27.2.15

E eu descobri que amo e-books


E essa discussão livro físico x e-books já é velha, não é? Decidi ressuscitar o assunto por causa da minha mudança de comportamento que eu só vim perceber recentemente.

Em defesa do livro físico, estão lá aquele cheirinho de livro novo, um exemplar pra enfeitar a estante, e claro, a sensação de segurá-lo ao ler. Eu prezava muito por todos esses aspectos e jamais escolheria o e-book ao livro de verdade. Tudo mudou quando eu comecei a ler em inglês. 

Apesar de ter alguns nas livrarias, não acho os livros em inglês tão acessíveis assim. Não é tão fácil achar alguns títulos, e encomendar ou comprar em algum site internacional é demorado. Então, quando tinha algum lançamento que eu sabia que ia demorar pra chegar aqui eu recorria ao e-book. Rápido, fácil, já tava ali pronto pra ler.

E tem gente que não se adapta, mas eu me adaptei aos e-books bem até demais. Não fiquei só nos livros em inglês, passei a ler tudo, no celular mesmo e com isso posso sempre ter os livros comigo, sem peso. Outra das vantagens, que é uma das melhores pra mim, é poder regular o brilho da tela e ler a noite sem acordar a casa toda, haha.

Quando comecei o Reading Challenge, fui ver os livros que eu tenho que estão pegando pó na estante e que não tinha lido até hoje. O que aconteceu… Não tem melhor imagem pra ilustrar do que a segue abaixo.

boy-reading-on-chair
O que é uma posição confortável, hein?

Me acostumei tanto aos e-books e a ler no celular, que na hora de voltar para o livro foi díficil me acomodar com o tamanho, peso, o virar das páginas. Isso me assustou um pouco, confesso. Estou voltando a ler o livro físico, mas tenho que dizer que estou num ritmo mais lento.

E com isso, não estou pronta pra abrir mão dos e-books tão cedo. Na verdade, estava estudando sobre comprar um e-reader, apesar de querer algo com cor para poder ler quadrinhos de achar que o celular continua suprindo muito bem as minhas necessidades. 

Mais alguém aí também gosta de e-books?

21.2.15

O Grande Hotel Budapeste


  24 filmes para 2015Tema: Comédia


No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.


A fotografia desse filme! Há meses eu bati o olho e pensei “Preciso ver, é lindo!”. Claro que demorou até eu assistir, porque esse é o meu jeitinho. Eu não sabia nem a sinopse, mas, felizmente, não fiquei decepcionada – é tudo impecável.

Ocorre um inception: uma menina lê um livro – O Grande Hotel Budapeste – onde o autor conta a história que, por sua vez, também lhe foi contada. Mas não é nada confuso, é tudo muito bem sinalizado com os anos aparecendo.

Cada uma dessas histórias tem um enquadramento diferente para marcar a passagem de tempo, por exemplo, 1932 era quadrado (1.37:1), 1968 preenchia toda a tela horizontalmente, widescreen anamórfico (2.35:1), enquanto de 1985 em diante continuava retangular, mas menor (1.85:1) . Além disso, ocorre uma divisão em partes e o jeito que os títulos dessas são apresentados também são muito bonitinhos.

Vi um comentário que dizia que o humor do filme é um de desenho animado, e eu não poderia achar uma definição melhor –embora seja mais maduro, já que contém referências a guerra e ao sexo, por exemplo. Ao final me diverti bastante, como há tempos não acontecia vendo uma comédia!

 

O elenco é muito bom – entre eles Ralph Fiennes, Jude Law, Tilda Swinton, Edward Norton – e eu passei o filme tentando me lembrar de onde conhecia os atores. Tem outros que fazem apenas uma participaçãozinha, mas é muito bom reconhecê-los.

Espero que não saia do Oscar de mãos abanando, porque eu acho que o filme merece (e justamente por isso apostei nele em várias categorias no bolão que estou participando).

Ainda há lampejos de civilização nesse açougue bárbaro que já foi a humanidade.

