29.1.15

Será Que?


  24 filmes para 2015Tema: Comédia Romântica


Wallace (Daniel Radcliffe) está sozinho há um ano, após terminar com a namorada depois de vê-la com outro homem. Encerrado o período de luto pelo fim do relacionamento, ele acredita que é hora de seguir em frente. Um dia, em uma festa organizada pelo melhor amigo Allan (Adam Driver), ele conhece Chantry (Zoe Kazan), a prima dele. Não demora muito para que o papo entre eles flua naturalmente e Wallace se ofereça para levá-la até em casa. Mas, ao chegar, ele descobre que Chantry tem um namorado, Ben (Rafe Spall), o que o desanima. Dias depois, Wallace e Chantry se reencontram por acaso e, após uma rápida conversa, decidem ser apenas amigos. A partir de então, eles andam juntos por tudo quanto é canto, apesar de Wallace nutrir um sentimento romântico por ela.
Vi o trailer no cinema e fiquei interessada. Para minha surpresa e felicidade, um tempo depois ele já estava disponível na Netflix.

Eu gosto de comédias românticas, mas acontece que eu sou exigente. E Será Que? tinha muito potêncial para não me fazer gostar do filme: Wallace e Chantry são só amigos e ele gosta dela. Eu já estava com medo de entrar no território da friendzone, onde o cara é legal com a menina, mas só porque tem segundas intenções com ela. E atitudes como essas me irritam facilmente. Mas ainda bem que não foi assim. Fiquei grata que o filme tratou bem a questão do Wallace gostar dela e ela já ser comprometida. Ele não queria ser um babaca – e a Chantry deixa claro desde o começo que isso não seria um comportamento aceitável.

“Estou com o Ben há cinco anos e eu até entendo que caras
não queiram sair com garotas que têm namorado.”

 

Demorei a ser convencida no começo, achei os diálogos um pouco excêntricos – mas depois vi que serviu perfeitamente para enfatizar o quanto eles se dão bem, justificando a amizade entre eles. Os outros personagens, como o melhor amigo dele, Allan, e o namorado dela, Ben, conseguiram me arrancar algumas risadas. 

O final não foi bem o que eu queria, mas eu fiquei feliz do mesmo jeito. Tinha uma coisa que eu achava essencial para o futuro dos personagens e não fui decepcionada nesse quesito.

Além disso, tiveram dois outros pontos do filme que eu gostei bastante. Chantry trabalhava com animação, então tinham várias aparições de seus desenhos, como se fosse uma projeção. Era algo que podia destoar bastante do tom mais real do filme, mas achei que ficou muito fofo. A outra coisa foi a piada interna deles com o Ouro de Tolo – que assim como eles, eu não fazia a menor ideia do que era. (É um sanduíche. Com manteiga de amendoim, geléia e bacon. Não fiquei com a mínima vontade.)

Foi o que eu esperava quando vi o trailer: um filme leve, fofinho, bom para passar o tempo. ♥


– Sempre faz amigos como se fosse um negócio?
– Sim, esse é meu estilo.

28.1.15

O Que Tenho Amado Nessas Férias


Ah, férias! Época boa! E nesse mês eu sinto a necessidade de buscar mais formas de entretenimento do que no resto do ano. Dentre as coisas que eu “achei”, tem algumas que eu preciso destacar.

Marvel's Agent Carter

Peggy Carter apareceu no primeiro filme do Capitão América (ela era o interesse amoroso dele, lembram?) e depois lançaram um curta mostrando como ela estava se saindo depois do fim da guerra – sendo subestimada pelos homens machistas de seu departamento, mas ainda assim sambando na cara de todos.
Eu sou a única pessoa que eu conheço que estava ansiosa por essa série (infelizmente). Ela segue a mesma linha Peggy being awesome do curta e não me decepcionou nem um pouco, em seis minutos do primeiro episódio eu já estava amando. Além da própria protagonista, tem outros personagens muito legais, como o Jarvis (o de verdade, que inspirou o Tony depois!) e o Howard Stark.  Vai ser curtinha, com oito episódios, mas eu já quero várias temporadas. ♥


