26.6.14

"Programação de Férias"


Ah, férias. O que pra alguns deve significar viagens, sair muito, descansar, etc. pra mim significa "vou continuar fazendo o que eu fazia antes, mas agora 24/7".

E com isso em mente, estava toda animada que ia poder assistir minhas séries. Mas que séries? Todas (com exceção de Teen Wolf) que eu assisto tiveram as season finales recentemente e nem sei quando voltam.

E aí dá vontade de fazer isso, haha.

Fui ver Transcendence com uns amigos semana passada e fizemos uma parada na livraria, olhamos todos os DVDs e com isso eu montei uma listinha de filmes que aparentemente todo mundo já viu, menos eu (inclui Ghostbusters, Forrest Gump, Grease, entre outros). Problema de falta do que assistir resolvido, haha.

Movendo para o próximo tópico...
Eu sempre falava que eu ia ler mais nas férias, mas isso acabava parecendo uma resolução de ano novo. Não que eu não leia mais, só que de uns tempos pra cá tenho levado muito mais tempo para terminar um livro, o que de certa forma é triste, porque a lista de "vou ler" só aumenta.
Para "compensar" esse fato, eu acabei fazendo algo que nem passava pela minha cabeça: comecei ler HQs.

Eu sempre gostei de filmes de super-heróis, mas pra falar a verdade, não entendia muita coisa além da história do filme (Marvel? DC?) e achava as HQs confusas. Depois eu comecei a me informar - e as HQs continuavam confusas. Não via como era possível acompanhar algo que tinha sido lançado há décadas, que possui vários arcos, onde os personagens morriam mas depois voltavam, etc. Única HQ que eu já tinha lido era V de Vingança, mas era uma história fechadinha.

Até que eu assisti Capitão América: O Soldado Invernal e
aí eu me apaixonei pelo Soldado Invernal e seu intérprete, Sebastian Stane isso despertou meu interesse. Uma rápida olhada no site da Marvel me mostrou que talvez não fosse tãão complicado assim, já que algumas séries tinham poucas edições, e depois de ver uma parte de uma das do Hawkeye (esse aí da imagem acima, aqui conhecido como Gavião Arqueiro, mas quase nunca lembro do nome dele em português), eu fui tomada por um sentimento de "Meu Deus, preciso ler isso!". E cá estou, 18 edições depois, aguardando ansiosamente a décima nona e por mais destaque para o Hawkeye no próximo filme dos Vingadores, haha.
Nesse meio tempo o encadernado que tem o arco do Soldado Invernal me deu uma olhada, eu olhei de volta, e aí já estou mais ou menos na metade. Também tenho planos de ler a série da Viúva Negra desse ano.

Não está sendo um bicho de sete cabeças - peguei as séries do volume 1 e aí é entender a história. Único problema mesmo é quando eles trazem alguns personagens que eu não faço ideia de quem sejam e de como eles estão envolvidos com os outros, ou então quando dá pra perceber que aconteceu alguma coisa ali entre personagens X e Y mas não falam o que, e nessas horas só o Google salva!!

No final das contas, acho que o "comecei a ler HQs" ali de cima foi até um pouco exagerado, já que eu estou lendo duas séries, haha. E eu ainda continuo sem entender muita coisa, mas pelo menos já estou com vontade de ver como as coisas funcionam. :)

14.6.14

Férias


Essa semana eu fiz minhas provas finais. Já conferi minhas notas, e passei em todas as matérias, o que significa que estou de férias.

E agora eu estou tipo assim...

E já estou com saudade da faculdade.
Parte de mim está "Deus, perdoa essa criatura, pois ela não sabe o que fala". É provavelmente a parte que ainda está meio presa ao ensino médio. A parte que me diz que era só o primeiro semestre, era novidade.

No começo do ano, muito do ensino médio ainda estava me influenciando. E eu não tive uma experiência horrível na escola - ou pelo menos acho que não tive. Eu tinha minhas matérias favoritas, as que eu tolerava e as outras que só confirmaram que eu não teria uma carreira em exatas. Tirava boas notas, não tinha problemas com os professores, e claro, tinha meus amigos, que tornavam tudo melhor (apesar de ter muuuita gente que fazia o contrário também). Mas ainda assim, sentia como se fosse uma obrigação ir pra escola, e não porque eu gostava de ir.