19.2.15

Blogagem Coletiva - Lugares fictícios que eu gostaria de conhecer


Esse é um dos temas da Blogagem Coletiva do Blogs Que Interagem para o mês de Fevereiro. Meus olhinhos brilharam quando eu o vi e eu já comecei a pensar em todas minhas histórias favoritas.

Assim como o post sobre os vilões, já deixo avisado que pode conter spoilers.

Mundo de Tinta



Coração de Tinta foi um dos livros que marcou  minha infância. Foi com essa trilogia que eu comecei a ~entreter mais seriamente~ isso de que lugares fictícios eu visitaria. Pra quem não conhece, a história é sobre um homem – Mo, também conhecido como Lingua Encantada – que tem o poder de tirar os personagens de livros quando lê em voz alta – e Coração de Tinta é um dos livros no qual isso acontece. Tem muita coisa envolvida, algumas consequências, mas depois se descobre que com esse poder também é possível se colocar dentro dos livros. Aprendi a amar o Mundo de Tinta junto com os personagens que tanto queriam ir pra lá. Além de desejar ter o poder que os personagens tem, eu queria muito poder ir visitar esse mundo e ver seus saltimbancos, fadas, homens de vidro…

Storybrooke



Once Upon a Time está há muito tempo na minha geladeira e um dia eu vou terminar a terceira temporada! Quando a mágoa que eu tenho por todos os personagens que eu gostava não estarem mais na série passar. Ainda assim, Storybrooke é um dos lugares que eu adoraria conhecer. Ia me hospedar na pensão da Granny, fazer as refeições no restaurante dela, comprar alguma lembrancinha na loja do Sr. Gold… E o grande motivo da minha viagem seria, claro, fazer amizade com todos os personagens de contos de fadas que andam por lá! Só ia torcer para os vilões não capricharem durante a minha estadia.
E já que estar em Storybrooke é impossível por si só, eu vou ignorar tudo que aconteceu e terminar de chutar o pau da barraca: Eu ainda acharia o lindo do Jefferson/Chapeleiro Maluco e, como meu companheiro de viagem, nós saíriamos pra dar uns rolês usando aquele chapéu super legal que é um portal para os outros mundos que ele tem. #fanfic

Mas na verdade ele ia rir assim na minha
cara ao negar minha proposta...

Nárnia



As Crônicas de Nárnia foi o primeiro livro que eu li de verdade, e por isso ele tem um lugar especial no meu coração. Então sempre me deu vontade de conhecer o lugar, ver os faunos, os centauros, os animais falantes, o Aslam… Quem sabe até um rei ou rainha e ajudá-los, viver uma aventura! Aguardo ansiosamente por alguma das várias passagens para Nárnia se abrir, aceito cair até no Bosque Entre Dois Mundos. (Alguém sabe se o Manjar Turco da Feiticeira Branca é bom mesmo?)

Terra do Nunca



Quando eu era pequena, não via muita vantagem na Terra do Nunca, afinal, quem nunca ia querer crescer? Ser adulto devia ser a melhor coisa possível! (Ah, a inocência da minha infância!) Já hoje, eu gostaria de fazer uma visitinha, ver se eu me adaptava, e aí quem sabe passar um tempinho por lá com o Peter Pan e os meninos perdidos. Claro que eventualmente eu ia querer voltar, quando quisesse “crescer”, mas acho que passar um tempinho com essa idade podia ser interessante.

Hogwarts



E não podia faltar Hogwarts! Mas uma simples visitinha não ia ser o suficiente pra realizar todos os meus sonhos em relação a esse lugar, eu ia querer o pacote completo – comprar os materiais no Beco Diagonal, ir pra Plataforma 9 3/4 pegar o Expresso Hogwarts… E depois que eu já estivesse na escola, a excursão pra Hogsmeade, é claro!


E aí, mais alguém esperando até hoje a carta de Hogwarts?

11.2.15

Playing It Cool



Um roteirista (Chris Evans) tem que escrever uma comédia romântica. O único problema é que ele não acredita no amor – até encontrar essa mulher (Michelle Monaghan)  em um jantar de caridade. Só que além dela ter namorado, ele sequer sabe seu nome. Apesar disso, ele fará de tudo para conquistá-la.