 The Last of Us

Eu sou péssima jogando e nunca tinha tido um console antes, mas vi alguns gameplays e fui convencida de que esse eu precisava jogar. Depois de ter adquirido um Playstation 3, eu passei alguns vários dias ocupada com o jogo, usando toda minha experiência nessas situações (nenhuma). O que foi bastante interessante, porque The Last Us tem aquela premissa básica de “apocalipse zumbi, o que sobrou dos humanos luta pra sobreviver” e só os presentes enquanto eu jogava sabem dos surtos que eu tive quando algum infectado me atacava.  Mas claro que o jogo não se resume só nisso e eu já estou com dó de ter que me despedir do Joel e da Ellie (os protagonistas).
Estou feliz porque foi o primeiro jogo que eu fechei no (meu primeiro) console (vou desconsiderar o tempo desnecessário que eu gastei “morrendo” em toda parte complicada, shh). Estou aceitando recomendações de jogos se alguém as tiver!


Spotify

Sei que o Spotify já não é novidade por aqui, e acho que tenho usado desde quando ele apareceu no nosso Brasil, mas é muito amor por esse aplicativo. Durante o dia a dia, eu normalmente coloco uma playlist para tocar e vou ouvindo durante o meu trajeto pra faculdade, mais por ouvir qualquer coisa do que não ouvir nada. É quando eu tenho mais tempo que eu vejo o quanto me facilita a vida. Quero ouvir uma música que eu não ouvia faz tempo e nem a tenho no celular? E essa daqui que eu não ouço há anos mas tenho dó de excluir por que vai que dá vontade? Só procurar no aplicativo. Já organizei minhas playlists, sincronizei o que eu não achei na biblioteca deles, salvei o que tinha que salvar offline. Ainda estou procurando defeitos. Ser pago conta? Ou então as propagandas no gratuíto? Definitivamente as propagandas.


 1989

1989 Eu tinha uns 12 anos na primeira vez que ouvi falar de Taylor Swift, com sua Teardrops on My Guitar. Eu ouvi mais algumas vezes e larguei pra lá. Claro que ela foi ficando mais famosa e não era difícil conhecer algumas de suas músicas – mas era isso, eu conhecia Love Story, mais algumas duas e olhe lá. Me mantive assim até o tal do 1989, que foi lançado ano passado. Começou com Welcome to New York  – que eu fui ouvir dizendo a mim mesma que estava com saudades da cidade –, passou por Style e Wildest Dreams e culminou comigo e minha amiga cantando Blank Space num karaokê no meu aniversário.
Antigamente isso teria ido direto pra categoria guilty pleasure e eu nunca contaria pra ninguém. Mas é uma tamanha besteira, não? Ficar podando seus gostos só por causa do que os outros possam pensar. Acho que já passei da idade pra ficar me preocupando com isso. :)
Enfim, não virei fã da Taylor (não bateu a vontade de ir ouvir toda a discografia dela), mas estou gostando bastante do 1989.


E aí, alguém tem mais alguma dica?

23.1.15

A Teoria de Tudo


  24 filmes para 2015Tema: Baseado em Fatos Reais


Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wilde (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.
Uma amiga me recomendou A Teoria de Tudo há mais de um mês, me falando que era um filme sobre o Stephen Hawking. Eu sabia quem era e conhecia bem pouco de sua história, mas o suficiente para perguntar se era um filme triste. Ela me disse que de certa forma não, que o foco era o relacionamento com Jane, sua esposa. Apesar dessa garantia, eu só fui assistir ao filme depois que o Eddie Redmayne ganhou o Globo de Ouro e me deixou curiosa quanto à sua atuação.

