30.3.15

The Last Five Years


  24 filmes para 2015Tema: Musical


Cathy Hyatt (Anna Kendrick) e Jamie Wellerstein (Jeremy Jordan) são casados. Ela é uma atriz em busca de uma carreira, mas ainda não conseguiu um grande papel. Ele é um romancista em ascenção, cuja última obra está em evidência. Eles reveem seu relacionamento. A diferença entre o sucesso de Cathy e de Jamie os faz entrar em conflito e repensar os últimos cinco anos, tempo em que estiveram juntos.

Eu fui assistir esse filme sem saber do que se tratava. Li uma recomendação e fiquei com vontade de ver. Além disso, ele é do gênero mais amado por todos (só que não), mas que muito me agrada, os musicais.

Olhando para o poster eu achava  que sabia o que me esperava -  uma comédia romântica, com algumas músicas animadinhas aqui e ali. Essa ideia se desfez logo na primeira cena, onde eu me dei conta de que 1) não, não é uma comédia romântica! e 2) é muito mais cantado do que eu imaginei.

Na verdade, por muito mais cantado eu quero dizer “(quase) não tem diálogos”. E (quase) não tem personagens também, o foco todo sendo no casal. Eu gosto da Anna Kendrick e vi alguns musicais com ela (Pitch Perfect, Into the Woods), acho que ela canta direitinho mas não sou muito fã da voz dela, então a ideia de ouvir ela cantando o filme todo poderia ter me desanimado, se não fosse o Jeremy Jordan, que eu não conhecia mas me surpreendeu positivamente. As músicas que ele cantou foram as minhas favoritas e não só pela voz dele, mas por serem as mais animadas.

Então, já no começo fica claro que o filme será todo cantado e que só tem dois personagens importantes, a Cathy e o Jamie. O que deixa tudo mais interessante é que a história é contada pelo ponto de vista de cada um deles, em uma ordem cronológica diferente. A Cathy começa no final do cinco anos em que eles estiveram juntos, enquanto o Jamie começa a partir do momento em que eles se conheceram. Por conta disso, eles cantam juntos poucas vezes, quando a linha do tempo deles se cruzam.

Realmente gostei do jeito que foi mostrado, porque formava um contraste muito interessante. Vendo o final, e o começo – onde eles estavam tão felizes – e querando chegar no meio para entender o que aconteceu.

O final foi o que eu esperava e achei que fechou bem todo o ciclo cronológico. Achei que foi real. E se for para contar uma história mais comum, mais perto da nossa realidade, que ela seja um musical.

As músicas do Jeremy Jordan já foram adicionadas a minha biblioteca com sucesso. E eu acabei gostando bastante de The Last Five Years, tirando esse poster que me induziu a pensar que essa seria diferente.

26.3.15

Rotaroots: 10 músicas que eu gostaria de ter gravado/regravado


Esse é um meme do mês de março do grupo Rotaroots. Achei interessante porque eu sou muito chegada num karaokê – mas tem muita música que eu gosto que acabo não cantando pra evitar uma humilhação maior ainda. Então, visto a oportunidade de totalmente ignorar as limitações da minha voz sem maiores consequências, eis as 10 músicas que eu gostaria de ter gravado.

Gonna Get Over You – Sara Bareilles

Na verdade, eu poderia fazer, fácil fácil, uma lista de 10 músicas só da Sara que eu gostaria de ter gravado. Não fiquei pensando muito na escolha porque eu queria trocar toda hora por uma outra que eu amo mais (mas na verdade eu amo todas). Então, Gonna Get Over You. Porque é uma break-up song, e apesar de falar do sofrimento sobre o término e o quão dificil é superar, é na verdade uma música toda animadinha e eu adoro isso.


Closer to the Edge – 30 Seconds to Mars

Eu gosto muito da energia dessa música. Assim como os fãs no clipe, me dá vontade de cantar junto.


Your Song – Elton John

Eu simplesmente amo essa música. Tanto na versão original do Elton John, como na da Ellie, e a minha xodó, que é o Ewan McGregor em Moulin Rouge. Acho que, bem como diz a letra, é bem simples, mas ainda assim incrivelmente romântica. Então, com toda a certeza, eu também faria minha regravação de Your Song.


Take Me To Church – Hozier

Notei que eu demoro um certo tempo até gostar das músicas do momento. Quando tentei ouvir Take Me To Church pela primeira vez, não foi bem amor a primeira ouvida. Tentei de novo um tempo depois e agora não consigo parar de ouvir a música (assim como algumas outras do álbum do Hozier). Além de gostar bastante da melodia, a letra me chama bastante atenção. Acho o significado e o modo que ele trabalhou isso fantástico!