E na faculdade está sendo outra história. Já foi amor à primeira apresentação da grade curricular. E acho que aí está a maior diferença, eu gosto do meu curso, até mesmo as partes chatas do Design Digital não se comparam as partes chatas do ensino médio. Desde que eu era pequena eu já sabia o que queria fazer, ainda que eu não soubesse que isso significava ser designer. Me dá uma satisfação ver que estou no "caminho certo".

Aí junte os meus colegas de classe. A gente se entende, temos gostos parecidos, saímos juntos. É muito bom poder falar de certos assuntos e saber que eles vão entender. (Mas ainda estou tentando lidar com o fato de que pessoal é meio gamer e eu sequer tenho videogame.) Já estou sentindo falta deles também.

O meu medo é que chegue um dia em que eu não pense mais assim, que eu não goste de ir para faculdade, não sinta falta. É um dos motivos para eu escrever isso agora, quero poder reler e ver se as coisas continuaram as mesmas, melhoraram ou então "nossa Beatriz, o que você tinha na cabeça naquele tempo?".

Eu acho que essa minha animação não se manterá por muito tempo, mas... Quem sabe eu não possa estar enganada?

8.6.14

A Culpa é das Estrelas


A Culpa é das Estrelas
Diagnosticada com câncer, Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley)
se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença,
a jovem é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio e logo conhece Augustus
Waters (Ansel Elgort), um rapaz que vai mudar completamente a sua vida.

Esse é o primeiro post do blog. Eu tinha pensado em fazer uma introdução, ou algo do tipo, mas no final acabei decidindo falar daquilo que foi o empurrão final para eu criar o blog.
Assisti A Culpa é das Estrelas na última sexta-feira, e embora eu já tenha comentado brevemente com algumas pessoas o que eu achei do filme, não é a mesma coisa do que escrever aqui...

"Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam."
A Culpa é das Estrelas - John Green

Eu o li há dois anos, e não foi só o livro que eu mais gostei do John Green, como também se tornou um dos meus favoritos. O problema é que eu me enchi do tal fervor religioso e ninguém tinha lido/o livro só estava disponível em inglês/eu não tinha com quem comentar. O que foi logo solucionado, quando a Intrínseca o lançou aqui, agora todos já ouviram falar de A Culpa é das Estrelas.

E ainda assim eu estava convencida de que ia ao cinema sozinha, porque não tive tamanha dificuldade para arranjar companhia nem quando fui ver Meu Namorado é um Zumbi. Era só falar que eu ia assistir ACEDE e as pessoas ficavam "meh, me recuso a ir ver esse filme". Ainda estou me perguntando se foi porque não gostaram da história, ou se é porque é "modinha"... Enfim, no final, achei dois colegas - que também iam ver o filme sozinhos - e fomos juntos. O acabou sendo muito legal e rendeu até piadas internas. Também foi em partes loucura, porque São Paulo estava um caos com a greve de metrô, e ao invés de irmos pra casa, lá estávamos, no cinema. E não fomos os únicos com a mesma ideia, porque a sessão estava cheia.

Um dos meus maiores medos quando anunciaram que o filme seria feito, é de que não fosse fiel ao livro. E nem estou falando de todos os acontecimentos, porque sempre estive ciente de que é impossível adaptar tudo igualzinho, me refiro aos personagens, aos sentimentos que o livro me proporcionou. Só posso dizer que saí muito feliz do cinema, porque o filme foi tudo o que eu queria que fosse e talvez um pouquinho mais. Tem certos detalhes do livro que eu amo e eles deram um jeitinho de incluir, me fazendo abrir um sorriso ao detectá-los. Devo dizer que o Ansel Elgort não era nem de longe como eu imaginava fisicamente o Gus, mas agora estou com muita dificuldade de desvincular a imagem dele do personagem, ele foi um Gus excelente.

Também teve a parte de que quando eu li, era só eu e a história. No cinema eu pude ver como os outros estavam reagindo... Ok, não só ver, porque escutei soluços dos quatro cantos da sala. E isso me surpreendeu, porque essa reação me foi inédita, nunca tinha estado em uma sessão onde as pessoas se emocionaram tanto.

Meus amigos gostaram muito, ao ponto de comprarem o livro. E isso me deixou mais feliz ainda, por que lembra do fervor religioso?

Agora só estou aguardando sair em Blu-Ray para eu poder assistir no conforto do meu lar e chorar de novo.