Confirmei que sim, o relacionamento dos dois era o principal do filme, que já começa com Stephen e Jane se conhecendo. Ao descobrir da doença, ele tenta afastá-la, mas Jane decide que quer ficar com ele pelo tempo que puder. E é muito bonito acompanhar a vida dos dois.

Acredito que ambos são pessoas muito fortes. Ela que se manteve forte tendo que cuidar do marido, da casa, dos filhos e ao mesmo tempo para si mesma. E ele, que supostamente tinha dois anos de vida, – não é spoiler falar que Stephen já viveu muito mais do que isso, certo? – superou obstáculos para se manter ativo. Uma das cenas que mais me marcou é quando falam para ele que seus pensamentos iam continuar os mesmos, mas que ninguém ia saber o que ele estava pensando – a possibilidade de ficar preso dentro de si mesmo me pareceu chocante.

O final foi uma das cenas mais bonitas do filme para mim e a que mais me emocionou. É o legado dos dois, a mostra do companheirismo e do carinho que existe entre eles – e isso era o que eu esperava que eles mantivessem, independente dos caminhos que fossem trilhar.

Única coisa que eu senti falta foi uma marcação mais precisa do tempo – às vezes eu me perguntava quantos anos já haviam se passado. Não foi algo que prejudicou o meu entendimento, mas teria deixado as coisas mais claras e não me faria correr para a Wikipédia depois.

Eddie Redmayne estava fantástico. Muito merecedor do seu Globo de Ouro e minha torcida no Oscar vai para ele.

Em conclusão, foram duas horas muito bem gastas. Tem vários momentos que são emocionantes e nos fazem refletir. Assim como minha amiga, recomendo!


Por pior que a vida possa parecer, sempre há algo que podemos fazer, em que podemos obter sucesso. Enquanto houver vida, haverá esperança.

21.1.15

Blogagem coletiva – meus vilões favoritos


Esse é uns dos temas de blogagem coletiva do Blogs Que Interagem para o mês de janeiro. Acabei o escolhendo porque na hora que eu olhei me veio o nítido pensamento: “Mas eu não tenho nenhum! Sou #TeamMocinho descaradamente.” E aí eu tive que provar pra mim mesma que sim, são poucos, mas tenho meus vilões favoritos!
(Hm, já aviso que pode conter spoilers se você não leu/assistiu...)

Loki – Thor, Os Vingadores


Eu achei que eu não gostasse do Loki, mas quando me vi com um medo de que ele não fosse retornar em outros filmes… Ou pior, que ele realmente tivesse morrido no final de Thor 2, foi o ponto em que não deu para negar. Eu adoro quando ele é irônico, o que chega até ser engraçado em alguns momentos (e que eu acho que combina com o tom dos filmes). Pra completar, Tom Hiddleston é um fofo e eu adoro a interpretação dele.

 
“Viu? Quem precisa de martelo? Fiz isso com as minhas próprias mãos.”
 

Darth Vader – Star Wars


Quando eu tinha 10 anos, eu vi a nova trilogia de Star Wars. Meu amor por Anakin Skywalker durou do  Episódio II: Ataque dos Clones até o Episódio III: A Vingança dos Sith. Eu não ligava que ele era casado e que sua mulher estivesse grávida, mas passar para o Lado Negro da Força foi demais para mim. A decepção foi tanta que eu não quis ver os outros filmes, haha. Bom, até 2015, que foi quando eu tomei coragem e lá fui maratonar os seis episódios.
Em vão eu desejei que o Anakin não se tornasse o vilão, mas, quando isso aconteceu, eu vi que não concordava nem um pouquinho com o que ele estava fazendo, mas não deixava de gostar dele. Darth Vader é sim um dos meus personagens favoritos.
Meu ódio todo foi pro Palpatine. 

 
                           ♥ ♥ ♥                                                                                     “Eu acho a sua falta de fé perturbadora.”