Bitch – Meredith Brooks

Adoro a letra dessa música. Me faz pensar nos rótulos que colocam sobre uma mulher – como se ela só fosse isso, quando na verdade somos um pouco de tudo. E a música me faz querer abraçar todos esses lados e cantar bem alto.


Take On Me – a-ha

Regravaria pra prestar tributo a uma banda que eu gosto bastante. Além de cantar ia querer tocar alguma parte da música também. (Ah, os sintetizadores, o falsetto… ♥)


Timidez – Biquini Cavadão


Essa música foi lançada uma década antes de eu nascer, mas ainda assim é muito eu. Então acho que seria mais do que justo eu fazer minha versão dela.

Blank Space – Taylor Swift



’Cause darling I’m a nightmare dressed like a daydream é motivo suficiente.


I Wanna Get Better – Bleachers

Essa música me deixa melhor quando eu a escuto (e não é só pelo título autoexplicativo, o ritmo animado me faz me sentir melhor mesmo). E por ser algo bem pessoal para o vocalista, eu tentaria fazer justiça com a minha versão.


Half of My Heart – John Mayer

Uma das minhas favoritas do John, e com a qual me identifico um tantinho. Provavelmente ia mudar bastante para a minha versão (no piano, quem sabe?). Também ia querer alguém de peso também pra fazer backing vocal featuring que nem a Taylor Swift na original.

22.3.15

Dirty Dancing


  24 filmes para 2015Tema: Dança

No verão de 1963, Baby (Jennifer Grey) está passando as férias com sua família em um resort. Uma noite, ela acabando indo até o alojamento dos funcionários e os vê dançando de uma meneira que o dono do lugar não permite em público. Lá, ela também conhece Johnny (Patrick Swayze), o instrutor do resort. Quando a parceira dele, Penny (Cynthia Rhodes), não pode se participar de uma apresentação, Baby se oferece para aprender a dançar e ir no lugar dela.

Quando comecei o projeto, já vi a lista de temas e pensei que podia muito bem encaixar alguns “filmes que todo mundo já viu, menos eu” nas resenhas. Com o tema dança eu tinha três opções, todos dos anos 80, com um subtítulo envolvendo a palavra rítmo e uma música famosa: Flashdance, Footloose e Dirty Dancing. Acabei escolhendo o último pra resenhar, porque foi o que eu mais gostei e… Como eu pude passar a vida inteira sem ter visto Dirty Dancing?! #livingunderarock

Foi um filme gostosinho de assistir e eu acabei me ~envolvendo~. Por mais clichê que seja, adoro essas de os personagens se odiarem, só para se apaixonarem depois, então torcia muito pelo casal, apesar das diferenças deles. Tive raivinha de quem mereceu – certos personagens e certas situações eram complicadas de ignorar, por exemplo, a nítida diferença de classes entre os funcionários e os hóspedes.

E ah, a dança! Me animava vê-los praticando, me dava vontade de saber dançar também. Talvez por eu ser parente de algum robô enferrujado, eu tenha admirado um pouquinho mais a Baby, por ter tido a coragem de se voluntariar assim, pra aprender e se dedicar aos ensaios.

O Patrick Swayze, além de dançar muito bem (e fazer parte da trilha sonora do filme), estava muito bonito, haha. Dá uma dorzinha ao pensar nele, mesmo sem ter visto o filme antes, acho que não dá pra discordar que ele se foi muito cedo. :(

Ver a cena de (I’ve Had) The Time of My Life com um contexto foi muito mais interessante. Agora, além da música e da coreografia me deixarem com vontade de revê-la, eu vou lembrar do porque a cena acontece – e sinceramente, foi algo que eu adorei, já foi fruto de uma atitude que eu realmente esperava que alguém tivesse.

Estou apenas no aguardo pra algum canal reprisar o filme pra eu ter uma desculpa pra ver de novo.

Ninguém deixa a Baby no canto.

14.3.15

Reading Challenge 10/50


Já estamos em março e eu ainda não desisti.
Meu ritmo de leitura caiu de novo, mas é porque junto com as férias, lá se foi meu tempo livre. Tudo está um caos. Mas eu estou me organizando o melhor que posso. Sendo assim, vamos aos cinco livros que eu li. :)
Pode conter spoilers.

   Um livro cujo título tenha uma palavra só

Perdida – Carina Rissi

Sobre o que é: Sofia é uma jovem do século XXI e que não dá muita bola para romances. Ela acaba sendo mandada para o século XIX quando compra um celular novo. Lá, é acolhida pelo bonito e gentil Ian Clarke.

