimentos, o que em alguns momentos me deixava aflita (porque nesse ritmo ia demorar uma vida até os personagens saberem daquela coisa que eu já sabia, haha).  Me provocou vários sentimentos também, porque é possível ver que nessa situação não tem lei, não tem ordem, é a escassez dos recursos, é só desespero. O pior das pessoas vem a tona.
Sofri com alguns personagens, torci por outros (meus xodós na série, e que continuaram sendo xodós no livro) e desejei muito que nem todos se dessem bem…  Só achei que o final foi um pouco corrido, fiquei querendo um epilogo. Mas ainda assim gostei demais do livro, e só espero coisas boas da série que se baseia (muito livremente, por sinal) nele. 


   Um livro vencedor do Pulitzer

A Visita Cruel do Tempo – Jennifer Egan

Sobre o que é: É a história de vários personagens que tem alguma coisa em comum e como o tempo acabou afetando suas vidas.

O que eu achei: “O melhor livro que você terá nas mãos.” Só que não.
Os primeiros dois capítulos pareciam promissores, já o resto… Pra mim esse é um livro de crônicas sobre os personagens. Só assim para aceitá-lo. Todo capítulo é um personagem diferente, uma narrativa diferente, uma linha do tempo diferente. Tem sempre um que é parente de alguém que já apareceu antes, que conhecia o outro, e é isso a única coisa em comum com todos eles (se não contar o fato de que 90% dos personagens usam drogas).
A leitura foi completamente arrastada e eu ficava esperando achar o motivo pelo qual todo mundo adorou, ficava esperando que a história fosse dar em algum lugar, mas não. É uma constante mudança de tempo  e de personagens que me deixou confusa, demorava para me situar, entender que época era, lembrar do outro que apareceu em outro momento. Lá pelo final, depois de até um capítulo inteiro feito de slides, as coisas começaram a fazer um pouquinho mais de sentido. “Ah, então Fulano se ferrou tá assim na vida, depois disso e daquilo.” Não terminei o livro com o mesmo ódio que tive enquanto lia, mas só pelo fato de a leitura não ter sido agradável ele caiu bastante no meu conceito.  


   Um livro que se passa na sua cidade natal

Sozinha no Mundo – Marcos Rey

Sobre o que é: Pimpa estava a caminho de São Paulo com sua mãe doente. O motivo da viagem era para procurar o tio Leonel, um parente de seu pai que poderia ajudá-las. Mas sua mãe morre dentro do ônibus e a menina fica sozinha na cidade grande, ainda tendo que fugir de uma assistente social muito suspeita.

O que eu achei: Esse foi um verdadeiro desafio porque eu não achava um livro que se passasse em São Paulo. Aí lembrei dos que eu lia quando era mais nova, A Droga da Obediência, a Coleção Vagalume… E foi assim que eu acabei lendo Sozinha no Mundo.
É um livro curtinho, fácil de ler. A São Paulo dele é bem diferente da de hoje, mas dá pra reconhecer alguns elementos (como o Parque do Ibirapuera). O que eu achei mais difícil de acreditar era em como s pessoas ajudavam a Pimpa facilmente. Tiveram coisas ruins também, mas por ser um livro infantil isso foi bastante suavizado.
Também teve um misteriozinho que me lembrou outros livros do autor (como O Mistério do Cinco Estrelas) e o desfecho foi interessante. Num geral, foi gostoso de ler e me lembrou até de outros tempos.


   Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos

Losing It – Cora Carmack

Sobre o que é: Bliss está no último semestre da faculdade e ainda é virgem. Ela conta isso à sua melhor amiga, que decide que o certo seria sair e achar um cara. Bliss encontra Garrick em um bar e estava indo tudo bem, até que na hora H ela desiste (inventando uma desculpa terrível, por sinal). O constrangimento estaria esquecido, se não fosse pelo fato de que ele era o novo professor dela…

O que eu achei:  Esse é o tipo de livro que pra mim é equivalente as comédias românticas. O que significa que eu os leio só pra passar o tempo mesmo. Losing It foi bonitinho, foi engraçadinho, não foi só sobre a virgindade da Bliss (o que já era de se esperar), e apesar de toda a situação não teve muito drama desnecessário. E o Garrick era um cara legal, todo respeitador dos limites da Bliss (o que é importante). Cumpriu o seu papel de entretenimento leve, haha.


Ainda não sei qual livro da minha longa lista eu vou ler em seguida. Aceito sugestões. Já leram algum desses?

2 comentários:

  1. Desses eu só tinha ouvido falar de Perdida e Sob a Redoma, os quais ainda não li, mas quero muito!
    Ótimas escolhas!

    Beijos invernode1996.blogspot.com.br

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