Rainha Levana – As Crônicas Lunares


As Crônicas Lunares da Marissa Meyer são umas das minhas séries de livros favoritas! Ela faz uma releitura de contos de fadas com uma dose de ficção científica e eu simplesmente amo isso (e queria que mais gente amasse também). E a Levana é a equivalente a todas as madrastas más – com os seus poderes ela consegue manipular todo mundo, fazendo com que as pessoas fiquem do seu lado, sem contar que tudo que já aconteceu ou está acontecendo é culpa dela. É a vilã que eu amo odiar – e que me faz torcer para que os mocinhos sejam mais espertos que ela.
Dia 27/01 vai sair Fairest, um livro inteiro focado nela e na sua história. Estou ansiosa, quero ver se vou mudar meu ponto de vista sobre a Levana.
“Ignorância é a sua defesa? Quão banal. Você deve ver a verdade, o fato de que você deveria estar morta. Seria muito melhor para todos se estivesse.”
Cinder – Marissa Meyer

Bane – Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Quando se fala em Batman e vilão todo mundo já lembra do Coringa. E apesar de achá-lo um vilão fantástico, o meu favorito é o Bane. Na época, eu estava descobrindo o Tom Hardy e precisava assistir mais filmes com ele (o que me fez ver a trilogia toda, sim, vi três filmes só porque o cara aparece no último!). E eu achei que não fosse gostar do Bane, primeiro que ele era o vilão, segundo que o Tom Hardy estava irreconhecível, haha. Mas pelo contrário, eu gostei e muito, até da voz dele! Adorei que ele se manteve páreo ao Batman – que foi quem o quebrou (literalmente!), que fez ele lutar de dia!
E quando eu achei que não pudesse gostar mais dele, ainda me mostram que ele ajudou a Talia quando ela era pequena e eu fiquei um mês só falando desse filme.


“Ninguém se importava comigo até eu colocar a máscara.”
 

Klaus – The Vampire Diaries, The Originals


WE COULD'VE HAD IT ALL
Lembro que quando eu acompanhava TVD, o Klaus era a promessa de vilão a cometer mais vilanias, que ia abalar as estruturas quando aparecesse. (E isso aconteceu por algumas temporadas, até acharem gente pior que ele.) Ainda assim, acho que o Klaus foi o único vilão que me fez torcer contra os mocinhos – eu não aguentava mais o pessoal tentando matar ele toda semana. Mesmo sabendo que ele merecia eu não conseguia ficar contra ele. (Vocês já ouviram o sotaque desse homem?) E nas últimas temporadas, TVD se tornou insuportável pra mim, e eu só assistia por causa do Klaus (e da possibilidade de um romance dele com a Caroline. Que não bem aconteceu.). 
Eu estava receosa quanto ao spin-off dedicado a ele e a sua família, mas no final deu tudo certo (e eu consegui largar TVD!!). Mesmo com ele ameaçando amigos e parentes, matando todo mundo, pintando com o sangue dos inimigos, eu continuo torcendo por ele. E não acho que isso vá mudar tão cedo!

 
“Vamos pegar uma bebida. Vou te contar tudo sobre ser o vilão.”

24 filmes para 2015


Se no outro post eu falava do desafio de leitura, esse aqui vai ser dos filmes. Achei o projeto de 24 filmes para 2015 do Blogs Que Interagem no blog da Fran Canone e já me animei em fazer.
Desde que comecei a faculdade tenho ido com mais frequência ao cinema por causa da influência dos amigos, e esse ano vão estrear tantos filmes que eu quero ver… Além disso, eu decidi assistir certos clássicos que todo mundo já viu menos eu. Nos primeiros dias do ano lá estava eu assistindo Star Wars; essa semana eu vi a trilogia De Volta Para o Futuro. Então, juntando tudo isso, por que não participar do projeto?

Regras:

  • Não é permitido repetir filme, para cada tema você deverá selecionar um novo filme;
  • Você poderá escolher quais temas quiser em cada mês, não existe uma ordem a ser seguida;
  • Publique as duas resenhas em qualquer dia do mês, mas não se esqueça que são somente dois filmes, não perca o prazo e não poste atrasado.