Ah, as comédias românticas! Já dá pra imaginar o final de todas elas só de ler a sinopse, mas eu continuo as assistindo. Para mim é uma forma de entretenimento leve, algo para passar o tempo – e essas são as únicas expectativas que eu tenho quando vou ver esses filmes. Playing It Cool mais do que as atendeu.

Eu fui ver por um único motivo: Chris Evans. Não só porque amei Capitão América 2, mas tenho boas lembranças de Qual Seu Número?, outra comédia romântica com ele, então era mais do que suficiente para eu dar uma chance pra esse.

O personagem dele é o narrador do filme – e por isso não ficamos sabendo o seu nome, nem o do seu interesse amoroso. Achei mais do que justo, já que ele é roteirista e eu estava esperando algo bem criativo. E é justamente a narrativa a melhor parte: ele falando de seu Coração que o segue por aí no maior estilo, descrevendo seus amigos, e claro, se imaginando como o protagonista toda vez que alguém lhe conta uma história.

"Agora, se imagina no meu lugar."

Tem um pouco de metalinguagem: comédia romântica tirando sarro de comédias românticas. Ele só aceita escrever esse roteiro porque depois disso conseguiria escrever um filme de ação, que é o que ele realmente queria, mas claro que por má experiências ele não acredita no amor, o que torna todo o trabalho mais insuportável pra ele.

Ele tem um grupo de amigos, mas o Scott se destaca, porque além de ser o melhor amigo, é completamente romântico. Isso acaba gerando várias conversas com o protagonista, justamente por eles serem opostos. E é bonitinha a amizade deles. ♥

O romance tem toda aquela complicação por ela ter namorado, e não tem nada mais clichê do que encontrar aquela mulher que vai mudar tudo… Mas é fofo acompanhar a amizade dos dois. Fez até eu torcer por eles. (Por que não, não é?) Mas confesso que o que fez o filme pra mim foi mais a parte da comédia do que o romance. E as cenas em São Francisco, que me deixaram com uma super vontade de visitar a cidade.  E o Chris Evans, claro.

Playing It Cool estreia aqui dia 19 de Fevereiro, com o título Deixa Rolar.


Viva sua própria história. E não se preocupe, eu prometo que não vou me colocar nelas.

9.2.15

Comidas que lembram meu intercâmbio


Tendo extraído os dentes do siso recentemente, eu fiquei um bom tempo pensando em comida – nessas horas em que não podemos comer, parece que a gente gosta de se torturar… E aí acabei vendo que algumas coisas me lembravam do tempo em que eu fiquei em Washington. Estão bastante presentes no Brasil, mas eu não tinha o costume de comer antes da viagem, e agora depois dela também o perdi (porque não fazem mais parte da minha rotina, o que dificulta meu acesso a essas comidas).

Já adianto que não são nada saudáveis, porque eu comi muito mais porcaria do que deveria – mas aprendi a dar valor ao arroz e feijão. (♥) Fiz um Top 5 só com as que eu sinto saudade, o que significa que aquelas que eu não aguento nem mais olhar (hambúrguer, lanche do Subway, pizza de pepperoni,…) ficaram de fora.

5 - Balas de Gelatina

“Dois saquinhos por $2. Por que não? Pode ser bom beliscar essas coisas.” Foi assim que começou minha história com as sour worms e os gummy bears. E a intenção era mesmo só beliscar, mas quando eu via eu tinha comido o saquinho todo. Não ajudava que os meus amigos viviam comprando também, e aí em grupo a gente compartilhava. Era quase certo que eu teria um desses na bolsa. Era a minha comida para os momentos “esperando o ônibus chegar”.

4 – Rosquinhas



Minha host grandmother uma vez chegou em casa com uma daquelas caixas cheia dessas e eu achei tudo adorável, porque algumas tinham até smiles desenhados na cobertura. Apesar disso, as minhas favoritas eram as simples, só com açúcar e canela, que eu comprava no caminho para a escola e comia no intervalo das aulas.