O que eu achei: Comecei a leitura do livro toda alegre, até que bem no começo a Sofia é obrigada a usar uma máquina de datilografia e ela fica toda “Cadê o delete?”. Vergonha alheia total. Como se não bastasse, quando vai para o passado, ela continua usando gírias com o tempo todo. Da primeira vez isso até seria engraçado, mas depois de um tempo começou a me irritar, parecia que ela até fazia de propósito. Não só com isso, mas com os fatos do futuro que ela ficava soltando (viagem no tempo é perigoso, tem que saber se comportar!). A viagem no tempo em si também não me convenceu muito –[SPOILER: achava que o motivo seria ligado a tecnologia devido a ênfase que colocaram nisso, mas não…]
Enfim, depois que eu consegui ignorar todos esses detalhes eu até pude prestar atenção no romance. O Ian é todo “perfeitinho”, todo compreensivo e fica fácil entender porque Sofia vai se apaixonando por ele. Não foi uma leitura cansativa, pelo menos. Como só lia coisas boas a respeito de Perdida, achei que ia gostar mais.


   Um livro baseado ou transformado em série de TV

Sob a Redoma – Stephen King

Sobre o que é: Uma redoma surge sobre a cidade de Chester’s Mill, isolando a população do resto do mundo. Agora os moradores precisam lutar pela sobrevivência.

O que eu achei: Eu acompanho a série e tinha um receio de ler o livro e não conseguir parar de comparar os dois enquanto assistia. Isso não vai acontecer porque os dois são beeem diferentes. Sinto que na série só pegaram a trama principal e os nomes dos personagens e fizeram outra história – mas não deixo de gostar bastante de ambas, tanto da do livro quanto da série.
O livro é bem grandinho, mas a escrita do Stephen King me prendeu e eu li até que rápido. Ele se foca bastante nos detalhes e em vários personagens, mudando o foco dos acontecimentos, o que em alguns momentos me deixava aflita (porque nesse ritmo ia demorar uma vida até os personagens saberem daquela coisa que eu já sabia, haha).  Me provocou vários sentimentos também, porque é possível ver que nessa situação não tem lei, não tem ordem, é a escassez dos recursos, é só desespero. O pior das pessoas vem a tona.
Sofri com alguns personagens, torci por outros (meus xodós na série, e que continuaram sendo xodós no livro) e desejei muito que nem todos se dessem bem…  Só achei que o final foi um pouco corrido, fiquei querendo um epilogo. Mas ainda assim gostei demais do livro, e só espero coisas boas da série que se baseia (muito livremente, por sinal) nele. 


   Um livro vencedor do Pulitzer

A Visita Cruel do Tempo – Jennifer Egan

Sobre o que é: É a história de vários personagens que tem alguma coisa em comum e como o tempo acabou afetando suas vidas.

O que eu achei: “O melhor livro que você terá nas mãos.” Só que não.
Os primeiros dois capítulos pareciam promissores, já o resto… Pra mim esse é um livro de crônicas sobre os personagens. Só assim para aceitá-lo. Todo capítulo é um personagem diferente, uma narrativa diferente, uma linha do tempo diferente. Tem sempre um que é parente de alguém que já apareceu antes, que conhecia o outro, e é isso a única coisa em comum com todos eles (se não contar o fato de que 90% dos personagens usam drogas).
A leitura foi completamente arrastada e eu ficava esperando achar o motivo pelo qual todo mundo adorou, ficava esperando que a história fosse dar em algum lugar, mas não. É uma constante mudança de tempo  e de personagens que me deixou confusa, demorava para me situar, entender que época era, lembrar do outro que apareceu em outro momento. Lá pelo final, depois de até um capítulo inteiro feito de slides, as coisas começaram a fazer um pouquinho mais de sentido. “Ah, então Fulano se ferrou tá assim na vida, depois disso e daquilo.” Não terminei o livro com o mesmo ódio que tive enquanto lia, mas só pelo fato de a leitura não ter sido agradável ele caiu bastante no meu conceito.  


   Um livro que se passa na sua cidade natal

Sozinha no Mundo – Marcos Rey

Sobre o que é: Pimpa estava a caminho de São Paulo com sua mãe doente. O motivo da viagem era para procurar o tio Leonel, um parente de seu pai que poderia ajudá-las. Mas sua mãe morre dentro do ônibus e a menina fica sozinha na cidade grande, ainda tendo que fugir de uma assistente social muito suspeita.