Já estou pensando nos filmes que se encaixem nos temas! :)

20.1.15

Reading Challenge


É uma tristeza, mas tenho quase certeza de que venho lendo muito menos livros do que já li um dia. Não sei o que aconteceu, se é uma ressaca literária sem previsão para passar, mas meu ritmo de leitura não é mais o mesmo. Sendo assim, preciso de um incentivo.


Foi no tumblr que eu achei o 2015 Reading Challegenge do PopSugar.  São 50 desafios (52 livros, já que um deles é uma trilogia) que eu achei interessantes – alguns deles que eu ainda vou ter que procurar um livro que se encaixe (por exemplo, o de um autor que tenha as mesmas iniciais que as minhas), outros vou poder aproveitar pra ler o que já estava na minha lista há muito tempo.

Ninguém começa um desafio não esperando cumpri-lo, mas me conhecendo, eu fico feliz se cumprir metade, haha. A ideia é voltar aqui de tempos em tempos com o meu progresso, então, espero que isso aconteça várias vezes.  :)

15.1.15

Musicais - Wicked e O Rei Leão


Eu gosto de musicais. Não que eu seja a maior fã de todos os tempos, já que ainda tem muuuitos que eu não vi, mas eu gosto de histórias que são contadas com músicas. O fato dos personagens começarem a cantar e dançar do nada não me incomoda nem um pouco, pelo contrário, só me encanta.

Foi lá em 2009 que eu descobri o musical Wicked.

Wicked chamado de A história não contada das bruxas de Oz. Isso se deve ao fato da história se passar antes da chegada de Dorothy e se focar em duas garotas e em sua amizade, nos mostrando o que aconteceu para que elas se tornassem a Bruxa Má do Oeste e Glinda, a Bondosa.

Me apaixonei por Defying Gravity, a música que encerra o primeiro ato. Daí foi um passo para eu procurar o resto das músicas e alguns bootlegs que eu assisti pelo menos umas três vezes.
Mas claro que isso não era suficiente e eu vivia esperando que o musical viesse pro Brasil - o que infelizmente não aconteceu até hoje. Por isso minha mãe me ouviu falar reclamar várias vezes que "Tá mais fácil eu ir pra fora do Brasil e assistir lá do que esse musical vir pra cá".

No entanto, na semana em que eu ia para Nova York, eu ainda não tinha decidido se ia ver o musical. Como ia passar um dia só na cidade, eu estava com medo de perder muita coisa - até eu me dar conta que a única coisa que eu não suportaria perder era justamente Wicked.
Então comprei o ingresso e fui sozinha, porque o pessoal que estava comigo não é lá muito interessado em musical. Claro que eu perdi algumas coisas Empire State Building mas eu não me arrependo nem um pouco!

O palco e o dragão em cima dele...

Foi mais do que eu esperava!
Depois de anos só tendo visto através de vídeos com qualidade baixíssima, eu estava mais do que deslumbrada com toda a produção. As músicas, a coreografia, todos os efeitos... Era tudo muito lindo! E ver os atores tão perto! Então, logo em uma das primeiras cenas, quando a Glinda começou a descer em bolha, com as bolhinhas de sabão em volta...

Assim, gente...

Eu comecei a chorar.
E foi assim até o final. Foi meio... embaraçoso. Tinha um menininho sentado na minha frente e ele ficava toda hora virando pra me olhar... É, embarrassing.
Mas foi realmente lindo! E Wicked tem vários momentos que só ao vivo dá pra sentir o impacto (Elphaba desafiando a gravidade, os macacos voadores, o Mágico...). Aqui tem o trailer se vocês quiserem entender do que eu estou falando. :D