3 – Waffles


Nunca tinha comido antes, mas minha host grandmother era fã, então algumas vezes tivemos waffles no café da manhã. Eu adorava. Com frutinhas, calda… A intercambista francesa comia com manteiga, mas eu nunca provei. Me ocupei com as caldas  – que pareciam infinitas, já que tinham strawberry, blueberry, boysenberry, blackberry, maple…
Na minha Wishlist: Máquina de Waffle

2 – Milkshake de Morango



Eu tinha ido pouquíssimas vezes ao McDonalds na vida, e por isso acho que minha tolerância ao lugar era fraca. No fim da primeira semana, eu acho que era a única pessoa que não aguentava mais nem ouvir o nome, enquanto meus amigos pareciam estar em êxtase. (Não vou mentir, o refrigerante grande por $1 e com refil era muito tentador. E muito grande mesmo.) Mas eu não gostava de comer sozinha, por isso continuei os acompanhando, e na tentativa de variar o cardápio foi que eu descobri o milkshake. A partir desse dia eu me tornei uma das pessoas mais estusiasmadas para ir ao McDonalds. Por dois dólares e uns quebrados eu conseguia adquirir essa bebida, com pedacinhos de morango, chantilly e cereja no topo! Foi amor! ♥ E fomos cruelmente separados, porque o milkshake de morango daqui é bem mais pastoso e tem no máximo uma caldinha de chocolate no copo. Para resumir em uma citação:

Eu quero que esse risoto de cenoura roxa milkshake de morango se transforme numa pessoa para que eu possa levá-la até Las Vegas e me casar com ela.

A Culpa é das Estrelas – John Green


1 – Crepe

♪ AND I WILL ALWAYS LOVE YOOOOOOOOOOU  ♪



Tinha um moço francês (bem simpático, por sinal) com seu carrinho de Crepe e Waffles Franceses – Desde 2009  praticamente na frente da escola. Só me arrependo de não ter comprado já logo no primeiro dia, porque daí eu teria tido muito mais tempo para desfrutar dessas delícias. Amo queijo, então os crepes salgados eram o que eu sempre comprava – mussarela, quatro queijos, presunto e queijo, e o meu favorito de todos os tempos, queijo e peito de peru. Eu comprava crepe pra comer de manhã, no almoço, guardava outro pra mais tarde antes do jantar… (Não necessariamente todos no mesmo dia. Não estava tendo overdose de crepe.) Entre os doces, o de morangos com Nutella era muuito bom!
Aqui em São Paulo eu já comi os do quiosque da Nutella. Único problema era a variedade, já que as opções eram Só Nutella ou Nutella com Banana. :(  Mas já procurei outros lugares que vendam crepes e agora só me resta ir lá conferir se é bom mesmo.

A Garota Exemplar também gosta.

Isso acabou ficando mais doce do que eu imaginava!
Vocês gostam dessas comidas? Tem outras favoritas? :)


Todas as imagens desse post foram encontradas nesse tumblr.

7.2.15

Tag: Liebster Award


Fui indicada pela Gabi do The World of Books para responder a tag Liebster Award. :) Seguem as regras.


A) Escrever 11 fatos sobre vocês;
B) Responder as perguntas de quem indicou;
C) Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
D) Fazer 11 perguntas para quem você indicar;

E) Colocar uma imagem que mostre o selo do Liebster;
F) Linkar de volta quem te indicou.







A) 11 Fatos Sobre Mim
  1. Eu amo uva passa, como pura. Então as comidas de fim de ano (arroz/farofa com uva passa, e principalmente o panetone) não são nenhum problema pra mim.
  2. Li praticamente todos os livros infantis do Monteiro Lobato.
  3. Eu sou péssima jogando videogames.
  4. Enrolo muito para assistir filmes se eu estiver sozinha e não for no cinema. Pauso toda hora pra fazer alguma outra coisinha.
  5. Um dos meus livros favoritos é Coração de Tinta, da Cornelia Funke.
  6. Minha tradição de Natal é assistir O Grinch. E eu nunca me canso desse filme.
  7. Acho gatos muito fofos, mas não tenho e nunca tive nenhum.
  8. Adoro karaokê! Mas não sei cantar.
  9. Toco teclado e quero aprender piano.
  10. Procrastino mais do que gostaria.
  11. Danço tão bem quanto o Left Shark da Katy Perry.