O que eu achei: Esse foi um verdadeiro desafio porque eu não achava um livro que se passasse em São Paulo. Aí lembrei dos que eu lia quando era mais nova, A Droga da Obediência, a Coleção Vagalume… E foi assim que eu acabei lendo Sozinha no Mundo.
É um livro curtinho, fácil de ler. A São Paulo dele é bem diferente da de hoje, mas dá pra reconhecer alguns elementos (como o Parque do Ibirapuera). O que eu achei mais difícil de acreditar era em como s pessoas ajudavam a Pimpa facilmente. Tiveram coisas ruins também, mas por ser um livro infantil isso foi bastante suavizado.
Também teve um misteriozinho que me lembrou outros livros do autor (como O Mistério do Cinco Estrelas) e o desfecho foi interessante. Num geral, foi gostoso de ler e me lembrou até de outros tempos.


   Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos

Losing It – Cora Carmack

Sobre o que é: Bliss está no último semestre da faculdade e ainda é virgem. Ela conta isso à sua melhor amiga, que decide que o certo seria sair e achar um cara. Bliss encontra Garrick em um bar e estava indo tudo bem, até que na hora H ela desiste (inventando uma desculpa terrível, por sinal). O constrangimento estaria esquecido, se não fosse pelo fato de que ele era o novo professor dela…

O que eu achei:  Esse é o tipo de livro que pra mim é equivalente as comédias românticas. O que significa que eu os leio só pra passar o tempo mesmo. Losing It foi bonitinho, foi engraçadinho, não foi só sobre a virgindade da Bliss (o que já era de se esperar), e apesar de toda a situação não teve muito drama desnecessário. E o Garrick era um cara legal, todo respeitador dos limites da Bliss (o que é importante). Cumpriu o seu papel de entretenimento leve, haha.


Ainda não sei qual livro da minha longa lista eu vou ler em seguida. Aceito sugestões. Já leram algum desses?

7.3.15

Tag: Meu Blog e Eu


Responder tag é uma coisa muito legal (ou pelo menos eu gostei, haha) e eu gosto bastante de ler as respostas das pessoas. Tendo dito isso, fui indicada pela Salieri do blog Visão Periférica para responder essa tag. ♥

As regras são:
1. Responder as 8 perguntas da tag;
2. Indicar 8 blogs para responder a tag;
3. Linkar de volta quem te indicou.


  1. Por que você criou o blog? Porque eu queria falar das coisas que eu gosto. Lia um livro e ficava “Se eu tivesse um blog, eu falaria isso e aquilo desse livro”. Então decidi criar o Vestindo o Tédio.

  2. Como você escolheu o nome do blog? É um verso que gosto da música Falando Sério do SILVA. E agora que eu estou meio ausente daqui (devido as minhas aulas) eu percebi que o tédio tem muito mais a ver com tudo do que eu imaginava. Eu tento me organizar melhor, já ter em mente os posts que eu vou fazer, mas a inspiração pra eles surgem do tédio – assim como o tempo para fazer as postagens, haha.

  3. Quando seu blog foi criado? A data do meu primeiro post é dia 08/06/2014. Se não foi nesse exato dia, foi por volta.

  4. Qual o assunto principal que o seu blog aborda? Ah, acho que não tem um assunto principal. Mas meu blog é pessoal. Então eu procuro falar do que eu gosto, de algo que me acontece, etc. 

  5. Quem fez o layout? Eu!

  6. Fale um pouco do layout, o que ele representa? Acho que representa minha volta ao blog mesmo. Eu fiz um primeiro que depois de um tempo começou a me incomodar (o espaço dos posts era pequeno), aí mudei pra esse que na verdade não mudou muito (mantive as mesmas cores, por exemplo). Já tenho um outro pronto pra quando enjoar desse, mas por enquanto ainda está tudo certo, eu gosto das cores, haha.

  7. Pensa em fazer do blog um trabalho? Não. É um hobby e acho que assim tem que permanecer.

  8. O que você diria para as blogueiras que começaram agora? Eu não me considero tão experiente assim, haha. Mas algo que eu acho importante é fazer o blog por você mesma. Claro que a interação com leitores é algo indispensável, mas não acho legal ficar naquela neura por conseguir mais seguidores – não é o que importa no blog. Participar de coisas como “sigo de volta” pra mim não compensa, vale muito mais comentários sinceros, de gente que realmente leu o que você postou. E eu também procuro me comportar desse jeito, só comento e sigo blogs que eu gosto, não porque alguém tem que me seguir de volta.

Não vou indicar ninguém porque é aquilo, nunca sei quem já fez, quem gosta de responder… Se alguém quiser responder, sinta-se à vontade. :)