"Você está saindo de Oz. Realidade logo a frente." </3

Foi uma das melhores experiências que eu tive! Além da apresentação, o teatro era lindo e os funcionários foram todos simpáticos, assim como o público em geral (eu estava sozinha e precisava que alguém tirasse minhas fotos e todo mundo me ajudou sem nenhum problema!).
Sei que se voltar a NY devo assistir outro musical, mas que fica a vontade de repetir a dose e ver Wicked de novo, ah se fica! #WickedComeToBrazil 


De volta a Washington, comentei com o pessoal mexicano e o que acontecia era o seguinte...
Eu: Fui ver Wicked, porque não tem lá no meu país.
Mexicano: Ah, o musical da bruxa! Tem lá na Cidade do México. Eu fui ver O Rei Leão que não tem lá.
Eu: Ah, Rei Leão tem na minha cidade!
O que me levou ao questionamento: "Se tem na minha cidade, por que eu ainda não fui ver?!"

Passei uns bons meses tentando agitar minhas amigas para irem, até que no final nos decidimos e finalmente fomos na última semana dele aqui em São Paulo!

Minhas amigas estavam super empolgadas, mas eu estava com um pé atrás. Já tinha visto alguns vídeos, mas ainda tinha uma certa dúvida se todo o esquema de ter atores fazendo animais realmente funcionava. E sim, funciona tão bem que em Circle of Life eu já estava totalmente convencida e levemente ~emocionada~ , era lindo!
Foi o que acabou mais me surpreendendo mesmo, como eles conseguiram transformar tudo usando pessoas, até as graminhas eram feitas por gente! E toda a interatividade era muito legal (os animais passando pela plateia, árvores infláveis que "caiam" sobre o palco, etc.).
O musical ficou bem fiel ao filme, e sabe aquilo lá com Mufasa? Dói do mesmo jeito! :( Mas pra compensar, Timão e Pumba e as hienas eram muito engraçados! (Sério, nem gosto das hienas como personagens, mas não tinha como não amar como elas estavam no musical, muito perfeitas e engraçadas!)

Gostei bastante da adaptação para o português, as piadas estavam muito boas. Minhas amigas ficaram decepcionadas que as letras das músicas não eram as mesmas do filme (É um ciclo sem fim? Não, agora é o clico da vida), mas comparando com as letras originais do musical em inglês tá tudo bem fiel, então da minha parte o sr. Gilberto Gil fez um ótimo trabalho.

Teatro Renault

Não vi o musical da Broadway, mas acho que a produção brasileira não deixou nada a desejar! Pelo menos quanto ao espetáculo...
Fui ao teatro esperançosa de que conseguiria comprar o squeeze do musical para fazer companhia ao de Wicked. Não tinha. Nem chaveiro, nem caneca... Na verdade, na lojinha só tinham mais pelúcias (que com preço você quase comprava outro ingresso). Isso porque era a última semana. Então, tá, fazer o que, né?
Pelo menos eu ia ter o folheto com as informações do musical pra guardar de lembrança, certo? É, também não. Eu entendo que era a última semana, mas poxa, nem o folheto? Mas tudo bem, a gente sobrevive.

O teatro é bonito e quando entrei senti toda aquela emoção de que ia ver um musical de novo! Acho que o efeito poderia ter sido melhor se o cheiro de pipoca não fosse sentido do outro lado da rua. Estranhei muito isso, juro.
Eu poderia ter esquecido a pipoca numa boa, se não fossem as crianças atrás de mim que não paravam quietas um minuto pedindo pra outra lá da ponta passar o saco. E como se já não tivesse me irritado o suficiente, na hora de ir embora o corredor tava todo cheio de pipoca porque alguém tinha derrubado quase o saco inteiro ali e tava todo mundo pisando em cima.
Entendo que eles devem estar lucrando horrores com isso, mas é realmente necessário? Eu acho que não combina em nada com teatro. :/



Mas o musical foi muito bonito e não vai ser isso que vai estragar minha experiência! Estou até hoje com a música que o Mufasa canta na cabeça, haha.

E que venham mais musicais para o Brasil!