B) Perguntas da Gabi
  1. Por que resolveu criar um blog?
    Porque eu lia um livro, via um filme, e ficava pensando “Se eu tivesse um blog, eu falaria assim e assado sobre isso”. Então porque não finalmente criar o blog, certo? Eu tinha medo de não conseguir atualizar (e 2014 foi triste nesse aspecto), ficar sem assunto, mas decidi ir frente e até agora tem dado tudo certo (na medida do possível).

  2. Qual a maior dificuldade que encontrou quando começou com o blog?
    Acho que foi em questão a plataforma. Meus últimos blogs tinham utilizado o Wordpress.org e o Cutenews e isso há pelo menos uns cinco anos atrás. Eu estava “fora de forma”. Primeiro tentei o Wordpress.com, mas acabei me sentindo muito limitada, aí acabei vindo para o Blogger, que depois desse tempo todo não era mais o que eu conhecia. Demorou um pouco – e muitos tutoriais – mas acho que estou pegando o jeito.

  3. De onde tirou inspiração para criar o nome do seu blog?
    Da música Falando Sério do Silva. É uma das minhas favoritas dele e tem vários versos que eu adoro, entre eles, claro, o “vestindo o tédio”. 

  4. Como pretende estar com blog daqui 4 anos?
    Quatro anos é muito tempo. Sendo sincera, eu espero estar com blog!

  5. Sobre o que mais gosta de escrever no seu blog?
    Comecei agora, mas falar de filmes e livros tem sido bem interessante. Eu já fico procurando com antecedência o que vou “resenhar”.

  6. Quais são os blogs favoritos?
    Gosto bastante do Sai da Minha Lente da Clayci, e o da Fran Canone.
     
  7. Como você faz pra escrever seus posts? Isolado, escutando música, de que jeito?
    É, sozinha, escutando música… Aí eu escrevo um pouco, dou aquela pausa pra ir fazer outra coisa, pra procurar aquela outra música… Salvo no rascunho, volto mais tarde, releio tudo, continuo de onde parei. Resumindo: demoro bem mais tempo do que deveria.
     
  8. Qual seu estilo de música predileto?
    Pop, rock, indie. Só não gosto de funk, pagode, axé, sertanejo…
       
  9. Você gosta de ler? Se sim, qual seu livro favorito?
    Já falei de Coração de Tinta ali em cima, mas também gosto muito de A Culpa é das Estrelas, A Menina Que Roubava Livros, e As Crônicas Lunares são meu mais novo xodó.
     
  10. Você pratica algum esporte? Qual?
    Não, sou sedentária mesmo. :(

  11. Qual o seu sonho?
    Viajar para todos os lugares que eu quero conhecer.

C) Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
D) Fazer 11 perguntas para quem você indicar.

Não vou passar a tag pra frente porque acho que muitos já responderam e eu não conheço tantos blogs assim. Mas apesar disso,  dei uma olhada no pessoal que a Gabi indicou junto comigo e gostei muito do que vi, então acho que mesmo assim serviu ao propósito de conhecer novos blogs. :)

3.2.15

Caminhos da Floresta


  24 filmes para 2015Tema: Conto de Fadas


Uma bruxa (Meryl Streep) está decidida a dar uma lição em vários personagens famosos dos contos de fadas, como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Rapunzel. Cabe a um padeiro e sua esposa a tarefa de enfrentá-la, de forma a colocar as histórias e seus personagens em ordem.

Eu estava tão ansiosa por esse filme! E o fato de que estreou com mais de um mês de “atraso” aqui no Brasil só aumentou minha vontade de vê-lo. Durante esse tempo eu praticamente aprendi a cantar todo o Prólogo, que tem quase uns 15 minutos – e acho que é aqui que eu falo que é um musical, certo? Não adianta perguntar “Eles vão ficar cantando o tempo todo?”, porque sim, vão!

Logo no começo, através do mesmo Prólogo cantado, já somos apresentados aos quatro contos de fadas presentes na história: Cinderela, João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel. Todos – além de terem a relação com a floresta  – são ligados pela bruxa que dá uma missão ao padeiro e sua mulher – e eles vão ter que correr atrás desses personagens, procurando pela vaca branca que nem leite, pela capa vermelha que nem sangue, pelo cabelo amarelo que nem milho e o sapatinho dourado que nem ouro.

Mesmo já conhecendo as histórias, a roupagem que foi dada aos personagens é boa e o filme tem os seus momentos engraçados. Destaco a Chapeuzinho Vermelho, que foi a minha favorita, as partes da menininha eram ótimas (e algumas delas envolviam um certo Johnny Depp como o Lobo Mau)! Os principes também tem um momento hilário que fez o cinema todo rir! 

Tudo estava indo bem e o filme era exatamente o que eu esperava, até chegarmos na parte do depois do “felizes para sempre”. Essa segunda parte destoou muito da primeira e o resto da história pareceu se arrastar. Não que não tenha boas cenas, mas fica aquela sensação de que podia ter acabado na metade e estaria tudo certo. Fiquei curiosa para assistir o musical da Broadway em que foi baseado, para ver se a execução desse segundo ato é melhor no original.

Não deu pra não me decepcionar um pouco com o filme, mas ainda assim achei que valeu a pena. A primeira parte é muito boa, o elenco também é (não houve nenhuma agressão aos ouvidos) e o I Wish que eles tanto repetem simplesmente gruda na cabeça. E já mencionei o quanto a Chapeuzinho Vermelho é legal?

1.2.15

Reading Challenge 5/50


Decidi colocar em prática o Reading Challenge e agora trago aqui os primeiros temas que consegui riscar da minha lista.

  Um livro escrito por uma autora

How to Love – Katie Cotugno 
Publicado aqui no Brasil como Duas Vezes Amor

Sobre o que é: Reena queria viajar, conhecer o mundo. Esse sonho é interrompido quando ela fica grávida aos 16 anos. Pra completar, Sawyer, seu namorado, simplesmente larga tudo e vai embora, sem nem saber que ia ser pai. Dois anos depois, ele está de volta e eles procuram se entender.

O que eu achei: O livro intercala capítulos entre Antes e Depois, o que eu achei interessante, já que vamos descobrindo aos poucos como é que o Depois veio a acontecer. Apesar disso, achei a história meio lenta, o que me fez passar meses parada na leitura. Não consegui me afeiçoar ao Sawyer, o que me fez desgostar muito mais do livro, já que eu não achava que a Reena merecia ter passado tudo o que passou por ele no Antes e não me importava muito com a relação dos dois no Depois. Gostava das partes em que mostrava como ela estava se saindo após ter tido uma filha tão nova – como conciliar independência, planos, e principalmente, lidar com a família que não aceitou tão fácil. Fiquei decepcionada que a autora não explorou muito a relação deles com a bebê – pra mim esse ponto tinha tanto potencial! Já imaginava o final, apesar de ter ficado desejando que fosse diferente, mas pelo menos foi melhor do que eu pensei que seria.


   Um livro que sua mãe ama

E Se Fosse Verdade… – Marc Levy

Sobre o que é: Lauren sofreu um acidente de carro e está em coma. No entanto, seu espírito fica vagando sem que ninguém consiga vê-la – exceto Arthur, que é quem aluga seu apartamento. Ela precisa convencê-lo de sua história, já que ele é o único que pode ajudá-la.

O que eu achei: Trapaceei nesse daqui porque minha mãe não gosta muito de ler, as paixões dela são filmes e séries, então eu decidi ler o livro que deu origem a única comédia romântica que ela assiste várias vezes – e não foi uma má decisão. O filme é bastante diferente – mesmo tendo a mesma base – então foi bom ver um outro lado de uma história que eu já conhecia. Apesar da situação toda ocorrer com a Lauren, o livro se foca bastante no Arthur, nos apresentando ao seu passado e ao quanto ele foi afetado pela moça que “invadiu” seu apartamento. Os personagens secundários são bons – eu por exemplo adorei o melhor amigo do Arthur, o Paul. Demorei uns dois capítulos para me acostumar com a escrita do autor, que contava com muitos detalhes, e que na verdade não eram tão necessários assim. Outro contra é que o livro é muito curto – dá pra ler de uma vez só –, então tudo meio que acontece muito rápido e algumas questões ficam sem respostas. Ainda assim, foi bom pra passar o tempo. 


   Um livro que você consegue terminar em um dia

Amanhã Você Vai Entender – Rebecca Stead

Sobre o que é: Miranda começa a receber uns bilhetes anônimos com detalhes de sua vida que ninguém deveria saber. Enquanto tenta desvendar o mistério, acompanhamos seu dia-a-dia na Nova York da década de 70.

O que eu achei: Confesso que só fui ler porque achei a capa bonitinha, mas esse livro me surpreendeu! Adorei a narrativa em primeira pessoa, com a Miranda falando com o leitor como se ele fosse o personagem misterioso. No começo, a história me pareceu um pouco confusa (já que eu não sabia quem era o você a quem ela ficava se referindo, e com certeza não era eu), mas isso só serviu para aumentar minha curiosidade. Além do mais, estava interessante acompanhar a vida dela com a mãe, com os colegas da escola, as figuras da sua vizinhança – tudo isso em Nova York. Como o livro é curtinho, logo dá pra descobrir o desfecho e devo confessar que foi por um caminho que me pareceu coerente – afinal as pistas estavam lá – mas que eu não imaginava, devido ao tom do livro. Apesar da resolução do mistério ter sido boa (e ter me deixado pensando um pouquinho depois), eu gostei mais de como cada personagem terminou, achei que a autora amarrou bem as pontas.


   Uma graphic novel

Turma da Mônica: Laços – Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi

Sobre o que é: Floquinho, o cachorro do Cebolinha, some e a Turma se junta para procurá-lo.

O que eu achei: Muito fofo! O traço é lindo, bem delicado, deixando os personagens mais “reais” (e as roupas são uma graça, sério) e os flashbacks são umas das melhores partes. As características já conhecidas deles estão lá – Cebolinha trocando R pelo L, Magali comendo, Cascão com medo de água e claro, a Mônica e seu coelhinho. Além dos principais, tem algumas aparições dos secundários, o que é bem legal. Senti que valeu mais pela nostalgia que me trouxe do que pelo enredo em si – a história é bonitinha, li rapidinho, mas o que permaneceu comigo foi a vontade de achar os meus gibis antigos e devorar todos. Recomendo muito!



   Um livro com uma cor no título

Um Estudo Em Vermelho – Arthur Conan Doyle

Sobre o que é: Um homem é encontrado morto, sem ferimentos aparentes, e com sangue ao seu redor. Sherlock Holmes se envolve após alguns detetives pedirem sua ajuda para solucionar o caso, e o Dr. John Watson – seu novo companheiro de quarto – decide acompanhar tudo.

O que eu achei: Sei que Sherlock anda na moda por causa das séries, mas o único contato que eu tinha tido antes foram os filmes com o Robert Downey Jr, então eu não sabia o que esperar.
O livro acabou sendo bastante agradável – é ótimo ver como Sherlock e Watson se conheceram, e o quanto o detetive – que é excêntrico, mas também genial – gera curiosidade no amigo. Quando o caso é resolvido, a reação que tive foi a mesma dos outros personagens – é impossível acompanhar Holmes, e só entendemos seu raciocino depois de uma explicação. Com essa divisão do livro, a segunda parte fez meu ritmo de leitura cair um pouco, já que estranhei a mudança de narrativa e demorei um pouco até me situar e entender que ainda era a mesma história. Claro que no final tudo fez sentido e eu acabei gostando. (Apesar de nunca ter assistido, passei o livro inteiro imaginando o Sherlock que nem o Benedict Cumberbatch da série da BBC.)


O Reading Challenge até agora tem servido ao seu propósito – me motivar a ler. É tão bobo pensar que eu poderia muito bem ler sem essa obrigação, mas eu me sinto tão animada em pensar em qual vai ser o próximo item que eu vou marcar um X.  Além desses, já selecionei alguns dos próximos livros que se encaixam nos temas e já comecei a leitura de outros. Espero continuar com toda essa animação pelos próximos meses!

E vocês, andam lendo muito?